Apressado, bom! Ansioso, não!

Você é apressado quando está em atividade? Executa as tarefas com rapidez, precisão e qualidade? Ao mesmo tempo sente um sossego emocional? Desenvolve um relacionamento sadio com as pessoas que te rodeiam e mais, vive o momento presente em todos os seus papéis?

Se você respondeu SIM,  parabéns!!! Você é uma pessoa com energia e resiliência. Você sabe viver bem, administra bem seu tempo e sua vida tem sentido.

Mas se as demandas pessoais e profissionais estiverem atropelando sua vida e lhe causando estresse em demasia a tal ponto de você sentir que pode perder o controle de sua vida, é provável que tenha adquirido a síndrome da pressa. Você é visto como uma pessoa agitada, dinâmica e faz dez coisas ao mesmo tempo. Vive acelerada!!!

A síndrome da pressa não é doença e nem transtorno emocional e mental. É simplesmente um distúrbio comportamental , mas que pode causar sim dois transtornos:

  • a ansiedade generalizada que causa a sensação na pessoa apressada que não terá tempo suficiente para fazer tudo que precisa ser feito, ou seja, o tempo corre demais e vinte quatro horas não são suficientes para dar conta do seu dia a dia.
  • a hiperatividade que causa uma agitação cerebral e a pessoa fica perdida, desbaratinada, provocando a perda do foco e realmente assim, com o passar do tempo, não consegue desenvolver e terminar as múltiplas tarefas que se apresentam no seu dia a dia alimentando a sua ansiedade.

Como você se autodiagnostica? Preste atenção nos seus relacionamentos pessoais e profissionais pois a síndrome da pressa impacta diretamente no seu comportamento social abrangendo sua comunicação e equilíbrio emocional e, principalmente na sua saúde, é claro.

Vamos conferir!

A sua comunicação:

  • Sua escuta ativa, ingrediente primordial para dialogar, compreender pessoas, negociar, administrar conflitos, alinhar expectativas, trocar feedbacks, fica bem comprometida. Você quer evidências? Ao se comunicar, você interrompe e atropela a fala do outro, você seleciona o que quer ouvir, não suporta longas histórias, acredita que perde muito tempo ouvindo coisas que não agregam valor, desvaloriza os sentimentos do outro, não presta atenção às dicas que o ambiente lhe dá sobre o humor das pessoas para melhor conectá-las.
  • Sua expressão verbal e não verbal pode se tornar agressiva, pois na pressa, a impaciência estimula uma linguagem que critica, julga, desaprova e desqualifica o comportamento do outro quando não , apela para a manipulação afim de acelerar as respostas do seu interlocutor. Quer evidências? Você fala rápido e frase curtas, usa mais os verbos no imperativo, dando ordem às pessoas, constrói sua fala com expressões que atacam o outro, normalmente as pessoas ficam agitadas perto de você, as pessoas ficam se desculpando quando não atendem suas expectativas.
  • Você não diz NÃO quando necessário, e normalmente você não tem limites para trabalhar, e nem respeita os limites do seu corpo, chegando à exaustão.

O seu equilíbrio emocional:

As seis dimensões do seu estilo emocional (segundo Richard Davidson – obra O Estilo Emocional do Cérebro) podem sofrer com sua síndrome da pressa:

  1. Resiliência – para aguentar as demandas com energia, seu comportamento agressivo exige demais de você e dos outros. Assim você perde no seu fortalecimento e recursos internos para enfrentamentos das situações difíceis, além de ter que lutar para obter o comprometimento das pessoas.
  1. Sensibilidade ao contexto – na pressa para atingir os resultados, você pode não perceber o que se passa ao seu redor, o contexto em que sua demanda está inserida, podendo atropelar os interesses dos que te rodeiam, gerando estresse e mais obstáculos. Evidente que sua resiliência é atingida, aumenta a irritação
  1. Intuição social – sua pressa pode alterar sua percepção das reações emocionais das pessoas, dada sua atenção estar focada somente na urgência da tarefa
  1. Atitude positiva – A impaciência e irritação com as pessoas “lentas” podem torna-lo negativo, não lhe permitindo sentir por um tempo mais longo bem -estar e emoções positivas.
  1. Atenção – Sua hiperatividade gerada pela pressa constante pode prejudicar sua concentração e foco. E sem atenção, as demais dimensões para seu equilíbrio emocional ficam prejudicadas.
  1. Percepção corporal – Quando você resolve ouvir o seu corpo, percebe que sua pressão subiu. Uau!

