O Emocional Inteligente

UMA HISTÓRIA DE EMOÇÕES

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Neste livro, Vera Martins conta uma história de emoções e depois aponta os aprendizados que ela nos oferece. Este método é semelhante ao utilizado pelos mestres do zen budismo, conhecido como Koan. Para ilustrar, reproduzo a seguir uma história, aparentemente sem lógica, mas capaz de despertar a verdadeira mente de quem se esforça para isso.

Certa vez, um mestre morava em um pequeno casebre em uma colina, onde avistava o mar, o porto e a pequena vila de pescadores. Era admirado por todos por sua conduta ética e o domínio de suas emoções por meio da prática da meditação. Jamais alguém vira o monge ofender alguém – tampouco a si próprio –, ou lamentar a vida frugal que levava. Vivia de uma pequena horta que plantava e um ou outro peixe que lhe era ofertado em suas andanças pela vila. Ele tinha amplo controle de sua mente e sabia que o ódio, o desejo e a ignorância eram os três venenos que precisavam ser controlados. Seu controle em lidar com situações adversas era admirado por todos, até o dia que uma pequena multidão da vila se concentrou na porta de seu casebre. O chefe do lugarejo começou um discurso hostil assim que o velho mestre apareceu, e acusou-o de ter se relacionado com uma jovem e de ser o pai do bebê que trazia no colo. Enchendo os pulmões, o político gritou que ele teria de cuidar da criança, uma vez que a mãe o acusava de paternidade. O monge olhou para todos e disse: “Ah é…”. A multidão se dispersou e o bebê ficou em sua porta.

O mestre não recebia mais peixes. Comia o que sua horta produzia. Conseguiu uma cabra para dar leite à criança, e levou a vida normalmente. Ele educava o bebê como se fosse mesmo seu filho, mesmo impedido de andar pela vila, uma vez que alegavam que poderia seduzir alguma outra aldeã. Alguns meses depois, novamente, a multidão se aglomerou na porta do casebre do monge. O chefe político pedia em altos brados perdão a ele. A mulher que o apontara como pai mentira e o verdadeiro pai queria se casar com ela e ter o menino de volta. Por isso, o chefe da vila pedia que o monge devolvesse a criança. Ele respondeu: “Ah é…”.

O menino se foi com os pais e a multidão dispersou. O velho mestre continuou vivendo como sempre, sem ódio, sem pessimismo, sem ira e se deliciando com a bela paisagem da baía que avistava de seu casebre.

Esta é uma história antiga do Emocional Inteligente, tão antiga e tão atual como o livro da Vera Martins.

 

Heródoto Barbeiro é âncora do Jornal de Record News e editor do Blog do Barbeiro.

 

As doze crenças limitantes

 

CRENÇAS LIMITANTES? QUEM NÃO TEM?

O QUE FAZER COM ELAS?

 

São perguntas que todos nós devemos nos fazer.

Hoje tornou-se comum dizer que nossas crenças limitantes são culpadas de tudo. Elas nos impedem de sermos bem sucedidos nas diversas áreas das nossas vidas, bloqueando nossas iniciativas para correr riscos na superação de resultados.

 

Mas, o que são crenças limitantes? São padrões rígidos e repetitivos que formatam seus pensamentos e seus sentimentos, determinando comportamentos repetitivos e padronizados, dando origem aos hábitos.

A psicologia nos ensina que o primeiro passo para mudar essas crenças é tomar consciência quais são e os impactos que têm em nossa vida.

É isso que desejo fazer com você: uma reflexão e tomada de consciência.

Quero lhe mostrar as crenças irracionais, rígidas e disfuncionais identificadas pelo psicólogo Dr Albert Ellis, pai da terapia Racional–Emotiva Comportamental (TREC) e Terapia Cognitiva (TC), e que foram analisadas por mim, no meu livro “O EMOCIONAL INTELIGENTE”.

Vamos a elas:

  1. A ideia de que existe extrema necessidade de qualquer ser humano adulto ser amado ou aprovado por qualquer outra pessoa significativa em sua comunidade.

Comentário: A necessidade de ser amado e aceito por pessoas significativas é inerente à natureza humana, porém quando a necessidade é excessiva até o ponto de você fazer tudo para agradar ao outro, podemos dizer que seu comportamento é determinado por essa crença irracional. O ideal é que você se concentre no auto-respeito, que pense em amar mais do que ser amado e, finalmente, busque a aprovação do outro, quando necessário.

  1. A ideia de que se deva ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos possíveis para ter valor, ou seja, você tem que ser perfeito em tudo.

