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Inteligência Emocional: Como fazer boas escolhas emocionais

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Você já ouviu essa afirmação?

“Você é responsável pelas escolhas que você faz. Você é responsável por escolher sentir raiva, tristeza e medo.”escolhas-tati-pasquali-amor-no-ventilado-blog-do-maiconCom certeza sim, pois é o que mais se escuta nos tempos atuais.

Como se ser feliz fosse uma obrigação!!!!! Ter raiva, medo ou tristeza é coisa de gente fraca, sem equilíbrio emocional.

Não caia nessa conversa, pois sentir emoções indica simplesmente que você é um ser humano.

Raiva, medo ou tristeza são emoções que causam sim um certo desconforto, mas são necessárias e afloram sem o seu controle.

E você só tem consciência quando você sente reações fisiológicas, tais como aceleração dos batimentos cardíacos, tremor, aumento na pressão sanguínea, palidez ou sangue nos olhos.

Todas essas reações indicam alguma emoção aflorando e prontas para gerar um pensamento, um sentimento e uma ação: de fuga, de ataque ou de enfrentamento equilibrado.

É aqui que você pode fazer toda a diferença, é aí que você pode demonstrar sua inteligência emocional, se realmente você tem um emocional inteligente ou apenas é um reativo e defensivo, pronto para se defender.

Entendeu agora porque dizem que você é responsável pelas suas escolhas? Você pode escolher ser defensivo ou assertivo com seu emocional.

Ser defensivo é uma forma automática de reagir quando você se sente sob ameaça física ou psicológica. Você cria mecanismos de defesas percebidos como os hábitos comportamentais de agredir ou de se submeter, como estratégia de sobrevivência nos relacionamentos profissionais e pessoais.

Em nossos relacionamentos cotidianos, podemos constatar que são poucas as pessoas que se sentem livres para expressar o que está dentro delas. Pessoas mal resolvidas nas suas necessidades emocionais buscando ser amadas a qualquer preço, serem aceitas e reconhecidas pelas suas posses e status, não pelas suas qualidades pessoais. Essas pessoas preferem se proteger por meio de comportamentos defensivos e pagar os custos da relação agressão/submissão.

Parecem ser essas as formas mais corriqueiras que aprendemos para resolver nossos problemas. Nosso repertório de escolhas diminuído dificultará a livre vazão de nossos desejos, necessidades e opiniões, e a sensação de ameaça se torna um gatilho de emoções aflitivas como medo, raiva e tristeza.

Os problemas crescem e geram situações mal resolvidas e rancorosas entre as pessoas. Pessoas rancorosas lidam cm o cotidiano de trabalho ora de forma passiva, ora de forma manipuladora. Quando estão à beira do colapso, tornam-se agressivas e invasivas, construindo relações destrutivas. Pessoas rancorosas são mais vulneráveis emocionalmente e “presas fáceis” nos relacionamentos interpessoais, ou seja, facilmente perdem o controle da situação e acionam o ciclo da emoção aflitiva, de forma negativa.

A passividade, a manipulação e a agressividade são ingredientes típicos de mecanismos de defesa.

Como mudar tudo isso?

Pare de agir baseado em escolha inconsciente e faça uma escolha consciente de como você quer sentir, pensar e agir para se sentir mais confortável e de bem com a vida.

Mas, como? Utilizando seu cérebro a seu favor.

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Como? Diminuindo a ativação da área emocional (sistema límbico) e fortalecendo mais uma área do seu cérebro que está localizado no lobo frontal do córtex cerebral que se chama pré-frontal.

O pré-frontal, também considerado a sede da personalidade e a mente consciente, é hábil em diferenciar pensamentos conflitantes, analisar custos e benefícios de uma decisão, e prever consequências futuras, o que possibilita a proatividade para planejar ações que antecipem problemas.

O pré-frontal tem um papel fundamental na gestão emocional, pois regula a energia límbica e pode assim, criar comportamentos adaptativos adequados ao ambiente e situação, na tomada da consciência das emoções. Isso quer dizer que na ausência da ativação e uso do pré-frontal, as emoções ficam fora do controle.

Assim, podemos concluir que o pré-frontal é o responsável pelo processamento inteligente das emoções. Isso é uma escolha consciente, isso é inteligência emocional.

