AS 10 AÇÕES PARA DESENVOLVER UM EMOCIONAL INTELIGENTE

Liberdade e Escolha consciente

Como enfrentar com resiliência as crises, riscos e ambiguidades que a vida nos impõe.

1ª) Seja protagonista e assuma as rédeas de sua vida, promovendo um diálogo interno corajoso e assertivo.

2ª) Faça um checkup do seu emocional e saiba o que está bom e o que precisa ser mudado.

3º) Faça escolhas conscientes para tomar boas decisões. Para isso, use o pré-frontal para avaliar custos e benefícios, olhar a realidade com fatos e dados e decidir pela melhor alternativa.

4º) Resolva seu passado para viver bem o presente e ter esperança no futuro, exercitando o perdão.

5º) Use a fé para neutralizar os efeitos do stress e do medo.

6º) Gerencie seus pensamentos negativos para ganhar em emoção positiva , criando uma rede do bem.

  • Ressignifique seus pensamentos negativos
  • Pratique a empatia com compaixão
  • Pratique o bem e desenvolva a reciprocidade

7º) Pratique o autorrespeito.

  • Conheça a si mesmo
  • Reconheça a si mesmo
  • Perdoe a si mesmo
  • Respeite os limites do seu corpo
  • Saiba dizer sim e não quando for o melhor
  • Transforme as lições aprendidas em ações de autodesenvolvimento
  • Trate todos com igualdade e respeito

8º) Estimule seu circuito neural da motivação/recompensa para criar energia positiva no seu cérebro .

  • Planeje sua vida, crie objetivos de longo prazo, metas de curto prazo
  • Crie visões positivas do futuro

9º) Tenha foco em solução do problema e não na vitimização.

10ª) Use os 40% que dependem de você para ser feliz e potencialize suas forças e virtudes.

A VIDA É UMA ESCOLA, FAÇA SUA LIÇÃO DE CASA E NAO SEJA REPROVADO

Como você lida com suas emoções?

Do Avesso Cartazes

Uma história de emoções

Acordei e constatei: hoje é meu aniversário. Logo cedo, já me emocionei, afinal era meu dia. Era uma mistura de alegria, expectativa e ansiedade. Fomos almoçar fora para comemorar meu aniversário.
As pessoas se desculparam pela falta de dinheiro que impossibilitava a surpresa de um presente, ao que respondi: “Não tem problema, o mais importante é a presença.” Depois de duas horas comendo, percebi que minhas pessoas queridas tinham pressa em função de seus compromissos.
Senti-me um tanto decepcionado, pois gostaria de usufruir mais aquele momento, mas eles já tinham sua mente em outro lugar, restando apressar-me para não mais tomar-lhes o tempo. Mas, pensei, já foi o suficiente!

À noite fui comemorar também o aniversário de um amigo: foi bom, conversamos e nos divertimos. Meu aniversário já estava bem distante, e algo estava invadindo meu pensamento e eu não entendia o que era; sentia agora certa melancolia.

Fui dormir e no dia seguinte, ao acordar, percebi que me preocupava com todos. A melancolia aumentou, e um pensamento saltou do inconsciente para o consciente: “Meu dia passou e sequer ganhei um botão de rosa, principalmente a vermelha, de que gosto tanto. Talvez ninguém saiba.” Senti-me triste.

Passei a ser vítima: “Que coisa! Nos aniversários das pessoas queridas me preocupo em agradá-las e em presenteá-las, e ninguém pensou em me dar um botão de rosa vermelha!”

Essa constatação gerou em mim várias emoções negativas: medo de não ser amado, tristeza por não ter retribuição, frustração e decepção e mais uma emoção que bateu forte no meu peito: RAIVA!

Gritei e tornei-me agressivo para mostrar a minha indignação. Depois me refugiei na minha tristeza e saí para caminhar, ouvir música bem dentro do ouvido, dizendo para mim mesmo e tentando me convencer: “Não preciso de

ninguém para ser feliz e me sentir bem.”

Mas a RAIVA continuava, e uma palavra fundamental veio à minha mente: RECIPROCIDADE. O que eu fazia para que as pessoas próximas não percebessem minhas necessidades de modo que eu me sentisse importante e querido?

Pensei. E concluí:
“As expectativas que tenho com relação às pessoas queridas são maiores do que me permito perceber e, pior, elas não são expressas. Com isso, essas pessoas se acomodam e não se dão conta da importância de retribuir.”