Comentário: Essa crença reforça uma distorção do pensamento que é “tenho que ser perfeito”. A busca pelo perfeito é incansável, estressante e longa.

A verdade é que somos bons em muitas coisas, mas não em tudo. A ideia da interdependência no trabalho existe exatamente para mostrar que as pessoas têm talentos e limitações. Estimular a cooperação entre elas tem o intuito de juntar talentos e produzir coisas e ideias criativas.

A interdependência ajuda os profissionais a serem inteiros, colocando à disposição talentos específicos de cada um e criando uma relação dependente entre eles, sendo ligados pelas limitações normais do ser humano: ninguém sabe tudo, todo o tempo. Cada profissional, em sua individualidade, tem aptidões e talentos para algumas coisas. E, juntos, os talentos são sinérgicos.

  1. A ideia de que é terrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem. A ideia de que há invariavelmente uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e que é catastrófico se essa solução perfeita não é encontrada.

 Comentário: É comum verificar essa crença circulando no ambiente de trabalho. Você percebe um colega agindo com base nessa crença quando existe o catastrofismo, que transforma um pequeno problema em uma catástrofe. Exemplo “Meu Deus, e agora, o cliente vai embora!” Um profissional que se baseia nessa crença não aceita que a situação não está como ele queria, e assim pode manifestar comportamento inflexível, similar à teimosia. Depois de muito argumentar, o profissional fica irritado e contrariado ao perceber que não conseguiu apresentar argumentos suficientes para convencer as pessoas a “comprarem” sua ideia. Normalmente ele tem dificuldade de ouvir, uma forma defensiva de não se submeter às ideias do outro.

Essa crença é incorporada ao modelo mental de um profissional cuja fase do controle, na idade infantil, não ficou bem desenvolvida, sendo provável que ele viva uma sensação de incômodo ao perceber uma suposta perda de controle da situação.

O ideal é colocar no modelo mental a ideia de que é desagradável quando as coisas não são do jeito que você queria e que você pode tentar mudar ou controlar as condições para que elas sejam mais satisfatórias. Porém, se a mudança é difícil, será melhor a resignação, em vez de sofrer por algo no qual você não pode interferir.

  1. A ideia de que certas pessoas são más, perversas e “velhacas” e que elas deveriam ser severamente responsáveis e punidas por sua maldade.

Comentário: Na empresa, existem profissionais que levam a sério essa crença. Criam rótulos e preconceitos com base no comportamento inadequado de um colega e, a partir dessa única percepção, estabelecem uma relação de inimizade e exclusão, promovem conflitos inúteis e perdem o foco principal, que são os resultados. E tenha certeza, a raiva é a força propulsora de toda a campanha de exclusão.

É uma crença irracional, porque parte de uma ideia generalizada e preconceituosa sobre o ser humano. O ideal é acreditar que um ato inadequado ou um comportamento antissocial pode ser apenas um deslize da pessoa. Não cabe a você executar uma punição severa, porém é aconselhável que você não deixe seus valores e costumes serem agredidos por um ato ofensivo.

  1. A ideia de que a infelicidade humana é externamente causada e que as pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus infortúnios e distúrbios.

Comentário: Na vida profissional, essa crença é a melhor “muleta” para ficar na passividade. Quando não está contente com o trabalho, o profissional, em vez de questionar e pedir mudanças, aceita a infelicidade porque acredita que a vida é assim mesmo, e o trabalho, por si, é pesado e estressante. Essa crença é irracional porque tira do ser humano o direito de fazer escolhas e de interferir na própria vida. É comum ouvir de pessoas que adotam essa crença frases do tipo: “Foi Deus quem quis assim, não posso fazer nada”, “Esse é meu carma, não posso interferir”. E saiba, a forma como você enxerga a vida é que sustenta a infelicidade humana.

  1. A ideia de que, se alguma coisa é ou pode ser perigosa ou assustadora, deve-se ficar terrivelmente preocupado e ficar “ruminando” sua possível ocorrência.

Comentário: Essa crença é irracional porque estimula o aparecimento do pessimismo e da ansiedade e por isso faz a pessoa sofrer por antecipação, por algo que não aconteceu. Além de irracional, é desagradável conviver com alguém que fica ruminando e é pessimista. Essa crença, sendo frequentemente estimulada, pode levar uma pessoa a sentir a vida como uma eterna ameaça.

Uma comunicação institucional confusa e ameaçadora é um estímulo para impregnar o ambiente de trabalho com essa crença, gerando boatos. Essa crença desperta a dúvida e as pessoas ficam terrivelmente preocupadas com a falta de informação sobre o fato em pauta.

