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Você sabe dizer NÃO? Engole sapos?

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado

De Vera Martins

Quando você diz não para alguém você se sente culpado?

Já sei, a resposta é: depende da pessoa.

Se for uma pessoa que mal conheço e não tenho ligação nenhuma, não tenho nenhuma dificuldade. Mas se for alguém que tenho ligação afetiva ou profissional, aí fica difícil dizer um não.

E quando digo, fico me justificando, mostrando ao outro que não sou responsável pelo não, pois a situação me obriga a dizer o não.

Agora, se estou com raiva do outro e me sinto lesada aí o não sai facilmente porém impulsionado pela emoção da raiva e não administrado pela sua vontade. Mais tarde, pode vir o arrependimento e você voltar atrás no seu não.

Na verdade, aprendemos desde pequeno, que a palavra não é uma comunicação violenta que agride as pessoas. E não deixa de ser verdade, pois a palavra NÃO é uma negativa ao outro e que implica na frustração de alguém.

O segredo de dizer um Não para alguém, é entender que o não é para a situação/ coisa e não é uma negativa ao ser humano que é o outro, ou seja:

Diante de um problema que exige o seu Não, você pode e deve ser duro com o problema em si e delicado/educado com a pessoa. Até para dizer algo que você não está gostando e quer dizer o não, você pode dizer calmamente e com educação, porém com firmeza e auto- confiança naquilo que você pensa e sente.

O segredo está em Separar a pessoa do problema, ao dizer o não: “uma coisa é não querer sair hoje com você, outra coisa é, eu não gostar de você.”

Negocie o não: Se o seu NÃO vai atender só o seu problema e vai prejudicar o outro, negocie com ele o seu Não.

 O importante é ser verdadeiro com você mesmo. Não fique se enganando! Não gere conflitos internos desnecessários que o levem a se sentir mal e desconfortável!

Seja bem resolvido, e diga NÃO quando for a melhor resposta que você tem para dar!

 

As doze crenças limitantes

 

CRENÇAS LIMITANTES? QUEM NÃO TEM?

O QUE FAZER COM ELAS?

 

São perguntas que todos nós devemos nos fazer.

Hoje tornou-se comum dizer que nossas crenças limitantes são culpadas de tudo. Elas nos impedem de sermos bem sucedidos nas diversas áreas das nossas vidas, bloqueando nossas iniciativas para correr riscos na superação de resultados.

 

Mas, o que são crenças limitantes? São padrões rígidos e repetitivos que formatam seus pensamentos e seus sentimentos, determinando comportamentos repetitivos e padronizados, dando origem aos hábitos.

A psicologia nos ensina que o primeiro passo para mudar essas crenças é tomar consciência quais são e os impactos que têm em nossa vida.

É isso que desejo fazer com você: uma reflexão e tomada de consciência.

Quero lhe mostrar as crenças irracionais, rígidas e disfuncionais identificadas pelo psicólogo Dr Albert Ellis, pai da terapia Racional–Emotiva Comportamental (TREC) e Terapia Cognitiva (TC), e que foram analisadas por mim, no meu livro “O EMOCIONAL INTELIGENTE”.

Vamos a elas:

  1. A ideia de que existe extrema necessidade de qualquer ser humano adulto ser amado ou aprovado por qualquer outra pessoa significativa em sua comunidade.

Comentário: A necessidade de ser amado e aceito por pessoas significativas é inerente à natureza humana, porém quando a necessidade é excessiva até o ponto de você fazer tudo para agradar ao outro, podemos dizer que seu comportamento é determinado por essa crença irracional. O ideal é que você se concentre no auto-respeito, que pense em amar mais do que ser amado e, finalmente, busque a aprovação do outro, quando necessário.

  1. A ideia de que se deva ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos possíveis para ter valor, ou seja, você tem que ser perfeito em tudo.

Comentário: Essa crença reforça uma distorção do pensamento que é “tenho que ser perfeito”. A busca pelo perfeito é incansável, estressante e longa.

A verdade é que somos bons em muitas coisas, mas não em tudo. A ideia da interdependência no trabalho existe exatamente para mostrar que as pessoas têm talentos e limitações. Estimular a cooperação entre elas tem o intuito de juntar talentos e produzir coisas e ideias criativas.

A interdependência ajuda os profissionais a serem inteiros, colocando à disposição talentos específicos de cada um e criando uma relação dependente entre eles, sendo ligados pelas limitações normais do ser humano: ninguém sabe tudo, todo o tempo. Cada profissional, em sua individualidade, tem aptidões e talentos para algumas coisas. E, juntos, os talentos são sinérgicos.

  1. A ideia de que é terrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem. A ideia de que há invariavelmente uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e que é catastrófico se essa solução perfeita não é encontrada.

 Comentário: É comum verificar essa crença circulando no ambiente de trabalho. Você percebe um colega agindo com base nessa crença quando existe o catastrofismo, que transforma um pequeno problema em uma catástrofe. Exemplo “Meu Deus, e agora, o cliente vai embora!” Um profissional que se baseia nessa crença não aceita que a situação não está como ele queria, e assim pode manifestar comportamento inflexível, similar à teimosia. Depois de muito argumentar, o profissional fica irritado e contrariado ao perceber que não conseguiu apresentar argumentos suficientes para convencer as pessoas a “comprarem” sua ideia. Normalmente ele tem dificuldade de ouvir, uma forma defensiva de não se submeter às ideias do outro.

Essa crença é incorporada ao modelo mental de um profissional cuja fase do controle, na idade infantil, não ficou bem desenvolvida, sendo provável que ele viva uma sensação de incômodo ao perceber uma suposta perda de controle da situação.