Se você quer realmente se apropriar do seu emocional e utilizar a razão (pré-frontal) para equilibrar a emoção você precisa:

1º) Tomar consciência da emoção que está sentindo

2º) Entender os gatilhos da emoção

3º) Planejar respostas adequadas ao ambiente e a situação

4º) Agir de forma pensada, enfrentando a situação com tranquilidade e expressando a emoção de forma Continuar lendo Inteligência Emocional: Como fazer boas escolhas emocionais

LIBERDADE E ESCOLHAS CONSCIENTES

Liberdade e Escolha consciente

O princípio de Ação e Reação, conhecido como a Terceira Lei de Newton (Isaac Newton, físico e matemático Inglês, 1642-1727), tem o seguinte enunciado: A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido oposto. No mundo corporativo, vivemos todo o tempo recebendo estímulos que exigem respostas rápidas e eficazes. É o processo da comunicação entre os seres humanos.

A reação é inconsciente porque ela não é processada pela consciência, e sim pelos reflexos cuja moradia é o cérebro reptiliano. Alguém diz alguma coisa, insulta e você reage sem pensar e fica com raiva. Sua reação é sujeita à manipulação dos outros, e você age como um autômato. Se agirmos como ser humano, usando nossa inteligência para processar os estímulos, decidindo o que queremos sentir, interferindo nos estímulos externos e internos e trazendo-os para o consciente, o resultado será= Estimulo + escolha consciente = Ação

Você escolhe o que quer para sua vida e como quer seus relacionamentos. Porém, antes de tudo, você escolhe quais sentimentos quer sentir. Ao se tornar dono de si, você passa a ter claro o que esperar das pessoas.

 Escolha consciente é aceitar a responsabilidade por seus sentimentos, pensamentos e comportamentos; escolha consciente é responsabilizar-se por suas decisões, dando a si mesmo a consciência para avaliar os custos e benefícios e tomar uma decisão.

Escolher conscientemente é usar o cérebro cortical e dialogar com os planos cerebrais: reptiliano e límbico, para tornar conscientes as emoções e definir estratégias inteligentes de bem expressá-las.

Fazer escolhas conscientes significa ação. Ação é proatividade, o que é mais do que iniciativa. Ser proativo é pensar antes nos custos e benefícios de uma situação, prever o que pode acontecer de bom e ruim e ter controle da situação.

Fazer escolhas inconscientes significa reação. Reagir é ser reativo, o problema ocorre porque não foi previsto, e a situação passa a ser crise, sem o controle da pessoa. E ela diz: “Foi Deus quem quis assim.” Por essa frase, percebe-se que a pessoa reativa não assume a responsabilidade por seus atos e recusa-se, portanto, a ser livre. Pessoas que fazem escolhas inconscientes são totalmente vulneráveis à raiva desnecessária e à sua expressão inadequada.

As escolhas inconscientes nos tornam reativos e imobilizados para qualquer mudança, porque não somos responsáveis pelos eventos que ocorrem em nossa vida. As escolhas conscientes nos tornam fortalecidos para assumir nossos sentimentos e emoções e escolher o que acreditamos ser melhor para nós.

A pessoa livre sabe usar sua inteligência para avaliar os custos e benefícios de suas escolhas, identificando assim maneiras eficazes de lidar com os pontos fracos e, quem sabe, descobrindo alternativas salutares para transformar as fraquezas em fortalezas.

Liberdade implica coragem para dar limites, coragem para dar amor, aceitação e respeito pela diversidade, não exigir do outro o que ele não pode dar e não ter medo de seus “defeitos”.

Para cuidar da vida pessoal e profissional, você precisa estar em contato com quem você é e gostar de si pelo que você é, com liberdade e responsabilidade por si, através de escolhas conscientes.

Como está seu diálogo interior

COMO ESTÁ SEU DIÁLOGO INTERIOR

Slide1O pensamento é essa voz interna que fala conosco todo o tempo. O conteúdo de sua fala pode ser agradável ou desagradável, bom ou ruim. Vai depender de nosso autoconceito.

 

Mas uma coisa é certa. O sentimento de insatisfação pessoal toma conta de nós quando a voz interna nos informa que nosso eu real está diferente do eu ideal.

Uma voz interna crítica e destruidora impede a pessoa de contatar suas próprias forças do eu real e normalmente diz:

– É melhor agradar seu chefe, senão você perde seu emprego.
– Você é intolerante quando fica raivoso.
– Seja político no trabalho, assim não haverá conflito.
– Você não vai conseguir.
– Você é ridículo.
– Você não sabe o que faz.
– O seu colega é melhor que você.
– Você é insignificante, é melhor não contar suas coisas.
– Engole sua raiva, senão ninguém vai gostar de você.