O ideal é acreditar que se algo é perigoso, o melhor é enfrentá-lo com firmeza e acabar com o perigo. Se isso não for possível, no mínimo pare de ruminar e pense em algo melhor.

  1. A ideia de que é mais fácil evitar certas dificuldades ou responsabilidades da vida do que enfrentá-las.

Comentário: Essa crença define a postura de muitos profissionais que não querem correr riscos ou porque lhes falta coragem para encarar os problemas do dia a dia da organização, preferindo ficar à mercê da vida. Essa crença é irracional porque tira do ser humano a responsabilidade por si e estimula o comportamento de fuga, e não a solução do problema ou da dificuldade.

Pode-se perceber essa crença no comportamento de um chefe, por exemplo, que em vez de dizer a verdade promete uma promoção ao colaborador porque não tem coragem de dizer que seu desempenho é medíocre. Conclusão: a promoção não acontece, o colaborador não melhora em suas competências, pois não recebeu o feedback verdadeiro e, quem sabe, pode ser demitido por incompetência.

Ele não encara a situação difícil de, inicialmente, dar o feedback por medo de desagradá-lo, acreditando que é mais fácil deixar para depois. Quantas vezes agimos dessa forma, evitando e não resolvendo uma situação, e o problema se agrava cada vez mais.

O ideal é pensar que o caminho fácil é o mais duro e que a única maneira de resolver problemas difíceis é enfrentá-los com firmeza.

  1. A ideia de que se deva ser dependente dos outros e de que é necessário alguém mais forte em quem se apoiar.

Comentário: Essa crença reforça a postura frágil e de dependência em suas relações de trabalho. Impede o profissional de mostrar sua força maior, que é a independência com maturidade. O profissional que se apoia nessa crença normalmente é inseguro e lhe falta autoconfiança para andar com seus pés, tomar as próprias decisões e enfrentar as turbulências do cotidiano do trabalho.

É comum ver nas empresas comportamentos de chefes, que se dizem gestores, e que exercem seu poder de influência através de posturas agressivas e/ou paternalistas, tornando evidente a vantagem de a equipe se apoiar em alguém mais forte e que tem um cargo superior. Ao adotar essa crença, o profissional optou pelo caminho mais fácil, e não quis correr o risco de contrariar a vontade do chefe, reforçando em si algumas outras crenças irracionais.

  1. A ideia de que a história passada de alguém é um determinante definitivo de seu comportamento presente e se algo afetou uma vez fortemente sua vida, isso continuará tendo indefinidamente um efeito similar.

Comentário: Se você tiver em excesso uma das três necessidades: dependência, controle e competição, essa crença diz que você está predestinado a carregar esse fardo, e não pode interferir no passado para mudar o presente e o futuro. Se você tiver pendências a serem resolvidas sobre suas necessidades de dependência, controle e competição, a crença diz que você não tem solução e jamais conseguirá atingir sua maturidade emocional. Portanto, você está condenado a sofrer por causa de seus problemas da infância.

Vemos, no mundo corporativo, profissionais que são condenados a viver nas trevas por conta de um erro. Sofrem o preconceito e rótulo de incompetente e pagam pelo erro do passado. Não lhe é dada a chance de desenvolvimento e mudança de comportamento.

A crença adequada é aquela que ouvimos das pessoas maduras e ponderadas: “Aprenda com o erro e com a experiência passada e bola para frente. Não deixe que emoções do passado perturbem sua vida no presente.”

  1. A ideia de que se deva ficar transtornado com problemas e preocupações de outras pessoas.

Comentário: Essa crença contraria o direito do ser humano de escolher o que quer para si, inclusive de não querer se responsabilizar pelos problemas dos outros. Pois somente o dono do problema deverá resolvê-lo. Você pode dar sugestões e orientação, mas não tomar para si a ação de solucionar. E mais, você não ajudará em nada, pressionando-o para que mude seu comportamento.

  1. A ideia de que a felicidade humana pode ser alcançada pela inércia e inatividade.

Comentário: Quando você tem essa crença em seu modelo mental, é provável que tenha expectativas irrealistas sobre você e as pessoas, sendo grande fonte de raiva ver essas expectativas frustradas.

Essa crença é irracional se olharmos o que as pesquisas dizem sobre felicidade e bem-estar. Martin Seligman, em sua obra Felicidade Autêntica, mostra que uma crença adequada é acreditar que as pessoas tendem a ser mais felizes quando estão ativas e vitalmente absorvidas em ocupações criativas ou quando estão se dedicando a pessoas ou projetos fora de si mesmo.

