Inteligência Emocional: Como fazer boas escolhas emocionais

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Você já ouviu essa afirmação?

“Você é responsável pelas escolhas que você faz. Você é responsável por escolher sentir raiva, tristeza e medo.”escolhas-tati-pasquali-amor-no-ventilado-blog-do-maiconCom certeza sim, pois é o que mais se escuta nos tempos atuais.

Como se ser feliz fosse uma obrigação!!!!! Ter raiva, medo ou tristeza é coisa de gente fraca, sem equilíbrio emocional.

Não caia nessa conversa, pois sentir emoções indica simplesmente que você é um ser humano.

Raiva, medo ou tristeza são emoções que causam sim um certo desconforto, mas são necessárias e afloram sem o seu controle.

E você só tem consciência quando você sente reações fisiológicas, tais como aceleração dos batimentos cardíacos, tremor, aumento na pressão sanguínea, palidez ou sangue nos olhos.

Todas essas reações indicam alguma emoção aflorando e prontas para gerar um pensamento, um sentimento e uma ação: de fuga, de ataque ou de enfrentamento equilibrado.

É aqui que você pode fazer toda a diferença, é aí que você pode demonstrar sua inteligência emocional, se realmente você tem um emocional inteligente ou apenas é um reativo e defensivo, pronto para se defender.

Entendeu agora porque dizem que você é responsável pelas suas escolhas? Você pode escolher ser defensivo ou assertivo com seu emocional.

Ser defensivo é uma forma automática de reagir quando você se sente sob ameaça física ou psicológica. Você cria mecanismos de defesas percebidos como os hábitos comportamentais de agredir ou de se submeter, como estratégia de sobrevivência nos relacionamentos profissionais e pessoais.

Em nossos relacionamentos cotidianos, podemos constatar que são poucas as pessoas que se sentem livres para expressar o que está dentro delas. Pessoas mal resolvidas nas suas necessidades emocionais buscando ser amadas a qualquer preço, serem aceitas e reconhecidas pelas suas posses e status, não pelas suas qualidades pessoais. Essas pessoas preferem se proteger por meio de comportamentos defensivos e pagar os custos da relação agressão/submissão.

Parecem ser essas as formas mais corriqueiras que aprendemos para resolver nossos problemas. Nosso repertório de escolhas diminuído dificultará a livre vazão de nossos desejos, necessidades e opiniões, e a sensação de ameaça se torna um gatilho de emoções aflitivas como medo, raiva e tristeza.

Os problemas crescem e geram situações mal resolvidas e rancorosas entre as pessoas. Pessoas rancorosas lidam cm o cotidiano de trabalho ora de forma passiva, ora de forma manipuladora. Quando estão à beira do colapso, tornam-se agressivas e invasivas, construindo relações destrutivas. Pessoas rancorosas são mais vulneráveis emocionalmente e “presas fáceis” nos relacionamentos interpessoais, ou seja, facilmente perdem o controle da situação e acionam o ciclo da emoção aflitiva, de forma negativa.

A passividade, a manipulação e a agressividade são ingredientes típicos de mecanismos de defesa.

Como mudar tudo isso?

Pare de agir baseado em escolha inconsciente e faça uma escolha consciente de como você quer sentir, pensar e agir para se sentir mais confortável e de bem com a vida.

Mas, como? Utilizando seu cérebro a seu favor.

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Como? Diminuindo a ativação da área emocional (sistema límbico) e fortalecendo mais uma área do seu cérebro que está localizado no lobo frontal do córtex cerebral que se chama pré-frontal.

O pré-frontal, também considerado a sede da personalidade e a mente consciente, é hábil em diferenciar pensamentos conflitantes, analisar custos e benefícios de uma decisão, e prever consequências futuras, o que possibilita a proatividade para planejar ações que antecipem problemas.

O pré-frontal tem um papel fundamental na gestão emocional, pois regula a energia límbica e pode assim, criar comportamentos adaptativos adequados ao ambiente e situação, na tomada da consciência das emoções. Isso quer dizer que na ausência da ativação e uso do pré-frontal, as emoções ficam fora do controle.

Assim, podemos concluir que o pré-frontal é o responsável pelo processamento inteligente das emoções. Isso é uma escolha consciente, isso é inteligência emocional.