A voz interna amiga e verdadeira é madura e tem o dom da ponderação. Estimula o contato com as fraquezas e fortalezas, as ameaças e oportunidades do eu real. Quando diz para recuar, se baseia no bom senso. Faz críticas e elogios. Normalmente diz:

– Se o colega não respeitou você, você tem o direito de sentir raiva.
– Vá em frente. Sei que vai conseguir.
– E por que não tentar?
– Se você errou, não tenha vergonha.
– Peça ajuda para você não quebrar a cara.
– Ponha a raiva para fora sem machucar ninguém.

Possuir uma voz interna amiga e verdadeira contribui imensamente para alcançar o prazer da liberdade da qual estamos falando, aquela liberdade de sentir as emoções necessárias, úteis e justas, além da responsabilidade de expressá-las de forma assertiva. A qualidade da voz interna reflete a reputação que criamos de nós mesmos, a autoestima.

A autoestima é resultado do conceito que faço de mim, ou seja, o que penso e sinto sobre mim mesmo, da confiança que deposito em mim, manifestada pela expressão “Eu confio em meu taco”, e do respeito que tenho por meu eu real, admirando minhas fortalezas e tendo compaixão por minhas fraquezas.

Somado esses três aspectos, a autoestima também é influenciada pelas opiniões de outras pessoas importantes para o eu real. O feedback verdadeiro e com amor, dessas pessoas, é sempre bem-vindo para aumentar o autoconhecimento.

Uma pessoa consegue ter liberdade emocional quando sua autoestima está equilibrada, ou seja, a pessoa tem consciência de suas fortalezas e suas fraquezas porque tem livre acesso aos seus sentimentos. Usa de suas fortalezas para fortificar sua autoimagem. Com relação às fraquezas, usa de seu sentimento de compaixão para ser tolerante e respeitoso para consigo mesmo.

AS 10 AÇÕES PARA DESENVOLVER UM EMOCIONAL INTELIGENTE

Liberdade e Escolha consciente

Como enfrentar com resiliência as crises, riscos e ambiguidades que a vida nos impõe.

1ª) Seja protagonista e assuma as rédeas de sua vida, promovendo um diálogo interno corajoso e assertivo.

2ª) Faça um checkup do seu emocional e saiba o que está bom e o que precisa ser mudado.

3º) Faça escolhas conscientes para tomar boas decisões. Para isso, use o pré-frontal para avaliar custos e benefícios, olhar a realidade com fatos e dados e decidir pela melhor alternativa.

4º) Resolva seu passado para viver bem o presente e ter esperança no futuro, exercitando o perdão.

5º) Use a fé para neutralizar os efeitos do stress e do medo.

6º) Gerencie seus pensamentos negativos para ganhar em emoção positiva , criando uma rede do bem.

  • Ressignifique seus pensamentos negativos
  • Pratique a empatia com compaixão
  • Pratique o bem e desenvolva a reciprocidade

7º) Pratique o autorrespeito.

  • Conheça a si mesmo
  • Reconheça a si mesmo
  • Perdoe a si mesmo
  • Respeite os limites do seu corpo
  • Saiba dizer sim e não quando for o melhor
  • Transforme as lições aprendidas em ações de autodesenvolvimento
  • Trate todos com igualdade e respeito

8º) Estimule seu circuito neural da motivação/recompensa para criar energia positiva no seu cérebro .

  • Planeje sua vida, crie objetivos de longo prazo, metas de curto prazo
  • Crie visões positivas do futuro

9º) Tenha foco em solução do problema e não na vitimização.

10ª) Use os 40% que dependem de você para ser feliz e potencialize suas forças e virtudes.

A VIDA É UMA ESCOLA, FAÇA SUA LIÇÃO DE CASA E NAO SEJA REPROVADO

Como você lida com suas emoções?

Do Avesso Cartazes

Uma história de emoções

Acordei e constatei: hoje é meu aniversário. Logo cedo, já me emocionei, afinal era meu dia. Era uma mistura de alegria, expectativa e ansiedade. Fomos almoçar fora para comemorar meu aniversário.
As pessoas se desculparam pela falta de dinheiro que impossibilitava a surpresa de um presente, ao que respondi: “Não tem problema, o mais importante é a presença.” Depois de duas horas comendo, percebi que minhas pessoas queridas tinham pressa em função de seus compromissos.
Senti-me um tanto decepcionado, pois gostaria de usufruir mais aquele momento, mas eles já tinham sua mente em outro lugar, restando apressar-me para não mais tomar-lhes o tempo. Mas, pensei, já foi o suficiente!