12.Não se tem praticamente nenhum controle sobre as próprias emoções. Não se pode controlar as emoções que certos eventos nos causam.

Comentário: muito se fala atualmente sobre técnicas para gerenciar as emoções de forma inteligente. Daniel Goleman lançou o conceito de inteligência emocional que trata exatamente do nosso poder sobre as emoções, através do autoconhecimento e conhecimento do outro.

Vera Martins, autora do livro ‘ O EMOCIONAL INTELIGENTE”

 

Você sabe como dizer NÃO ASSERTIVO?

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado?

De Vera Martins

Quando você diz não para alguém você se sente culpado?

Já sei, a resposta é: depende da pessoa.

Se for uma pessoa que mal conheço e não tenho ligação nenhuma, não tenho nenhuma dificuldade. Mas se for alguém que tenho ligação afetiva ou profissional, aí fica difícil dizer um não.

E quando digo, fico me justificando, mostrando ao outro que não sou responsável pelo não, pois a situação me obriga a dizer o não.

Agora, se estou com raiva do outro e me sinto lesada aí o não sai facilmente porém impulsionado pela emoção da raiva e não administrado pela sua vontade. Mais tarde, pode vir o arrependimento e você voltar atrás no seu não.

Na verdade, aprendemos desde pequeno, que a palavra não é uma comunicação violenta que agride as pessoas. E não deixa de ser verdade, pois a palavra NÃO é uma negativa ao outro e que implica na frustração de alguém.

O segredo de dizer um Não para alguém, é entender que o não é para a situação/ coisa e não é uma negativa ao ser humano que é o outro, ou seja:

Diante de um problema que exige o seu Não, você pode e deve ser duro com o problema em si e delicado/educado com a pessoa. Até para dizer algo que você não está gostando e quer dizer o não, você pode dizer calmamente e com educação, porém com firmeza e auto- confiança naquilo que você pensa e sente.

O segredo está em Separar a pessoa do problema, ao dizer o não: “uma coisa é não querer sair hoje com você, outra coisa é, eu não gostar de você.”

Negocie o não: Se o seu NÃO vai atender só o seu problema e vai prejudicar o outro, negocie com ele o seu Não.

 O importante é ser verdadeiro com você mesmo. Não fique se enganando! Não gere conflitos internos desnecessários que o levem a se sentir mal e desconfortável!

Seja bem resolvido, e diga NÃO quando for a melhor resposta que você tem para dar!
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Quadrado Aristotélico: credibilidade

CREDIBILIDADE

O QUE VOCÊ É? VERDADE, MENTIRA, SEGREDO OU FALSIDADE

  O quadrado aristotélico pode nos mostrar as posturas e conseqüências da interação humana, por meio da combinação das variáveis SER e PARECER e NÃO SER e NÃO PARECER.

Vamos considerar que SER refere-se aos conhecimentos, às habilidades e atitudes pertinentes ao contexto da interação entre duas pessoas. Por exemplo, se você está em uma entrevista de emprego, é pertinente vestir-se com roupa formal e falar sobre suas competências. Mas se você está na praia agindo da mesma forma, seu comportamento será visto como não pertinente.

Vamos considerar que PARECER refere-se à interpretação do SER na percepção do outro.

Quanto mais o SER e PARECER estiverem sintonizados e pertinentes ao objetivo do ato comunicacional, tanto maior será a credibilidade do emissor da mensagem.

O quadrado aristotélico sugere quatro combinações possíveis das variáveis, com resultados positivos ou negativos nas relações interpessoais.

Ser e não parecer: você é um segredo

 Muitos profissionais vivem anos a fio trabalhando em empresas, ocultos em suas atividades, sem transformar seu real potencial em competências, seu conhecimento tácito em conhecimento explícito. Não se destacam e não fazem diferença no meio ambiente, limitando seu crescimento pessoal, profissional e, inclusive, financeiro. Guardam seu conhecimento como um SEGREDO, talvez por falta de confiança em si ou, quem sabe, por não conhecerem o próprio potencial.

Mas pode ocorrer o contrário, o profissional NÃO SER realmente competente e vender-se melhor do que é. Vejamos o que acontece.

Parecer e não ser: você é uma mentira

O resultado é a MENTIRA. Relações interpessoais estabelecidas de acordo com essa combinação não conseguem sobreviver por muito tempo. São relações breves que vão se deteriorando pela frustração e expectativas não atendidas. Profissionais conseguem emprego, porém “vendendo” um currículo melhor do que realmente são. Seu interlocutor vai se decepcionando, pois não consegue ver os resultados de seu trabalho. O processo de comunicação torna-se difícil e conflitante. O término da relação é inevitável, chegando-se à seguinte conclusão – “Ele parecia competente e no entanto mostrou-se diferente do que aparentou inicialmente. Foi uma grande mentira”.

