LIBERDADE E ESCOLHAS CONSCIENTES

Liberdade e Escolha consciente

O princípio de Ação e Reação, conhecido como a Terceira Lei de Newton (Isaac Newton, físico e matemático Inglês, 1642-1727), tem o seguinte enunciado: A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido oposto. No mundo corporativo, vivemos todo o tempo recebendo estímulos que exigem respostas rápidas e eficazes. É o processo da comunicação entre os seres humanos.

A reação é inconsciente porque ela não é processada pela consciência, e sim pelos reflexos cuja moradia é o cérebro reptiliano. Alguém diz alguma coisa, insulta e você reage sem pensar e fica com raiva. Sua reação é sujeita à manipulação dos outros, e você age como um autômato. Se agirmos como ser humano, usando nossa inteligência para processar os estímulos, decidindo o que queremos sentir, interferindo nos estímulos externos e internos e trazendo-os para o consciente, o resultado será= Estimulo + escolha consciente = Ação

Você escolhe o que quer para sua vida e como quer seus relacionamentos. Porém, antes de tudo, você escolhe quais sentimentos quer sentir. Ao se tornar dono de si, você passa a ter claro o que esperar das pessoas.

 Escolha consciente é aceitar a responsabilidade por seus sentimentos, pensamentos e comportamentos; escolha consciente é responsabilizar-se por suas decisões, dando a si mesmo a consciência para avaliar os custos e benefícios e tomar uma decisão.

Escolher conscientemente é usar o cérebro cortical e dialogar com os planos cerebrais: reptiliano e límbico, para tornar conscientes as emoções e definir estratégias inteligentes de bem expressá-las.

Fazer escolhas conscientes significa ação. Ação é proatividade, o que é mais do que iniciativa. Ser proativo é pensar antes nos custos e benefícios de uma situação, prever o que pode acontecer de bom e ruim e ter controle da situação.

Fazer escolhas inconscientes significa reação. Reagir é ser reativo, o problema ocorre porque não foi previsto, e a situação passa a ser crise, sem o controle da pessoa. E ela diz: “Foi Deus quem quis assim.” Por essa frase, percebe-se que a pessoa reativa não assume a responsabilidade por seus atos e recusa-se, portanto, a ser livre. Pessoas que fazem escolhas inconscientes são totalmente vulneráveis à raiva desnecessária e à sua expressão inadequada.

As escolhas inconscientes nos tornam reativos e imobilizados para qualquer mudança, porque não somos responsáveis pelos eventos que ocorrem em nossa vida. As escolhas conscientes nos tornam fortalecidos para assumir nossos sentimentos e emoções e escolher o que acreditamos ser melhor para nós.

A pessoa livre sabe usar sua inteligência para avaliar os custos e benefícios de suas escolhas, identificando assim maneiras eficazes de lidar com os pontos fracos e, quem sabe, descobrindo alternativas salutares para transformar as fraquezas em fortalezas.

Liberdade implica coragem para dar limites, coragem para dar amor, aceitação e respeito pela diversidade, não exigir do outro o que ele não pode dar e não ter medo de seus “defeitos”.

Para cuidar da vida pessoal e profissional, você precisa estar em contato com quem você é e gostar de si pelo que você é, com liberdade e responsabilidade por si, através de escolhas conscientes.

Como está seu diálogo interior

COMO ESTÁ SEU DIÁLOGO INTERIOR

Slide1O pensamento é essa voz interna que fala conosco todo o tempo. O conteúdo de sua fala pode ser agradável ou desagradável, bom ou ruim. Vai depender de nosso autoconceito.

 

Mas uma coisa é certa. O sentimento de insatisfação pessoal toma conta de nós quando a voz interna nos informa que nosso eu real está diferente do eu ideal.

Uma voz interna crítica e destruidora impede a pessoa de contatar suas próprias forças do eu real e normalmente diz:

– É melhor agradar seu chefe, senão você perde seu emprego.
– Você é intolerante quando fica raivoso.
– Seja político no trabalho, assim não haverá conflito.
– Você não vai conseguir.
– Você é ridículo.
– Você não sabe o que faz.
– O seu colega é melhor que você.
– Você é insignificante, é melhor não contar suas coisas.
– Engole sua raiva, senão ninguém vai gostar de você.

A voz interna amiga e verdadeira é madura e tem o dom da ponderação. Estimula o contato com as fraquezas e fortalezas, as ameaças e oportunidades do eu real. Quando diz para recuar, se baseia no bom senso. Faz críticas e elogios. Normalmente diz:

– Se o colega não respeitou você, você tem o direito de sentir raiva.
– Vá em frente. Sei que vai conseguir.
– E por que não tentar?
– Se você errou, não tenha vergonha.
– Peça ajuda para você não quebrar a cara.
– Ponha a raiva para fora sem machucar ninguém.

Possuir uma voz interna amiga e verdadeira contribui imensamente para alcançar o prazer da liberdade da qual estamos falando, aquela liberdade de sentir as emoções necessárias, úteis e justas, além da responsabilidade de expressá-las de forma assertiva. A qualidade da voz interna reflete a reputação que criamos de nós mesmos, a autoestima.

A autoestima é resultado do conceito que faço de mim, ou seja, o que penso e sinto sobre mim mesmo, da confiança que deposito em mim, manifestada pela expressão “Eu confio em meu taco”, e do respeito que tenho por meu eu real, admirando minhas fortalezas e tendo compaixão por minhas fraquezas.

Somado esses três aspectos, a autoestima também é influenciada pelas opiniões de outras pessoas importantes para o eu real. O feedback verdadeiro e com amor, dessas pessoas, é sempre bem-vindo para aumentar o autoconhecimento.

Uma pessoa consegue ter liberdade emocional quando sua autoestima está equilibrada, ou seja, a pessoa tem consciência de suas fortalezas e suas fraquezas porque tem livre acesso aos seus sentimentos. Usa de suas fortalezas para fortificar sua autoimagem. Com relação às fraquezas, usa de seu sentimento de compaixão para ser tolerante e respeitoso para consigo mesmo.