Se você quer realmente se apropriar do seu emocional e utilizar a razão (pré-frontal) para equilibrar a emoção você precisa:

1º) Tomar consciência da emoção que está sentindo

2º) Entender os gatilhos da emoção

3º) Planejar respostas adequadas ao ambiente e a situação

4º) Agir de forma pensada, enfrentando a situação com tranquilidade e expressando a emoção de forma Continuar lendo Inteligência Emocional: Como fazer boas escolhas emocionais

LIBERDADE E ESCOLHAS CONSCIENTES

Liberdade e Escolha consciente

O princípio de Ação e Reação, conhecido como a Terceira Lei de Newton (Isaac Newton, físico e matemático Inglês, 1642-1727), tem o seguinte enunciado: A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido oposto. No mundo corporativo, vivemos todo o tempo recebendo estímulos que exigem respostas rápidas e eficazes. É o processo da comunicação entre os seres humanos.

A reação é inconsciente porque ela não é processada pela consciência, e sim pelos reflexos cuja moradia é o cérebro reptiliano. Alguém diz alguma coisa, insulta e você reage sem pensar e fica com raiva. Sua reação é sujeita à manipulação dos outros, e você age como um autômato. Se agirmos como ser humano, usando nossa inteligência para processar os estímulos, decidindo o que queremos sentir, interferindo nos estímulos externos e internos e trazendo-os para o consciente, o resultado será= Estimulo + escolha consciente = Ação

Você escolhe o que quer para sua vida e como quer seus relacionamentos. Porém, antes de tudo, você escolhe quais sentimentos quer sentir. Ao se tornar dono de si, você passa a ter claro o que esperar das pessoas.

 Escolha consciente é aceitar a responsabilidade por seus sentimentos, pensamentos e comportamentos; escolha consciente é responsabilizar-se por suas decisões, dando a si mesmo a consciência para avaliar os custos e benefícios e tomar uma decisão.

Escolher conscientemente é usar o cérebro cortical e dialogar com os planos cerebrais: reptiliano e límbico, para tornar conscientes as emoções e definir estratégias inteligentes de bem expressá-las.

Fazer escolhas conscientes significa ação. Ação é proatividade, o que é mais do que iniciativa. Ser proativo é pensar antes nos custos e benefícios de uma situação, prever o que pode acontecer de bom e ruim e ter controle da situação.

Fazer escolhas inconscientes significa reação. Reagir é ser reativo, o problema ocorre porque não foi previsto, e a situação passa a ser crise, sem o controle da pessoa. E ela diz: “Foi Deus quem quis assim.” Por essa frase, percebe-se que a pessoa reativa não assume a responsabilidade por seus atos e recusa-se, portanto, a ser livre. Pessoas que fazem escolhas inconscientes são totalmente vulneráveis à raiva desnecessária e à sua expressão inadequada.

As escolhas inconscientes nos tornam reativos e imobilizados para qualquer mudança, porque não somos responsáveis pelos eventos que ocorrem em nossa vida. As escolhas conscientes nos tornam fortalecidos para assumir nossos sentimentos e emoções e escolher o que acreditamos ser melhor para nós.

A pessoa livre sabe usar sua inteligência para avaliar os custos e benefícios de suas escolhas, identificando assim maneiras eficazes de lidar com os pontos fracos e, quem sabe, descobrindo alternativas salutares para transformar as fraquezas em fortalezas.

Liberdade implica coragem para dar limites, coragem para dar amor, aceitação e respeito pela diversidade, não exigir do outro o que ele não pode dar e não ter medo de seus “defeitos”.

Para cuidar da vida pessoal e profissional, você precisa estar em contato com quem você é e gostar de si pelo que você é, com liberdade e responsabilidade por si, através de escolhas conscientes.

Como está seu diálogo interior

COMO ESTÁ SEU DIÁLOGO INTERIOR

Slide1O pensamento é essa voz interna que fala conosco todo o tempo. O conteúdo de sua fala pode ser agradável ou desagradável, bom ou ruim. Vai depender de nosso autoconceito.