 Não parecer e não ser: você é uma falsidade

Existem aquelas pessoas que NÃO PARECEM e NÃO SÃO competentes.

Enquanto a mentira engana por algum tempo, a FALSIDADE, resultado dessa combinação, é denunciada imediatamente.

Na relação NÃO PARECER e NÃO SER, o bloqueio da comunicação aparece logo nos primeiros contatos, impedindo a continuidade de um relacionamento duradouro.

Se analisarmos o mercado de trabalho atual, podemos constatar uma incidência de desempregados que se enquadram nesta combinação. Os novos tempos de um mercado globalizado exigem novas competências dos profissionais e aqueles que não percebem a necessidade de mudar e não reagem na mesma velocidade das mudanças, se perdem pelo caminho, despreparados e incompetentes para as novas demandas organizacionais. Perdendo sua credibilidade, não convencem e nem persuadem os empregadores, e o destino certo é a exclusão.

Por último, existem as pessoas que se enquadram na melhor combinação.

SER E PARECER: VOCÊ É UMA VERDADE

É a combinação que resulta na VERDADE. É a mais convincente, pois não só o emissor da mensagem acredita e sabe de suas próprias competências como também é percebido como tal, aos olhos do outro. Sua credibilidade é baseada no SER.

O QUE VOCÊ GANHA EM SER ASSERTIVO

 A comunicação assertiva é o estilo que possibilita SER e PARECER, pois suas características estimulam uma comunicação transparente, honesta, objetiva e de mão dupla.

A pessoa que adota a comunicação assertiva consegue estabelecer as duas direções que flexibilizam e dão equilíbrio à sua relação com o outro: Influenciar e Ser influenciado.

A assertividade possibilita a um profissional ser mais competente, à medida que ele se torna uma pessoa segura e confiante em seu potencial, clara e concisa em suas relações, e:

  • desenvolve relações interpessoais maduras, baseadas no auto-respeito e no respeito aos outros colegas;
  • coloca limites às pessoas agressivas que tentam invadir seu espaço;
  • estimula as pessoas passivas, que se sentem inseguras ao se posicionar;
  • analisa e resolve o problema, sem necessidade de buscar culpados;
  • expressa seus sentimentos e opiniões de concordância e discordância com tranqüilidade;
  • tem a humildade de pedir ajuda;
  • exerce com tranqüilidade a autoridade;
  • defende-se contra os excessos de poder;
  • controla seus medos e aprende a integrar-se ao grupo, sem se deixar manipular ou dominar pelo conformismo da maioria, conservando a riqueza da sua própria individualidade.

No aspecto pessoal, a assertividade traz bem-estar, uma vez que a pessoa tem o controle de sua própria vida, sem necessidade da aprovação de outras pessoas sobre suas escolhas.

Na vida familiar a assertividade ajuda na educação dos filhos, no relacionamento conjugal e afetivo. Portanto, é um fator determinante ao nosso bem-estar, pois, através da afirmação do nosso eu, adquirimos uma auto-estima positiva e ficamos mais seguros para enfrentar os desafios do cotidiano.

Podemos concluir, com segurança, que a comunicação assertiva é realmente uma ferramenta eficaz para promover a qualidade de sua vida pessoal e profissional, dando-lhe credibilidade nos diversos papéis que desempenha, seja no ambiente profissional, familiar ou social.

A assertividade pode, também, contribuir para as relações comerciais, dando um novo rumo ao capitalismo vigente, pois a comunicação assertiva exige dos interlocutores a transparência em sua comunicação e o respeito mútuo.

O comportamento assertivo torna a pessoa capaz de agir a favor de seus próprios interesses, de se afirmar sem ansiedade, de expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou seja, de exercitar seus próprios direitos, incluindo os direitos do outro. Assertividade é o pano de fundo do diálogo.

Este é um grande desafio para a sobrevivência profissional das pessoas, pois quem é assertivo tem mais credibilidade e é mais respeitado, com chances maiores de sucesso profissional. Mesmo correndo o risco de desagradar pessoas não assertivas, acredito valer a pena apostar nessa alternativa.

Vera Martins, autora dos livros Seja Assertivo!, Tenha Calma! e O Emocional Inteligente, ceo da Assertiva Educação Corporativa. www.assertiva.com.br

veramartins@assertiva.com.br