ALGUMAS DICAS

Se você ainda não desenvolveu transtornos de ansiedade generalizada e nem hiperatividade, é tempo de você mesmo, acalmar sua pressa sem perder rapidez e prazos:

  1. Mude seu olhar para o tempo, pois a síndrome da pressa se desenvolve quando assumimos muitas responsabilidades e acreditamos que o tempo não será suficiente.
  2. Viva o presente e perceba os detalhes do momento presente
  3. Dê a você o direito de não fazer nada, pelo menos por meia hora do dia
  4. Mude sua rotina. Ao organizar sua agenda, coloque em suas prioridades as atividades de distração da mente, tais como: passeios com a família, exercícios de relaxamento e aquilo que lhe der conforto. Quando você focar no trabalho, sua produtividade certamente aumentará e sua paciência também.
  5. Não use sua memória executiva desnecessariamente, faça uma lista das suas pendências e tarefas a fazer e ocupe seu pré-frontal com uma coisa de cada vez. Você vai perceber que dá tempo para fazer tudo.
  6. Divida grandes objetivos em pequenas metas e a cada atingimento de uma meta, comemore e se presenteie com algo que lhe causa prazer. Isso diminui a ansiedade e estimula o circuito da recompensa e motivação com a ativação da dopamina, motivando-o a agir e cumprir as outras metas até chegar no objetivo final, com prazer e paixão.
  7. Para não se irritar com as pessoas, seja assertivo, tenha clareza em sua comunicação, escute as necessidades do outro e finalmente tenha critérios objetivos nas suas negociações de prazos e prioridades.
  8. Relaxe e confie mais nas pessoas que interagem com você.

Desejo-lhe sossego emocional e uma vida tranquila.

Vera Martins

 

Pare de ser reativo, seja proativo!

QUALIDADE DE VIDA E POSTURA FRENTE A VIDA

Quando falamos em qualidade de vida no trabalho, pensamos naquela sensação de prazer, conforto e bem estar quando:

  • Sentimos que valeu a pena o esforço ao sermos reconhecidos por um trabalho bem feito;
  • Levantamos de manhã motivados para chegar logo no trabalho e colocar nossas ideias em prática;
  • Nos sentimos importantes, ouvidos e levados à sério em nossas opiniões porque estamos contribuindo com o melhor de nós aos resultados da empresa;
  • Somos desafiados por metas que nos tiram da zona de conforto e exigem nosso esforço, nossa determinação para vencermos os obstáculos, nossa criatividade para sermos diferentes na solução dos problemas;
  • Somos respeitados pelo nosso gestor e colegas, e
  • Percebemos que as políticas da empresa são justas, cuidando de uma relação capital-trabalho de forma igualitária e que existe uma reciprocidade entre o que entrego e o que recebo nas relações de trabalho.

Podemos concluir que um profissional tem qualidade de vida no trabalho quando se sente feliz e satisfeito com a carreira escolhida, com as interações sociais estabelecidas no trabalho e relação justa entre suas entregas de resultados e reconhecimento da empresa, expectativas essas que variam entre os profissionais pois dependem dos desejos e necessidades de cada ser humano.

Porém, qualidade de vida no trabalho depende de outras dimensões da vida de um ser humano: do cuidado com sua saúde física, de uma relação saudável com sua família, do equilíbrio entre o dinheiro que entra e contas a pagar incluindo alimentação, diversão e saúde.

Porém, um fator determinante é a forma como vemos o mundo, ou seja, nossos valores, crenças e pensamentos determinarão nossas ações de fracasso ou sucesso em todas as áreas da nossa vida.

Segundo Dr Martin Seligman – no livro “Felicidade Autêntica”:

  • Otimista é aquele que acredita na possibilidade de sucesso, mesmo na ausência de provas concretas
  • Pessimista é aquele que não acredita na possibilidade de sucesso, mesmo na presença de provas concretas.

Como vê, sua alegria de viver e sua qualidade de vida depende mais de você do que de fatores externos.

Assim, crie uma visão de futuro positiva e viva essa visão no presente, para construir um amanhã feliz.

Pare de ser reativo e seja proativo!

A pessoa reativa deixa circunstâncias ou o ambiente mostrarem a ela como responder. O reativo é um coadjuvante, pessimista, não encara a vida de frente, busca culpado e usa a vitimização como desculpa para seus fracassos e infortúnios. Normalmente se expressa assim: “Não há nada que eu possa fazer, a vida é assim”; “Sou obrigado a fazer esse trabalho, pois não tenho outra opção a não ser obedecer”; “ As coisas estão cada vez piores”.

O proativo é um protagonista que constrói sua própria história, olhando a vida de frente e buscando soluções aos obstáculos que se apresentam. Quando tem um fracasso, prefere tirar aprendizados do erro e mudar seu comportamento para ser uma pessoa melhor. Normalmente se expressa assim: “Vamos procurar outras opções”; “Eu escolho, eu prefiro”; “O que vamos fazer para mudar o rumo da crise?” ; “Posso controlar meus sentimentos” .

Qual é a sua visão de futuro?

Daqui para frente o que você fará para ser uma pessoa mais feliz, mais bem-resolvida, com melhor qualidade de vida?

Qualidade de vida é ser otimista e pensar que a vida vale a pena ser vivida, tem um propósito e sentido.

Desejamos que sua vida profissional seja marcada por muitos gols, sucesso também refletido na sua vida pessoal.