O ideal é colocar no modelo mental a ideia de que é desagradável quando as coisas não são do jeito que você queria e que você pode tentar mudar ou controlar as condições para que elas sejam mais satisfatórias. Porém, se a mudança é difícil, será melhor a resignação, em vez de sofrer por algo no qual você não pode interferir.

  1. A ideia de que certas pessoas são más, perversas e “velhacas” e que elas deveriam ser severamente responsáveis e punidas por sua maldade.

Comentário: Na empresa, existem profissionais que levam a sério essa crença. Criam rótulos e preconceitos com base no comportamento inadequado de um colega e, a partir dessa única percepção, estabelecem uma relação de inimizade e exclusão, promovem conflitos inúteis e perdem o foco principal, que são os resultados. E tenha certeza, a raiva é a força propulsora de toda a campanha de exclusão.

É uma crença irracional, porque parte de uma ideia generalizada e preconceituosa sobre o ser humano. O ideal é acreditar que um ato inadequado ou um comportamento antissocial pode ser apenas um deslize da pessoa. Não cabe a você executar uma punição severa, porém é aconselhável que você não deixe seus valores e costumes serem agredidos por um ato ofensivo.

  1. A ideia de que a infelicidade humana é externamente causada e que as pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus infortúnios e distúrbios.

Comentário: Na vida profissional, essa crença é a melhor “muleta” para ficar na passividade. Quando não está contente com o trabalho, o profissional, em vez de questionar e pedir mudanças, aceita a infelicidade porque acredita que a vida é assim mesmo, e o trabalho, por si, é pesado e estressante. Essa crença é irracional porque tira do ser humano o direito de fazer escolhas e de interferir na própria vida. É comum ouvir de pessoas que adotam essa crença frases do tipo: “Foi Deus quem quis assim, não posso fazer nada”, “Esse é meu carma, não posso interferir”. E saiba, a forma como você enxerga a vida é que sustenta a infelicidade humana.

  1. A ideia de que, se alguma coisa é ou pode ser perigosa ou assustadora, deve-se ficar terrivelmente preocupado e ficar “ruminando” sua possível ocorrência.

Comentário: Essa crença é irracional porque estimula o aparecimento do pessimismo e da ansiedade e por isso faz a pessoa sofrer por antecipação, por algo que não aconteceu. Além de irracional, é desagradável conviver com alguém que fica ruminando e é pessimista. Essa crença, sendo frequentemente estimulada, pode levar uma pessoa a sentir a vida como uma eterna ameaça.

Uma comunicação institucional confusa e ameaçadora é um estímulo para impregnar o ambiente de trabalho com essa crença, gerando boatos. Essa crença desperta a dúvida e as pessoas ficam terrivelmente preocupadas com a falta de informação sobre o fato em pauta.

O ideal é acreditar que se algo é perigoso, o melhor é enfrentá-lo com firmeza e acabar com o perigo. Se isso não for possível, no mínimo pare de ruminar e pense em algo melhor.

  1. A ideia de que é mais fácil evitar certas dificuldades ou responsabilidades da vida do que enfrentá-las.

Comentário: Essa crença define a postura de muitos profissionais que não querem correr riscos ou porque lhes falta coragem para encarar os problemas do dia a dia da organização, preferindo ficar à mercê da vida. Essa crença é irracional porque tira do ser humano a responsabilidade por si e estimula o comportamento de fuga, e não a solução do problema ou da dificuldade.

Pode-se perceber essa crença no comportamento de um chefe, por exemplo, que em vez de dizer a verdade promete uma promoção ao colaborador porque não tem coragem de dizer que seu desempenho é medíocre. Conclusão: a promoção não acontece, o colaborador não melhora em suas competências, pois não recebeu o feedback verdadeiro e, quem sabe, pode ser demitido por incompetência.

Ele não encara a situação difícil de, inicialmente, dar o feedback por medo de desagradá-lo, acreditando que é mais fácil deixar para depois. Quantas vezes agimos dessa forma, evitando e não resolvendo uma situação, e o problema se agrava cada vez mais.

O ideal é pensar que o caminho fácil é o mais duro e que a única maneira de resolver problemas difíceis é enfrentá-los com firmeza.

  1. A ideia de que se deva ser dependente dos outros e de que é necessário alguém mais forte em quem se apoiar.

Comentário: Essa crença reforça a postura frágil e de dependência em suas relações de trabalho. Impede o profissional de mostrar sua força maior, que é a independência com maturidade. O profissional que se apoia nessa crença normalmente é inseguro e lhe falta autoconfiança para andar com seus pés, tomar as próprias decisões e enfrentar as turbulências do cotidiano do trabalho.

É comum ver nas empresas comportamentos de chefes, que se dizem gestores, e que exercem seu poder de influência através de posturas agressivas e/ou paternalistas, tornando evidente a vantagem de a equipe se apoiar em alguém mais forte e que tem um cargo superior. Ao adotar essa crença, o profissional optou pelo caminho mais fácil, e não quis correr o risco de contrariar a vontade do chefe, reforçando em si algumas outras crenças irracionais.

  1. A ideia de que a história passada de alguém é um determinante definitivo de seu comportamento presente e se algo afetou uma vez fortemente sua vida, isso continuará tendo indefinidamente um efeito similar.

Comentário: Se você tiver em excesso uma das três necessidades: dependência, controle e competição, essa crença diz que você está predestinado a carregar esse fardo, e não pode interferir no passado para mudar o presente e o futuro. Se você tiver pendências a serem resolvidas sobre suas necessidades de dependência, controle e competição, a crença diz que você não tem solução e jamais conseguirá atingir sua maturidade emocional. Portanto, você está condenado a sofrer por causa de seus problemas da infância.