À noite fui comemorar também o aniversário de um amigo: foi bom, conversamos e nos divertimos. Meu aniversário já estava bem distante, e algo estava invadindo meu pensamento e eu não entendia o que era; sentia agora certa melancolia.

Fui dormir e no dia seguinte, ao acordar, percebi que me preocupava com todos. A melancolia aumentou, e um pensamento saltou do inconsciente para o consciente: “Meu dia passou e sequer ganhei um botão de rosa, principalmente a vermelha, de que gosto tanto. Talvez ninguém saiba.” Senti-me triste.

Passei a ser vítima: “Que coisa! Nos aniversários das pessoas queridas me preocupo em agradá-las e em presenteá-las, e ninguém pensou em me dar um botão de rosa vermelha!”

Essa constatação gerou em mim várias emoções negativas: medo de não ser amado, tristeza por não ter retribuição, frustração e decepção e mais uma emoção que bateu forte no meu peito: RAIVA!

Gritei e tornei-me agressivo para mostrar a minha indignação. Depois me refugiei na minha tristeza e saí para caminhar, ouvir música bem dentro do ouvido, dizendo para mim mesmo e tentando me convencer: “Não preciso de

ninguém para ser feliz e me sentir bem.”

Mas a RAIVA continuava, e uma palavra fundamental veio à minha mente: RECIPROCIDADE. O que eu fazia para que as pessoas próximas não percebessem minhas necessidades de modo que eu me sentisse importante e querido?

Pensei. E concluí:
“As expectativas que tenho com relação às pessoas queridas são maiores do que me permito perceber e, pior, elas não são expressas. Com isso, essas pessoas se acomodam e não se dão conta da importância de retribuir.”

Pensei nas várias situações do cotidiano e percebi que havia um desequilíbrio na relação de troca entre mim e minhas pessoas queridas. À medida que as situações “pipocavam” em minha mente, mais a raiva aumentava e novamente chorei, chorei de frustração.

O primeiro ímpeto foi tornar-me egoísta, e o pensamento irracional voltou a ecoar em minha mente: “Não preciso de ninguém.” Mas percebi que a raiva continuava, e o sentimento negativo que me impulsionava a me defender de algo que me incomodava era aquela sensação de menos valia.

Mas, em seguida, percebi que esse não era um bom caminho. Como posso tirar o melhor proveito da raiva e tornar meus pensamentos mais positivos, minhas emoções mais prazerosase meus comportamentos mais construtivos para mim e para os outros?

Poupá-los da reciprocidade e desobrigá-los da responsabilidade da troca não era um bom negócio, só alimentava minha decepção e, é claro, o sentimento de culpa por expressar minha frustração de forma grotesca e, algumas vezes, manipuladora.

O que aprendemos? Alguns aprendizados podemos retirar dessa minha história.

1o aprendizado – Eu preciso ser independente dos outros e assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas.

2o aprendizado – Eu preciso alinhar dentro de mim as minhas expectativas: o que quero e o que não quero, o que devo ou não devo esperar das pessoas.

3o aprendizado – O alinhamento de expectativas será mais produtivo se houver autoconhecimento e autoaceitação.

E você, como lida com suas emoções? Boa reflexão.

 

Você vive ou sobrevive?

Liberdade e Escolha consciente

Você é movido pelo sistema modus vivência ou sobrevivência?

Viver a vida significa ser bem resolvido, solucionando os dilemas e problemas, típicos da existência humana, sozinho ou com o apoio de outros. Significa liberação emocional e mental para um olhar a vida através de uma lente limpa, clara, real e otimista. Essa lente exige consciência e coragem para sermos imparciais com os próprios pensamentos, no sentido de entender com clareza nossas escolhas e assumirmos responsabilidade pelas nossas decisões e ações. Tomada a decisão de adotá-la, certamente essa nova lente vai lhe propiciar benefícios:

  • sensação de estar no comando da sua vida
  • fazer escolhas mais conscientes e sensatas
  • lidar com situações conflitantes de forma equilibrada
  • olhar a realidade com otimismo
  • sentir a leveza do seu ser
  • coragem para agir sobre as emoções negativas
  • usar do seu direito de se sentir bem e de ser mais feliz