 

Mas uma coisa é certa. O sentimento de insatisfação pessoal toma conta de nós quando a voz interna nos informa que nosso eu real está diferente do eu ideal.

Uma voz interna crítica e destruidora impede a pessoa de contatar suas próprias forças do eu real e normalmente diz:

– É melhor agradar seu chefe, senão você perde seu emprego.
– Você é intolerante quando fica raivoso.
– Seja político no trabalho, assim não haverá conflito.
– Você não vai conseguir.
– Você é ridículo.
– Você não sabe o que faz.
– O seu colega é melhor que você.
– Você é insignificante, é melhor não contar suas coisas.
– Engole sua raiva, senão ninguém vai gostar de você.

A voz interna amiga e verdadeira é madura e tem o dom da ponderação. Estimula o contato com as fraquezas e fortalezas, as ameaças e oportunidades do eu real. Quando diz para recuar, se baseia no bom senso. Faz críticas e elogios. Normalmente diz:

– Se o colega não respeitou você, você tem o direito de sentir raiva.
– Vá em frente. Sei que vai conseguir.
– E por que não tentar?
– Se você errou, não tenha vergonha.
– Peça ajuda para você não quebrar a cara.
– Ponha a raiva para fora sem machucar ninguém.

Possuir uma voz interna amiga e verdadeira contribui imensamente para alcançar o prazer da liberdade da qual estamos falando, aquela liberdade de sentir as emoções necessárias, úteis e justas, além da responsabilidade de expressá-las de forma assertiva. A qualidade da voz interna reflete a reputação que criamos de nós mesmos, a autoestima.

A autoestima é resultado do conceito que faço de mim, ou seja, o que penso e sinto sobre mim mesmo, da confiança que deposito em mim, manifestada pela expressão “Eu confio em meu taco”, e do respeito que tenho por meu eu real, admirando minhas fortalezas e tendo compaixão por minhas fraquezas.

Somado esses três aspectos, a autoestima também é influenciada pelas opiniões de outras pessoas importantes para o eu real. O feedback verdadeiro e com amor, dessas pessoas, é sempre bem-vindo para aumentar o autoconhecimento.

Uma pessoa consegue ter liberdade emocional quando sua autoestima está equilibrada, ou seja, a pessoa tem consciência de suas fortalezas e suas fraquezas porque tem livre acesso aos seus sentimentos. Usa de suas fortalezas para fortificar sua autoimagem. Com relação às fraquezas, usa de seu sentimento de compaixão para ser tolerante e respeitoso para consigo mesmo.

AS 10 AÇÕES PARA DESENVOLVER UM EMOCIONAL INTELIGENTE

Liberdade e Escolha consciente

Como enfrentar com resiliência as crises, riscos e ambiguidades que a vida nos impõe.

1ª) Seja protagonista e assuma as rédeas de sua vida, promovendo um diálogo interno corajoso e assertivo.

2ª) Faça um checkup do seu emocional e saiba o que está bom e o que precisa ser mudado.

3º) Faça escolhas conscientes para tomar boas decisões. Para isso, use o pré-frontal para avaliar custos e benefícios, olhar a realidade com fatos e dados e decidir pela melhor alternativa.

4º) Resolva seu passado para viver bem o presente e ter esperança no futuro, exercitando o perdão.

5º) Use a fé para neutralizar os efeitos do stress e do medo.

6º) Gerencie seus pensamentos negativos para ganhar em emoção positiva , criando uma rede do bem.

  • Ressignifique seus pensamentos negativos
  • Pratique a empatia com compaixão
  • Pratique o bem e desenvolva a reciprocidade

7º) Pratique o autorrespeito.

  • Conheça a si mesmo
  • Reconheça a si mesmo
  • Perdoe a si mesmo
  • Respeite os limites do seu corpo
  • Saiba dizer sim e não quando for o melhor
  • Transforme as lições aprendidas em ações de autodesenvolvimento
  • Trate todos com igualdade e respeito

8º) Estimule seu circuito neural da motivação/recompensa para criar energia positiva no seu cérebro .

  • Planeje sua vida, crie objetivos de longo prazo, metas de curto prazo
  • Crie visões positivas do futuro

9º) Tenha foco em solução do problema e não na vitimização.