Vemos, no mundo corporativo, profissionais que são condenados a viver nas trevas por conta de um erro. Sofrem o preconceito e rótulo de incompetente e pagam pelo erro do passado. Não lhe é dada a chance de desenvolvimento e mudança de comportamento.

A crença adequada é aquela que ouvimos das pessoas maduras e ponderadas: “Aprenda com o erro e com a experiência passada e bola para frente. Não deixe que emoções do passado perturbem sua vida no presente.”

  1. A ideia de que se deva ficar transtornado com problemas e preocupações de outras pessoas.

Comentário: Essa crença contraria o direito do ser humano de escolher o que quer para si, inclusive de não querer se responsabilizar pelos problemas dos outros. Pois somente o dono do problema deverá resolvê-lo. Você pode dar sugestões e orientação, mas não tomar para si a ação de solucionar. E mais, você não ajudará em nada, pressionando-o para que mude seu comportamento.

  1. A ideia de que a felicidade humana pode ser alcançada pela inércia e inatividade.

Comentário: Quando você tem essa crença em seu modelo mental, é provável que tenha expectativas irrealistas sobre você e as pessoas, sendo grande fonte de raiva ver essas expectativas frustradas.

Essa crença é irracional se olharmos o que as pesquisas dizem sobre felicidade e bem-estar. Martin Seligman, em sua obra Felicidade Autêntica, mostra que uma crença adequada é acreditar que as pessoas tendem a ser mais felizes quando estão ativas e vitalmente absorvidas em ocupações criativas ou quando estão se dedicando a pessoas ou projetos fora de si mesmo.

12.Não se tem praticamente nenhum controle sobre as próprias emoções. Não se pode controlar as emoções que certos eventos nos causam.

Comentário: muito se fala atualmente sobre técnicas para gerenciar as emoções de forma inteligente. Daniel Goleman lançou o conceito de inteligência emocional que trata exatamente do nosso poder sobre as emoções, através do autoconhecimento e conhecimento do outro.

Vera Martins, autora do livro ‘ O EMOCIONAL INTELIGENTE”

 

Quadrado Aristotélico: credibilidade

CREDIBILIDADE

O QUE VOCÊ É? VERDADE, MENTIRA, SEGREDO OU FALSIDADE

  O quadrado aristotélico pode nos mostrar as posturas e conseqüências da interação humana, por meio da combinação das variáveis SER e PARECER e NÃO SER e NÃO PARECER.

Vamos considerar que SER refere-se aos conhecimentos, às habilidades e atitudes pertinentes ao contexto da interação entre duas pessoas. Por exemplo, se você está em uma entrevista de emprego, é pertinente vestir-se com roupa formal e falar sobre suas competências. Mas se você está na praia agindo da mesma forma, seu comportamento será visto como não pertinente.

Vamos considerar que PARECER refere-se à interpretação do SER na percepção do outro.

Quanto mais o SER e PARECER estiverem sintonizados e pertinentes ao objetivo do ato comunicacional, tanto maior será a credibilidade do emissor da mensagem.

O quadrado aristotélico sugere quatro combinações possíveis das variáveis, com resultados positivos ou negativos nas relações interpessoais.

Ser e não parecer: você é um segredo

 Muitos profissionais vivem anos a fio trabalhando em empresas, ocultos em suas atividades, sem transformar seu real potencial em competências, seu conhecimento tácito em conhecimento explícito. Não se destacam e não fazem diferença no meio ambiente, limitando seu crescimento pessoal, profissional e, inclusive, financeiro. Guardam seu conhecimento como um SEGREDO, talvez por falta de confiança em si ou, quem sabe, por não conhecerem o próprio potencial.

Mas pode ocorrer o contrário, o profissional NÃO SER realmente competente e vender-se melhor do que é. Vejamos o que acontece.

Parecer e não ser: você é uma mentira

O resultado é a MENTIRA. Relações interpessoais estabelecidas de acordo com essa combinação não conseguem sobreviver por muito tempo. São relações breves que vão se deteriorando pela frustração e expectativas não atendidas. Profissionais conseguem emprego, porém “vendendo” um currículo melhor do que realmente são. Seu interlocutor vai se decepcionando, pois não consegue ver os resultados de seu trabalho. O processo de comunicação torna-se difícil e conflitante. O término da relação é inevitável, chegando-se à seguinte conclusão – “Ele parecia competente e no entanto mostrou-se diferente do que aparentou inicialmente. Foi uma grande mentira”.

 Não parecer e não ser: você é uma falsidade

Existem aquelas pessoas que NÃO PARECEM e NÃO SÃO competentes.

Enquanto a mentira engana por algum tempo, a FALSIDADE, resultado dessa combinação, é denunciada imediatamente.

Na relação NÃO PARECER e NÃO SER, o bloqueio da comunicação aparece logo nos primeiros contatos, impedindo a continuidade de um relacionamento duradouro.

Se analisarmos o mercado de trabalho atual, podemos constatar uma incidência de desempregados que se enquadram nesta combinação. Os novos tempos de um mercado globalizado exigem novas competências dos profissionais e aqueles que não percebem a necessidade de mudar e não reagem na mesma velocidade das mudanças, se perdem pelo caminho, despreparados e incompetentes para as novas demandas organizacionais. Perdendo sua credibilidade, não convencem e nem persuadem os empregadores, e o destino certo é a exclusão.

Por último, existem as pessoas que se enquadram na melhor combinação.

SER E PARECER: VOCÊ É UMA VERDADE

É a combinação que resulta na VERDADE. É a mais convincente, pois não só o emissor da mensagem acredita e sabe de suas próprias competências como também é percebido como tal, aos olhos do outro. Sua credibilidade é baseada no SER.