Sobreviver, por outro lado, significa ser dirigido por pensamentos negativos e, olhando ao redor, sentir-se “sem saída”, impotente. Você conclui que a vida é assim mesmo, e isso passa a ser sua referência para guiar sua caminhada pela vida. Ficar sem saída nos dá a nítida sensação de impotência, o que funciona como um bloqueador na busca de soluções para as intempéries do dia a dia. Assim, a confirmação da sua impotência para viver a vida se torna uma verdade para você. E essa verdade passa a ser a lente através da qual você vai perceber a vida e definir suas escolhas.
Escolhas feitas pela lente da impotência fazem da sua existência um fardo, e é comum ouvir das pessoas que assim se expressam:

“A vida é uma eterna luta” – “Cada dia é uma batalha a vencer” – “Não é fácil viver nos dias de hoje” – “Não aguento mais a loucura da vida, quero ir embora para longe de tudo e todos”- “Acho que estou incompetente, não dou conta das cobranças da família e do trabalho, eu sou um só!” “Eu me sinto impotente para resolver minha vida”. Tudo é estressante, tudo se torna cinzento! Esse é o caminho da perda do controle emocional, e da liberação da agressividade. É o caminho das relações mal resolvidas e da depressão emocional. Tudo por causa da sensação da impotência na gestão da própria vida.

Existe solução?

O bom nisso tudo é que, se quisermos, podemos virar o jogo e promover uma comunicação interna entre razão e emoção, entre consciente e inconsciente, ou seja, entre o córtex pré-frontal (razão) e o sistema límbico (emocional), fazendo com que os sistemas nervosos simpático e parassimpático estejam em perfeita harmonia. Assim encontraremos o tão querido, desejado e popularmente conhecido “equilíbrio emocional”.

Sim! É o momento de revisitar seus pensamentos, suas emoções e seu modo de ser e de agir.

 

Você sabe dizer NÃO? Engole sapos?

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado

De Vera Martins

Quando você diz não para alguém você se sente culpado?

Já sei, a resposta é: depende da pessoa.

Se for uma pessoa que mal conheço e não tenho ligação nenhuma, não tenho nenhuma dificuldade. Mas se for alguém que tenho ligação afetiva ou profissional, aí fica difícil dizer um não.

E quando digo, fico me justificando, mostrando ao outro que não sou responsável pelo não, pois a situação me obriga a dizer o não.

Agora, se estou com raiva do outro e me sinto lesada aí o não sai facilmente porém impulsionado pela emoção da raiva e não administrado pela sua vontade. Mais tarde, pode vir o arrependimento e você voltar atrás no seu não.

Na verdade, aprendemos desde pequeno, que a palavra não é uma comunicação violenta que agride as pessoas. E não deixa de ser verdade, pois a palavra NÃO é uma negativa ao outro e que implica na frustração de alguém.

O segredo de dizer um Não para alguém, é entender que o não é para a situação/ coisa e não é uma negativa ao ser humano que é o outro, ou seja:

Diante de um problema que exige o seu Não, você pode e deve ser duro com o problema em si e delicado/educado com a pessoa. Até para dizer algo que você não está gostando e quer dizer o não, você pode dizer calmamente e com educação, porém com firmeza e auto- confiança naquilo que você pensa e sente.

O segredo está em Separar a pessoa do problema, ao dizer o não: “uma coisa é não querer sair hoje com você, outra coisa é, eu não gostar de você.”

Negocie o não: Se o seu NÃO vai atender só o seu problema e vai prejudicar o outro, negocie com ele o seu Não.

 O importante é ser verdadeiro com você mesmo. Não fique se enganando! Não gere conflitos internos desnecessários que o levem a se sentir mal e desconfortável!

Seja bem resolvido, e diga NÃO quando for a melhor resposta que você tem para dar!

 

O Emocional Inteligente

UMA HISTÓRIA DE EMOÇÕES

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Neste livro, Vera Martins conta uma história de emoções e depois aponta os aprendizados que ela nos oferece. Este método é semelhante ao utilizado pelos mestres do zen budismo, conhecido como Koan. Para ilustrar, reproduzo a seguir uma história, aparentemente sem lógica, mas capaz de despertar a verdadeira mente de quem se esforça para isso.