10ª) Use os 40% que dependem de você para ser feliz e potencialize suas forças e virtudes.

A VIDA É UMA ESCOLA, FAÇA SUA LIÇÃO DE CASA E NAO SEJA REPROVADO

Como você lida com suas emoções?

Do Avesso Cartazes

Uma história de emoções

Acordei e constatei: hoje é meu aniversário. Logo cedo, já me emocionei, afinal era meu dia. Era uma mistura de alegria, expectativa e ansiedade. Fomos almoçar fora para comemorar meu aniversário.
As pessoas se desculparam pela falta de dinheiro que impossibilitava a surpresa de um presente, ao que respondi: “Não tem problema, o mais importante é a presença.” Depois de duas horas comendo, percebi que minhas pessoas queridas tinham pressa em função de seus compromissos.
Senti-me um tanto decepcionado, pois gostaria de usufruir mais aquele momento, mas eles já tinham sua mente em outro lugar, restando apressar-me para não mais tomar-lhes o tempo. Mas, pensei, já foi o suficiente!

À noite fui comemorar também o aniversário de um amigo: foi bom, conversamos e nos divertimos. Meu aniversário já estava bem distante, e algo estava invadindo meu pensamento e eu não entendia o que era; sentia agora certa melancolia.

Fui dormir e no dia seguinte, ao acordar, percebi que me preocupava com todos. A melancolia aumentou, e um pensamento saltou do inconsciente para o consciente: “Meu dia passou e sequer ganhei um botão de rosa, principalmente a vermelha, de que gosto tanto. Talvez ninguém saiba.” Senti-me triste.

Passei a ser vítima: “Que coisa! Nos aniversários das pessoas queridas me preocupo em agradá-las e em presenteá-las, e ninguém pensou em me dar um botão de rosa vermelha!”

Essa constatação gerou em mim várias emoções negativas: medo de não ser amado, tristeza por não ter retribuição, frustração e decepção e mais uma emoção que bateu forte no meu peito: RAIVA!

Gritei e tornei-me agressivo para mostrar a minha indignação. Depois me refugiei na minha tristeza e saí para caminhar, ouvir música bem dentro do ouvido, dizendo para mim mesmo e tentando me convencer: “Não preciso de

ninguém para ser feliz e me sentir bem.”

Mas a RAIVA continuava, e uma palavra fundamental veio à minha mente: RECIPROCIDADE. O que eu fazia para que as pessoas próximas não percebessem minhas necessidades de modo que eu me sentisse importante e querido?

Pensei. E concluí:
“As expectativas que tenho com relação às pessoas queridas são maiores do que me permito perceber e, pior, elas não são expressas. Com isso, essas pessoas se acomodam e não se dão conta da importância de retribuir.”

Pensei nas várias situações do cotidiano e percebi que havia um desequilíbrio na relação de troca entre mim e minhas pessoas queridas. À medida que as situações “pipocavam” em minha mente, mais a raiva aumentava e novamente chorei, chorei de frustração.

O primeiro ímpeto foi tornar-me egoísta, e o pensamento irracional voltou a ecoar em minha mente: “Não preciso de ninguém.” Mas percebi que a raiva continuava, e o sentimento negativo que me impulsionava a me defender de algo que me incomodava era aquela sensação de menos valia.

Mas, em seguida, percebi que esse não era um bom caminho. Como posso tirar o melhor proveito da raiva e tornar meus pensamentos mais positivos, minhas emoções mais prazerosase meus comportamentos mais construtivos para mim e para os outros?

Poupá-los da reciprocidade e desobrigá-los da responsabilidade da troca não era um bom negócio, só alimentava minha decepção e, é claro, o sentimento de culpa por expressar minha frustração de forma grotesca e, algumas vezes, manipuladora.

O que aprendemos? Alguns aprendizados podemos retirar dessa minha história.

1o aprendizado – Eu preciso ser independente dos outros e assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas.

2o aprendizado – Eu preciso alinhar dentro de mim as minhas expectativas: o que quero e o que não quero, o que devo ou não devo esperar das pessoas.

3o aprendizado – O alinhamento de expectativas será mais produtivo se houver autoconhecimento e autoaceitação.

E você, como lida com suas emoções? Boa reflexão.