O QUE VOCÊ GANHA EM SER ASSERTIVO

 A comunicação assertiva é o estilo que possibilita SER e PARECER, pois suas características estimulam uma comunicação transparente, honesta, objetiva e de mão dupla.

A pessoa que adota a comunicação assertiva consegue estabelecer as duas direções que flexibilizam e dão equilíbrio à sua relação com o outro: Influenciar e Ser influenciado.

A assertividade possibilita a um profissional ser mais competente, à medida que ele se torna uma pessoa segura e confiante em seu potencial, clara e concisa em suas relações, e:

  • desenvolve relações interpessoais maduras, baseadas no auto-respeito e no respeito aos outros colegas;
  • coloca limites às pessoas agressivas que tentam invadir seu espaço;
  • estimula as pessoas passivas, que se sentem inseguras ao se posicionar;
  • analisa e resolve o problema, sem necessidade de buscar culpados;
  • expressa seus sentimentos e opiniões de concordância e discordância com tranqüilidade;
  • tem a humildade de pedir ajuda;
  • exerce com tranqüilidade a autoridade;
  • defende-se contra os excessos de poder;
  • controla seus medos e aprende a integrar-se ao grupo, sem se deixar manipular ou dominar pelo conformismo da maioria, conservando a riqueza da sua própria individualidade.

No aspecto pessoal, a assertividade traz bem-estar, uma vez que a pessoa tem o controle de sua própria vida, sem necessidade da aprovação de outras pessoas sobre suas escolhas.

Na vida familiar a assertividade ajuda na educação dos filhos, no relacionamento conjugal e afetivo. Portanto, é um fator determinante ao nosso bem-estar, pois, através da afirmação do nosso eu, adquirimos uma auto-estima positiva e ficamos mais seguros para enfrentar os desafios do cotidiano.

Podemos concluir, com segurança, que a comunicação assertiva é realmente uma ferramenta eficaz para promover a qualidade de sua vida pessoal e profissional, dando-lhe credibilidade nos diversos papéis que desempenha, seja no ambiente profissional, familiar ou social.

A assertividade pode, também, contribuir para as relações comerciais, dando um novo rumo ao capitalismo vigente, pois a comunicação assertiva exige dos interlocutores a transparência em sua comunicação e o respeito mútuo.

O comportamento assertivo torna a pessoa capaz de agir a favor de seus próprios interesses, de se afirmar sem ansiedade, de expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou seja, de exercitar seus próprios direitos, incluindo os direitos do outro. Assertividade é o pano de fundo do diálogo.

Este é um grande desafio para a sobrevivência profissional das pessoas, pois quem é assertivo tem mais credibilidade e é mais respeitado, com chances maiores de sucesso profissional. Mesmo correndo o risco de desagradar pessoas não assertivas, acredito valer a pena apostar nessa alternativa.

Vera Martins, autora dos livros Seja Assertivo!, Tenha Calma! e O Emocional Inteligente, ceo da Assertiva Educação Corporativa. www.assertiva.com.br

veramartins@assertiva.com.br

 

Apressado, bom! Ansioso, não!

Você é apressado quando está em atividade? Executa as tarefas com rapidez, precisão e qualidade? Ao mesmo tempo sente um sossego emocional? Desenvolve um relacionamento sadio com as pessoas que te rodeiam e mais, vive o momento presente em todos os seus papéis?

Se você respondeu SIM,  parabéns!!! Você é uma pessoa com energia e resiliência. Você sabe viver bem, administra bem seu tempo e sua vida tem sentido.

Mas se as demandas pessoais e profissionais estiverem atropelando sua vida e lhe causando estresse em demasia a tal ponto de você sentir que pode perder o controle de sua vida, é provável que tenha adquirido a síndrome da pressa. Você é visto como uma pessoa agitada, dinâmica e faz dez coisas ao mesmo tempo. Vive acelerada!!!

A síndrome da pressa não é doença e nem transtorno emocional e mental. É simplesmente um distúrbio comportamental , mas que pode causar sim dois transtornos:

  • a ansiedade generalizada que causa a sensação na pessoa apressada que não terá tempo suficiente para fazer tudo que precisa ser feito, ou seja, o tempo corre demais e vinte quatro horas não são suficientes para dar conta do seu dia a dia.
  • a hiperatividade que causa uma agitação cerebral e a pessoa fica perdida, desbaratinada, provocando a perda do foco e realmente assim, com o passar do tempo, não consegue desenvolver e terminar as múltiplas tarefas que se apresentam no seu dia a dia alimentando a sua ansiedade.

Como você se autodiagnostica? Preste atenção nos seus relacionamentos pessoais e profissionais pois a síndrome da pressa impacta diretamente no seu comportamento social abrangendo sua comunicação e equilíbrio emocional e, principalmente na sua saúde, é claro.

Vamos conferir!

A sua comunicação:

  • Sua escuta ativa, ingrediente primordial para dialogar, compreender pessoas, negociar, administrar conflitos, alinhar expectativas, trocar feedbacks, fica bem comprometida. Você quer evidências? Ao se comunicar, você interrompe e atropela a fala do outro, você seleciona o que quer ouvir, não suporta longas histórias, acredita que perde muito tempo ouvindo coisas que não agregam valor, desvaloriza os sentimentos do outro, não presta atenção às dicas que o ambiente lhe dá sobre o humor das pessoas para melhor conectá-las.
  • Sua expressão verbal e não verbal pode se tornar agressiva, pois na pressa, a impaciência estimula uma linguagem que critica, julga, desaprova e desqualifica o comportamento do outro quando não , apela para a manipulação afim de acelerar as respostas do seu interlocutor. Quer evidências? Você fala rápido e frase curtas, usa mais os verbos no imperativo, dando ordem às pessoas, constrói sua fala com expressões que atacam o outro, normalmente as pessoas ficam agitadas perto de você, as pessoas ficam se desculpando quando não atendem suas expectativas.
  • Você não diz NÃO quando necessário, e normalmente você não tem limites para trabalhar, e nem respeita os limites do seu corpo, chegando à exaustão.