Certa vez, um mestre morava em um pequeno casebre em uma colina, onde avistava o mar, o porto e a pequena vila de pescadores. Era admirado por todos por sua conduta ética e o domínio de suas emoções por meio da prática da meditação. Jamais alguém vira o monge ofender alguém – tampouco a si próprio –, ou lamentar a vida frugal que levava. Vivia de uma pequena horta que plantava e um ou outro peixe que lhe era ofertado em suas andanças pela vila. Ele tinha amplo controle de sua mente e sabia que o ódio, o desejo e a ignorância eram os três venenos que precisavam ser controlados. Seu controle em lidar com situações adversas era admirado por todos, até o dia que uma pequena multidão da vila se concentrou na porta de seu casebre. O chefe do lugarejo começou um discurso hostil assim que o velho mestre apareceu, e acusou-o de ter se relacionado com uma jovem e de ser o pai do bebê que trazia no colo. Enchendo os pulmões, o político gritou que ele teria de cuidar da criança, uma vez que a mãe o acusava de paternidade. O monge olhou para todos e disse: “Ah é…”. A multidão se dispersou e o bebê ficou em sua porta.

O mestre não recebia mais peixes. Comia o que sua horta produzia. Conseguiu uma cabra para dar leite à criança, e levou a vida normalmente. Ele educava o bebê como se fosse mesmo seu filho, mesmo impedido de andar pela vila, uma vez que alegavam que poderia seduzir alguma outra aldeã. Alguns meses depois, novamente, a multidão se aglomerou na porta do casebre do monge. O chefe político pedia em altos brados perdão a ele. A mulher que o apontara como pai mentira e o verdadeiro pai queria se casar com ela e ter o menino de volta. Por isso, o chefe da vila pedia que o monge devolvesse a criança. Ele respondeu: “Ah é…”.

O menino se foi com os pais e a multidão dispersou. O velho mestre continuou vivendo como sempre, sem ódio, sem pessimismo, sem ira e se deliciando com a bela paisagem da baía que avistava de seu casebre.

Esta é uma história antiga do Emocional Inteligente, tão antiga e tão atual como o livro da Vera Martins.

 

Heródoto Barbeiro é âncora do Jornal de Record News e editor do Blog do Barbeiro.

 

As doze crenças limitantes

 

CRENÇAS LIMITANTES? QUEM NÃO TEM?

O QUE FAZER COM ELAS?

 

São perguntas que todos nós devemos nos fazer.

Hoje tornou-se comum dizer que nossas crenças limitantes são culpadas de tudo. Elas nos impedem de sermos bem sucedidos nas diversas áreas das nossas vidas, bloqueando nossas iniciativas para correr riscos na superação de resultados.

 

Mas, o que são crenças limitantes? São padrões rígidos e repetitivos que formatam seus pensamentos e seus sentimentos, determinando comportamentos repetitivos e padronizados, dando origem aos hábitos.

A psicologia nos ensina que o primeiro passo para mudar essas crenças é tomar consciência quais são e os impactos que têm em nossa vida.

É isso que desejo fazer com você: uma reflexão e tomada de consciência.

Quero lhe mostrar as crenças irracionais, rígidas e disfuncionais identificadas pelo psicólogo Dr Albert Ellis, pai da terapia Racional–Emotiva Comportamental (TREC) e Terapia Cognitiva (TC), e que foram analisadas por mim, no meu livro “O EMOCIONAL INTELIGENTE”.

Vamos a elas:

  1. A ideia de que existe extrema necessidade de qualquer ser humano adulto ser amado ou aprovado por qualquer outra pessoa significativa em sua comunidade.

Comentário: A necessidade de ser amado e aceito por pessoas significativas é inerente à natureza humana, porém quando a necessidade é excessiva até o ponto de você fazer tudo para agradar ao outro, podemos dizer que seu comportamento é determinado por essa crença irracional. O ideal é que você se concentre no auto-respeito, que pense em amar mais do que ser amado e, finalmente, busque a aprovação do outro, quando necessário.

  1. A ideia de que se deva ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos possíveis para ter valor, ou seja, você tem que ser perfeito em tudo.

Comentário: Essa crença reforça uma distorção do pensamento que é “tenho que ser perfeito”. A busca pelo perfeito é incansável, estressante e longa.

A verdade é que somos bons em muitas coisas, mas não em tudo. A ideia da interdependência no trabalho existe exatamente para mostrar que as pessoas têm talentos e limitações. Estimular a cooperação entre elas tem o intuito de juntar talentos e produzir coisas e ideias criativas.

A interdependência ajuda os profissionais a serem inteiros, colocando à disposição talentos específicos de cada um e criando uma relação dependente entre eles, sendo ligados pelas limitações normais do ser humano: ninguém sabe tudo, todo o tempo. Cada profissional, em sua individualidade, tem aptidões e talentos para algumas coisas. E, juntos, os talentos são sinérgicos.