Pensei nas várias situações do cotidiano e percebi que havia um desequilíbrio na relação de troca entre mim e minhas pessoas queridas. À medida que as situações “pipocavam” em minha mente, mais a raiva aumentava e novamente chorei, chorei de frustração.

O primeiro ímpeto foi tornar-me egoísta, e o pensamento irracional voltou a ecoar em minha mente: “Não preciso de ninguém.” Mas percebi que a raiva continuava, e o sentimento negativo que me impulsionava a me defender de algo que me incomodava era aquela sensação de menos valia.

Mas, em seguida, percebi que esse não era um bom caminho. Como posso tirar o melhor proveito da raiva e tornar meus pensamentos mais positivos, minhas emoções mais prazerosase meus comportamentos mais construtivos para mim e para os outros?

Poupá-los da reciprocidade e desobrigá-los da responsabilidade da troca não era um bom negócio, só alimentava minha decepção e, é claro, o sentimento de culpa por expressar minha frustração de forma grotesca e, algumas vezes, manipuladora.

O que aprendemos? Alguns aprendizados podemos retirar dessa minha história.

1o aprendizado – Eu preciso ser independente dos outros e assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas.

2o aprendizado – Eu preciso alinhar dentro de mim as minhas expectativas: o que quero e o que não quero, o que devo ou não devo esperar das pessoas.

3o aprendizado – O alinhamento de expectativas será mais produtivo se houver autoconhecimento e autoaceitação.

E você, como lida com suas emoções? Boa reflexão.

 

Você vive ou sobrevive?

Liberdade e Escolha consciente

Você é movido pelo sistema modus vivência ou sobrevivência?

Viver a vida significa ser bem resolvido, solucionando os dilemas e problemas, típicos da existência humana, sozinho ou com o apoio de outros. Significa liberação emocional e mental para um olhar a vida através de uma lente limpa, clara, real e otimista. Essa lente exige consciência e coragem para sermos imparciais com os próprios pensamentos, no sentido de entender com clareza nossas escolhas e assumirmos responsabilidade pelas nossas decisões e ações. Tomada a decisão de adotá-la, certamente essa nova lente vai lhe propiciar benefícios:

  • sensação de estar no comando da sua vida
  • fazer escolhas mais conscientes e sensatas
  • lidar com situações conflitantes de forma equilibrada
  • olhar a realidade com otimismo
  • sentir a leveza do seu ser
  • coragem para agir sobre as emoções negativas
  • usar do seu direito de se sentir bem e de ser mais feliz

Sobreviver, por outro lado, significa ser dirigido por pensamentos negativos e, olhando ao redor, sentir-se “sem saída”, impotente. Você conclui que a vida é assim mesmo, e isso passa a ser sua referência para guiar sua caminhada pela vida. Ficar sem saída nos dá a nítida sensação de impotência, o que funciona como um bloqueador na busca de soluções para as intempéries do dia a dia. Assim, a confirmação da sua impotência para viver a vida se torna uma verdade para você. E essa verdade passa a ser a lente através da qual você vai perceber a vida e definir suas escolhas.
Escolhas feitas pela lente da impotência fazem da sua existência um fardo, e é comum ouvir das pessoas que assim se expressam:

“A vida é uma eterna luta” – “Cada dia é uma batalha a vencer” – “Não é fácil viver nos dias de hoje” – “Não aguento mais a loucura da vida, quero ir embora para longe de tudo e todos”- “Acho que estou incompetente, não dou conta das cobranças da família e do trabalho, eu sou um só!” “Eu me sinto impotente para resolver minha vida”. Tudo é estressante, tudo se torna cinzento! Esse é o caminho da perda do controle emocional, e da liberação da agressividade. É o caminho das relações mal resolvidas e da depressão emocional. Tudo por causa da sensação da impotência na gestão da própria vida.

Existe solução?

O bom nisso tudo é que, se quisermos, podemos virar o jogo e promover uma comunicação interna entre razão e emoção, entre consciente e inconsciente, ou seja, entre o córtex pré-frontal (razão) e o sistema límbico (emocional), fazendo com que os sistemas nervosos simpático e parassimpático estejam em perfeita harmonia. Assim encontraremos o tão querido, desejado e popularmente conhecido “equilíbrio emocional”.

Sim! É o momento de revisitar seus pensamentos, suas emoções e seu modo de ser e de agir.