O seu equilíbrio emocional:

As seis dimensões do seu estilo emocional (segundo Richard Davidson – obra O Estilo Emocional do Cérebro) podem sofrer com sua síndrome da pressa:

  1. Resiliência – para aguentar as demandas com energia, seu comportamento agressivo exige demais de você e dos outros. Assim você perde no seu fortalecimento e recursos internos para enfrentamentos das situações difíceis, além de ter que lutar para obter o comprometimento das pessoas.
  1. Sensibilidade ao contexto – na pressa para atingir os resultados, você pode não perceber o que se passa ao seu redor, o contexto em que sua demanda está inserida, podendo atropelar os interesses dos que te rodeiam, gerando estresse e mais obstáculos. Evidente que sua resiliência é atingida, aumenta a irritação
  1. Intuição social – sua pressa pode alterar sua percepção das reações emocionais das pessoas, dada sua atenção estar focada somente na urgência da tarefa
  1. Atitude positiva – A impaciência e irritação com as pessoas “lentas” podem torna-lo negativo, não lhe permitindo sentir por um tempo mais longo bem -estar e emoções positivas.
  1. Atenção – Sua hiperatividade gerada pela pressa constante pode prejudicar sua concentração e foco. E sem atenção, as demais dimensões para seu equilíbrio emocional ficam prejudicadas.
  1. Percepção corporal – Quando você resolve ouvir o seu corpo, percebe que sua pressão subiu. Uau!

ALGUMAS DICAS

Se você ainda não desenvolveu transtornos de ansiedade generalizada e nem hiperatividade, é tempo de você mesmo, acalmar sua pressa sem perder rapidez e prazos:

  1. Mude seu olhar para o tempo, pois a síndrome da pressa se desenvolve quando assumimos muitas responsabilidades e acreditamos que o tempo não será suficiente.
  2. Viva o presente e perceba os detalhes do momento presente
  3. Dê a você o direito de não fazer nada, pelo menos por meia hora do dia
  4. Mude sua rotina. Ao organizar sua agenda, coloque em suas prioridades as atividades de distração da mente, tais como: passeios com a família, exercícios de relaxamento e aquilo que lhe der conforto. Quando você focar no trabalho, sua produtividade certamente aumentará e sua paciência também.
  5. Não use sua memória executiva desnecessariamente, faça uma lista das suas pendências e tarefas a fazer e ocupe seu pré-frontal com uma coisa de cada vez. Você vai perceber que dá tempo para fazer tudo.
  6. Divida grandes objetivos em pequenas metas e a cada atingimento de uma meta, comemore e se presenteie com algo que lhe causa prazer. Isso diminui a ansiedade e estimula o circuito da recompensa e motivação com a ativação da dopamina, motivando-o a agir e cumprir as outras metas até chegar no objetivo final, com prazer e paixão.
  7. Para não se irritar com as pessoas, seja assertivo, tenha clareza em sua comunicação, escute as necessidades do outro e finalmente tenha critérios objetivos nas suas negociações de prazos e prioridades.
  8. Relaxe e confie mais nas pessoas que interagem com você.

Desejo-lhe sossego emocional e uma vida tranquila.

Vera Martins

 

Pare de ser reativo, seja proativo!

QUALIDADE DE VIDA E POSTURA FRENTE A VIDA

Quando falamos em qualidade de vida no trabalho, pensamos naquela sensação de prazer, conforto e bem estar quando:

  • Sentimos que valeu a pena o esforço ao sermos reconhecidos por um trabalho bem feito;
  • Levantamos de manhã motivados para chegar logo no trabalho e colocar nossas ideias em prática;
  • Nos sentimos importantes, ouvidos e levados à sério em nossas opiniões porque estamos contribuindo com o melhor de nós aos resultados da empresa;
  • Somos desafiados por metas que nos tiram da zona de conforto e exigem nosso esforço, nossa determinação para vencermos os obstáculos, nossa criatividade para sermos diferentes na solução dos problemas;
  • Somos respeitados pelo nosso gestor e colegas, e
  • Percebemos que as políticas da empresa são justas, cuidando de uma relação capital-trabalho de forma igualitária e que existe uma reciprocidade entre o que entrego e o que recebo nas relações de trabalho.

Podemos concluir que um profissional tem qualidade de vida no trabalho quando se sente feliz e satisfeito com a carreira escolhida, com as interações sociais estabelecidas no trabalho e relação justa entre suas entregas de resultados e reconhecimento da empresa, expectativas essas que variam entre os profissionais pois dependem dos desejos e necessidades de cada ser humano.

Porém, qualidade de vida no trabalho depende de outras dimensões da vida de um ser humano: do cuidado com sua saúde física, de uma relação saudável com sua família, do equilíbrio entre o dinheiro que entra e contas a pagar incluindo alimentação, diversão e saúde.

Porém, um fator determinante é a forma como vemos o mundo, ou seja, nossos valores, crenças e pensamentos determinarão nossas ações de fracasso ou sucesso em todas as áreas da nossa vida.

Segundo Dr Martin Seligman – no livro “Felicidade Autêntica”:

  • Otimista é aquele que acredita na possibilidade de sucesso, mesmo na ausência de provas concretas
  • Pessimista é aquele que não acredita na possibilidade de sucesso, mesmo na presença de provas concretas.

Como vê, sua alegria de viver e sua qualidade de vida depende mais de você do que de fatores externos.