  1. A ideia de que é terrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem. A ideia de que há invariavelmente uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e que é catastrófico se essa solução perfeita não é encontrada.

 Comentário: É comum verificar essa crença circulando no ambiente de trabalho. Você percebe um colega agindo com base nessa crença quando existe o catastrofismo, que transforma um pequeno problema em uma catástrofe. Exemplo “Meu Deus, e agora, o cliente vai embora!” Um profissional que se baseia nessa crença não aceita que a situação não está como ele queria, e assim pode manifestar comportamento inflexível, similar à teimosia. Depois de muito argumentar, o profissional fica irritado e contrariado ao perceber que não conseguiu apresentar argumentos suficientes para convencer as pessoas a “comprarem” sua ideia. Normalmente ele tem dificuldade de ouvir, uma forma defensiva de não se submeter às ideias do outro.

Essa crença é incorporada ao modelo mental de um profissional cuja fase do controle, na idade infantil, não ficou bem desenvolvida, sendo provável que ele viva uma sensação de incômodo ao perceber uma suposta perda de controle da situação.

O ideal é colocar no modelo mental a ideia de que é desagradável quando as coisas não são do jeito que você queria e que você pode tentar mudar ou controlar as condições para que elas sejam mais satisfatórias. Porém, se a mudança é difícil, será melhor a resignação, em vez de sofrer por algo no qual você não pode interferir.

  1. A ideia de que certas pessoas são más, perversas e “velhacas” e que elas deveriam ser severamente responsáveis e punidas por sua maldade.

Comentário: Na empresa, existem profissionais que levam a sério essa crença. Criam rótulos e preconceitos com base no comportamento inadequado de um colega e, a partir dessa única percepção, estabelecem uma relação de inimizade e exclusão, promovem conflitos inúteis e perdem o foco principal, que são os resultados. E tenha certeza, a raiva é a força propulsora de toda a campanha de exclusão.

É uma crença irracional, porque parte de uma ideia generalizada e preconceituosa sobre o ser humano. O ideal é acreditar que um ato inadequado ou um comportamento antissocial pode ser apenas um deslize da pessoa. Não cabe a você executar uma punição severa, porém é aconselhável que você não deixe seus valores e costumes serem agredidos por um ato ofensivo.

  1. A ideia de que a infelicidade humana é externamente causada e que as pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus infortúnios e distúrbios.

Comentário: Na vida profissional, essa crença é a melhor “muleta” para ficar na passividade. Quando não está contente com o trabalho, o profissional, em vez de questionar e pedir mudanças, aceita a infelicidade porque acredita que a vida é assim mesmo, e o trabalho, por si, é pesado e estressante. Essa crença é irracional porque tira do ser humano o direito de fazer escolhas e de interferir na própria vida. É comum ouvir de pessoas que adotam essa crença frases do tipo: “Foi Deus quem quis assim, não posso fazer nada”, “Esse é meu carma, não posso interferir”. E saiba, a forma como você enxerga a vida é que sustenta a infelicidade humana.

  1. A ideia de que, se alguma coisa é ou pode ser perigosa ou assustadora, deve-se ficar terrivelmente preocupado e ficar “ruminando” sua possível ocorrência.

Comentário: Essa crença é irracional porque estimula o aparecimento do pessimismo e da ansiedade e por isso faz a pessoa sofrer por antecipação, por algo que não aconteceu. Além de irracional, é desagradável conviver com alguém que fica ruminando e é pessimista. Essa crença, sendo frequentemente estimulada, pode levar uma pessoa a sentir a vida como uma eterna ameaça.

Uma comunicação institucional confusa e ameaçadora é um estímulo para impregnar o ambiente de trabalho com essa crença, gerando boatos. Essa crença desperta a dúvida e as pessoas ficam terrivelmente preocupadas com a falta de informação sobre o fato em pauta.

O ideal é acreditar que se algo é perigoso, o melhor é enfrentá-lo com firmeza e acabar com o perigo. Se isso não for possível, no mínimo pare de ruminar e pense em algo melhor.

  1. A ideia de que é mais fácil evitar certas dificuldades ou responsabilidades da vida do que enfrentá-las.

Comentário: Essa crença define a postura de muitos profissionais que não querem correr riscos ou porque lhes falta coragem para encarar os problemas do dia a dia da organização, preferindo ficar à mercê da vida. Essa crença é irracional porque tira do ser humano a responsabilidade por si e estimula o comportamento de fuga, e não a solução do problema ou da dificuldade.