Assim, crie uma visão de futuro positiva e viva essa visão no presente, para construir um amanhã feliz.

Pare de ser reativo e seja proativo!

A pessoa reativa deixa circunstâncias ou o ambiente mostrarem a ela como responder. O reativo é um coadjuvante, pessimista, não encara a vida de frente, busca culpado e usa a vitimização como desculpa para seus fracassos e infortúnios. Normalmente se expressa assim: “Não há nada que eu possa fazer, a vida é assim”; “Sou obrigado a fazer esse trabalho, pois não tenho outra opção a não ser obedecer”; “ As coisas estão cada vez piores”.

O proativo é um protagonista que constrói sua própria história, olhando a vida de frente e buscando soluções aos obstáculos que se apresentam. Quando tem um fracasso, prefere tirar aprendizados do erro e mudar seu comportamento para ser uma pessoa melhor. Normalmente se expressa assim: “Vamos procurar outras opções”; “Eu escolho, eu prefiro”; “O que vamos fazer para mudar o rumo da crise?” ; “Posso controlar meus sentimentos” .

Qual é a sua visão de futuro?

Daqui para frente o que você fará para ser uma pessoa mais feliz, mais bem-resolvida, com melhor qualidade de vida?

Qualidade de vida é ser otimista e pensar que a vida vale a pena ser vivida, tem um propósito e sentido.

Desejamos que sua vida profissional seja marcada por muitos gols, sucesso também refletido na sua vida pessoal.

 

 

Você tem o pensamento acelerado?

Sindrome Pensamento Acelerado

Gente, em alguns momentos essa síndrome me pega. Quando assumo mais compromissos do que meu tempo disponível, meus pensamentos parecem um turbilhão. Normalmente, nessas situações, vou caminhar pelo bairro e converso com diversas pessoas conhecidas. Assim distraio minha mente e volto com a mente mais tranquila e pronta para organizar minha agenda. Faço minha lista, divido grandes projetos em etapas, começo a executar as menores tarefas para meu cérebro se sentir satisfeito e recompensado com o término mais rápido e minha energia produtiva cresce cada vez mais. Tem dado certo. Mas leia a matéria da revista “Meu cérebro”.

Compartilhe as técnicas que você tem utilizado para driblar seu pensamento acelerado.

Um abraço

Vera Martins – veramartins@assertiva.com.br

Persuasão – Manipular ou Persuadir

Quero compartilhar com você minha preocupação com o que tenho visto e assistido pela internet.

Eu não sei se você concorda comigo, aliás, gostaria de ouvir seus comentários. Mas tenho acompanhado pelas mídias sociais, comunicadores que seguem um roteiro manipulador para vender suas ideias, palestras e cursos, online e presenciais. Claro que ninguém é obrigado a comprar, compra se quiser. Mas quem compra? Pessoas ingênuas? fragilizadas e carentes? buscando alguém ou algo que realmente as ajudem a resolver seus hábitos e crenças limitantes que estão impedindo-as de atingir seus objetivos?

Quero falar com você sobre o verdadeiro diálogo, aquele que os dois lados praticam a verdadeira escuta ativa!

Não para conhecer seus valores e crenças e assim poder manipular suas necessidades, utilizando uma argumentação emocional para seduzi-lo e levar você a decidir por impulso e inconscientemente e por uma pseudo necessidade.

Diálogo verdadeiro estimula seu senso crítico e respeita sua decisão, com fatos e dados que levem você a pensar e agir de forma consciente. É baseado na cooperação e os dois lados ganham igualmente e se sentem vitoriosos.

Diálogo envolve a voz do coração para expressar suas emoções e ouvir um ao outro de verdade, com genuíno interesse pelo outro.Vejo muita coisa boa, profissionais altamente competentes vendendo seu trabalho de forma respeitosa, envolvendo, encantando, dando fatos e dados, com sinceridade.

Mas, infelizmente, vejo ultimamente muitos comunicadores que se baseiam no falso interesse, na falsa empatia, em prol dos próprios interesses. Prometem o paraíso, a solução de todos os males, oferecem bônus e bônus para manipular em você o sentimento da reciprocidade. É a compra por impulsividade, acuando psicologicamente as pessoas e estimulando exatamente as suas vulnerabilidades, aquelas que prometem resolver.

Alguns até pecam pela falta de profundidade de conhecimento daquilo que falam e ficam martelando em nosso cérebro a mesma mensagem.

Robert Cialdini, autor do livro “O Poder da Persuasão” deu uma excelente contribuição na arte de persuadir pessoas. Ele mostra os seis princípios da persuasão. “São princípios básicos, que você poderá usar em todos os momentos da sua vida – no trabalho, na família e até mesmo com os seus filhos”, afirma.

Porém, lamentavelmente, os seis princípios têm sido usados também para manipular e não para persuadir eticamente, com o consentimento consciente do outro.

Vamos conhecer os seis princípios

Persuasão em seis princípios
Robert Cialdini (Portal HSM On-line)
Fórum Mundial de Negociação 2006
Os maiores mestres da arte em negociação estiveram reunidos, nesta terça (22) e quarta (23), num único evento promovido pela HSM. Eles apresentaram as mais poderosas técnicas, estratégias e ferramentas de negociação que farão a diferença no seu dia-a-dia. A cobertura foi do Portal HSM On-line.
Robert Cialdini – Ph.D pela University of North Carolina e autor dos best-sellers Influence: Science & Practice -recentemente citado pela revista Fortune como um dos livros mais inteligentes (The Smartest Books We Know)- eInfluence: the Psychology of Persuasion, o psicólogo Robert Cialdini abriu o Fórum Mundial de Negociação 2006 com a palestra O Poder da Persuasão.
Persuasão em seis princípios
“A tarefa da persuasão, do convencimento, é fazer gostar das pessoas em primeiro lugar”, sintetizou Robert Cialdini, Ph.D em Psicologia pela University of North Carolina e autor dos best-sellers Influence: Science & Practice e Influence: the Psychology of Persuasion, ao finalizar a palestra O Poder da Persuasão, na abertura do Fórum Mundial de Negociação 2006, evento organizado pela HSM.

Em sua apresentação, o palestrante desenvolveu em detalhes os 6 princípios da influência. “São princípios tão básicos da natureza humana, tão centrais da era moderna, que você poderá usá-lo em todos os momentos da sua vida, no trabalho, na família e até mesmo com os seus filhos”, brincou, arrancando risos da atenta platéia.

Antes de apresentá-los, no entanto, Robert Cialdini distinguiu os dois tipos de negociadores que costumam recorrer aos seis princípios da influência: o enganador ou fraudador e o detetive. Segundo o psicólogo, o enganador de influência é aquele que acaba enrolando-se porque ele não sabe quem ele é ou não sabe o momento certo de utilizar os princípios e acaba se perdendo. “Ele ganha e você perde. As conseqüências: ele perde a longo prazo. Não é ético, não leva a um compromisso a longo prazo no qual se baseia a confiança”, insistiu.

Já o detetive é aquele negociador que sabe identificar um momento de poder de persuasão recorrendo aos princípios da influência. “Vocês recebem o momento de poder logo depois que alguém lhe diz ‘muito obrigado’. O que você neste momento faz para aumentar sua influência?”, instigou. O importante é deixar claro com quem se está negociando que, antes de tudo, são parceiros.

1) Reciprocidade – Segundo o palestrante, é o princípio mais universal, em todas as culturas, para todos os comportamentos. As pessoas que ganharam alguma coisa sempre se mostram dispostas a retribuir. Por essa regra, o parceiro sempre vai querer ajudar em qualquer circunstância.

Desta forma, Robert Cialdini recomenda que, ao se entrar em uma negociação, esteja sempre disposto a fazer uma concessão. “No momento depois de um não, vocês têm o poder naquele momento. Mas não sabemos o que fazer com este não e, por isso, acabam indo embora. Isto é um erro. Após um não, é um momento de fazer uma concessão. Este é o princípio da reciprocidade”, explicou.

2) Escassez – Já por este princípio, em um contexto de escassez, as pessoas querem aquilo que não podem ter. Nesta situação, decorrem duas implicações ao negociador: é importante diferenciar o seu produto, o seu serviço dos demais, mostrar que o seu produto é único, diferenciá-los daqueles já existentes; e quando for apresentar estes recursos únicos não basta descrever o que as pessoas ganharão se optarem por seu produto. “Tem de mostrar também o que elas vão perder (se não optarem por seu produto). As pessoas estão mais ligadas naquilo que vão perder do que no que vão ganhar”, ressaltou.

“Dependendo da dimensão psicológica, a idéia de perda prevalece sobre a idéia de ganho. Mostre aos seus clientes o que eles perderão se não tomarem o rumo que você está indicando. Perderemos a nossa chance de influenciá-los se não contarmos a eles o que vão perder”, completou.

3) Autoridade – Segundo Robert Cialdini, as pessoas querem seguir, se orientar, através de autoridades de determinadas áreas. Por exemplo: quando se quer ir a um restaurante, as pessoas procuram ouvir um especialista. “Mas elas não podem saber estes dados sobre nós se não mostramos a ela, que você tem tal conhecimento”, explicou.
Mas conhecimento é apenas um dos aspectos. Para se chegar ao grau máximo de convencimento, é necessário transmitir confiabilidade. “Se aliar estes dois fatores, ninguém vai conseguir vencê-lo. Você trabalha com pessoas e se vocês forem comunicadores dignos de crédito, essa confiança vai crescer”, ressaltou, para logo em seguida instigar a platéia: “E se não houver tempo?”.

Eis a resposta, segundo o palestrante: a estratégia é, antes de apresentar o argumento mais forte a favor do seu produto ou serviço, mencionar um ponto fraco ou uma desvantagem; e só depois apontar o ponto mais forte. “Neste momento, claramente você se mostra conhecedor e digno de crédito. Conhecedor porque conhece todos os aspectos da sua área de atuação e digno de confiança porque mostrou antes o seu ponto fraco. Estou dizendo que você tem um momento de poder de admitir um ponto fraco. Agora todos os ouvidos estão atentos para o que você tem a dizer para o seu ponto mais forte. Seu ponto fraco tem de vir antes da palavra ‘mas'”, ilustrou.

4) Consistência – Conforme o palestrante, uma fórmula para aumentar a probabilidade de dizer sim a um pedido seu é fazer a outra pessoa dar o primeiro passo, o que se denomina compromisso, por menor que este seja. E compromissos duradouros são ativos, públicos e voluntários.

“Tenha por hábito anotar os compromissos feitos. As pessoas cumprem aquilo que anotam, por isso são compromissos ativos. Além disso, as pessoas querem permanecer fiéis ao comportamento que adotaram de maneira pública. E as escolhas são voluntárias, uma opção da pessoa. São coisas pequenas, mas que têm impacto em uma negociação”, explicou.