Pode-se perceber essa crença no comportamento de um chefe, por exemplo, que em vez de dizer a verdade promete uma promoção ao colaborador porque não tem coragem de dizer que seu desempenho é medíocre. Conclusão: a promoção não acontece, o colaborador não melhora em suas competências, pois não recebeu o feedback verdadeiro e, quem sabe, pode ser demitido por incompetência.

Ele não encara a situação difícil de, inicialmente, dar o feedback por medo de desagradá-lo, acreditando que é mais fácil deixar para depois. Quantas vezes agimos dessa forma, evitando e não resolvendo uma situação, e o problema se agrava cada vez mais.

O ideal é pensar que o caminho fácil é o mais duro e que a única maneira de resolver problemas difíceis é enfrentá-los com firmeza.

  1. A ideia de que se deva ser dependente dos outros e de que é necessário alguém mais forte em quem se apoiar.

Comentário: Essa crença reforça a postura frágil e de dependência em suas relações de trabalho. Impede o profissional de mostrar sua força maior, que é a independência com maturidade. O profissional que se apoia nessa crença normalmente é inseguro e lhe falta autoconfiança para andar com seus pés, tomar as próprias decisões e enfrentar as turbulências do cotidiano do trabalho.

É comum ver nas empresas comportamentos de chefes, que se dizem gestores, e que exercem seu poder de influência através de posturas agressivas e/ou paternalistas, tornando evidente a vantagem de a equipe se apoiar em alguém mais forte e que tem um cargo superior. Ao adotar essa crença, o profissional optou pelo caminho mais fácil, e não quis correr o risco de contrariar a vontade do chefe, reforçando em si algumas outras crenças irracionais.

  1. A ideia de que a história passada de alguém é um determinante definitivo de seu comportamento presente e se algo afetou uma vez fortemente sua vida, isso continuará tendo indefinidamente um efeito similar.

Comentário: Se você tiver em excesso uma das três necessidades: dependência, controle e competição, essa crença diz que você está predestinado a carregar esse fardo, e não pode interferir no passado para mudar o presente e o futuro. Se você tiver pendências a serem resolvidas sobre suas necessidades de dependência, controle e competição, a crença diz que você não tem solução e jamais conseguirá atingir sua maturidade emocional. Portanto, você está condenado a sofrer por causa de seus problemas da infância.

Vemos, no mundo corporativo, profissionais que são condenados a viver nas trevas por conta de um erro. Sofrem o preconceito e rótulo de incompetente e pagam pelo erro do passado. Não lhe é dada a chance de desenvolvimento e mudança de comportamento.

A crença adequada é aquela que ouvimos das pessoas maduras e ponderadas: “Aprenda com o erro e com a experiência passada e bola para frente. Não deixe que emoções do passado perturbem sua vida no presente.”

  1. A ideia de que se deva ficar transtornado com problemas e preocupações de outras pessoas.

Comentário: Essa crença contraria o direito do ser humano de escolher o que quer para si, inclusive de não querer se responsabilizar pelos problemas dos outros. Pois somente o dono do problema deverá resolvê-lo. Você pode dar sugestões e orientação, mas não tomar para si a ação de solucionar. E mais, você não ajudará em nada, pressionando-o para que mude seu comportamento.

  1. A ideia de que a felicidade humana pode ser alcançada pela inércia e inatividade.

Comentário: Quando você tem essa crença em seu modelo mental, é provável que tenha expectativas irrealistas sobre você e as pessoas, sendo grande fonte de raiva ver essas expectativas frustradas.

Essa crença é irracional se olharmos o que as pesquisas dizem sobre felicidade e bem-estar. Martin Seligman, em sua obra Felicidade Autêntica, mostra que uma crença adequada é acreditar que as pessoas tendem a ser mais felizes quando estão ativas e vitalmente absorvidas em ocupações criativas ou quando estão se dedicando a pessoas ou projetos fora de si mesmo.

12.Não se tem praticamente nenhum controle sobre as próprias emoções. Não se pode controlar as emoções que certos eventos nos causam.

Comentário: muito se fala atualmente sobre técnicas para gerenciar as emoções de forma inteligente. Daniel Goleman lançou o conceito de inteligência emocional que trata exatamente do nosso poder sobre as emoções, através do autoconhecimento e conhecimento do outro.

Vera Martins, autora do livro ‘ O EMOCIONAL INTELIGENTE”