5) Consenso – Este princípio, o quinto, incentiva a liberar o poder das pessoas, mostrando as reações das outras pessoas, os sucessos passados de outros e depoimentos de pessoas semelhantes. “É olhar ao redor e ver o que os outros estão fazendo ou fizeram. Seguimos lideranças quando são muitos e quando são comparáveis. Vou dar um exemplo: seus clientes estão tentando decidir o que fazer em uma determinada situação. Se você tem a informação necessária para ajudá-lo a tomar uma decisão, você precisa compartilhá-la, pois senão estará jogando fora uma oportunidade”, explicou.
“Quando as pessoas estão em dúvida, elas procuram as respostas com outras pessoas”, explica. Para explicar este princípio, ele ofereceu mais um exemplo real, ocorrido em um desses programas de TV que vendem de tudo, chamados de infomerciais. Todos os dias, a apresentadora dizia: “Ligue agora, as telefonistas estão esperando.” Pois ela resolveu testar outra frase: “Se os nossos operadores estiverem ocupados, ligue novamente, continue tentando.” Sem mentir, com a segunda frase, a apresentadora induziu que todos estavam querendo o determinado produto. Com a primeira, mostrava que ninguém queria o produto.

6) Afinidade – Para finalizar, Robert Cialdini abordou o sexto princípio: o da afinidade. Segundo o palestrante, as pessoas “gostam de gente como a gente, gostam de gente que gosta de nós, e que gostam de gente que colaboram para um propósito comum. Enfim, as pessoas preferem dizer sim àqueles que eles conhecem e gostam”.

Por isso, antes de uma negociação, é importante descobrir uma afinidade, descobrir se partilharam de experiências semelhantes. “Não há motivo para seguir sua recomendação se você gosta de mim, mas se você gosta do seu cliente vem a confiança. Eu posso dizer: eu posso confiar em você. A sua tarefa, como um negociador-detetive, é gostar das pessoas em primeiro lugar”, finalizou.

Com as dicas de Robert Cialdini, você pode otimizar as suas chances de sucesso naquela venda complicada para um cliente, na negociação com o chefe ou mesmo no convívio diário com os seus familiares. Por isso, comece a colocar as dicas em prática agora mesmo!

Lembre-se, seja ético!!!

ASSERTIVA PROTAGONIZANDO A EDUCAÇÃO – SÉCULO XXI

PROTAGONIZANDO A EDUCAÇÃO

Os 4 pilares da educação propostos para o século XXI

Conforme o programa das Nações Unidas o desenvolvimento é a inspiração para a educação do século XXI, sustentando-se em 4 pilares do aprendizado.

A ideia é olhar a educação como um processo contínuo que não se limita somente ao desenvolvimento cognitivo e sim abrangendo os quatro níveis do aprendizado:

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Educação é algo que nunca chega ao fim. Enquanto nosso cérebro executar novas conexões neurais, estamos aprendendo. Por isso, acreditamos no desenvolvimento das pessoas. E queremos fazer a diferença na vida desses profissionais e das empresas clientes.

Nossa missão é transformar o profissional que habita em cada ser humano em um protagonista do seu próprio desenvolvimento, com atitudes assertivas e ações de transformação individual e coletiva, condição necessária para desenvolver profissionais maduros, conscientes e potentes na condução de times de trabalho de alto desempenho.

Nós, da Assertiva, estamos muito sintonizados nas demandas atuais da educação das pessoas, no mundo corporativo. E nossa atenção está focada nos quarto pilares da educação para o século XXI:

  • Aprender a conhecer: é a motivação na busca dos conhecimento.
  • Aprender a fazer: Adquirir habilidades através da vivencia e da prática dos conhecimentos adquiridos.
  • Aprender a conviver: É o respeito ao próximo, a convivência com a diversidade e a cooperação entre as pessoas, através do diálogo ético e respeitoso. Este nível do aprendizado fortalece a EMPATIA e a construção de laços afetivos, tão importantes para a maturidade emocional
do ser humano.
  • Aprender a ser: É a compreensão de si mesmo, através do diálogo interior, honesto e verdadeiro. É o ápice do autoconhecimento, da autorregulação, ou seja, a pessoa a tinge uma maturidade emocional e mental de tal forma que consegue desenvolver a si e influenciar no desenvolvimento do outro.

O nosso objetivo final é levar nosso cliente ao nível de SER, e com uma postura protagonista, o cliente é o seu próprio agente de transformação.

Assim, O modelo pedagógico utilizado pela Assertiva é o do CICLO VITAL DE APRENDIZAGEM de David A Kolb que passa por 4 estágios, sem ponto final.

ciclo

O modelo mostra que através de uma EXPERIÊNCIA VIVENCIAL ou fazendo algo (fase 1) pode-se chegar a uma etapa de OBSERVAÇÃO E REFLEXÃO (fase II). Esa atitude de refletir sobre o já vivido, por sua vez, permitirá a elaboração, abstração e GENERALIZAÇÃO (fase III, conceitos estes que poderão ser testados através de uma EXPERIMENTAÇÃO (fase IV).

O circuito não se encerra no 4o. Estágio. Pelo contrário é através da EXPERIMENTAÇÃO do teste dos conceitos adquiridos que pode se iniciar uma nova experiência vivencial.

 

 

Você é um Líder Consciente?

TRANSFORME SUA EMPRESA! DESENVOLVA LÍDERES CONSCIENTES!

Um Líder Consciente faz bem a todos: à organização, ao time e a ele mesmo!!!

O Líder Consciente possui um propósito maior de vida que o torna um engajador de pessoas. É coerente e age baseado em seus valores e crenças, enxergando o outro na sua totalidade. Possui visão clara do contexto e os impactos das interfaces entre homem x meio ambiente x resultados organizacionais.

O Líder Consciente é um grande transformador, um agente de mudanças. Ele não está preocupado com sua imagem e seus interesses pessoais, e sim focado em um propósito maior com impactos significativos, alinhando o seu propósito ao propósito da organização.

Seu autoconhecimento é tão bem desenvolvido que conhece claramente seus atributos e as fragilidades a serem desenvolvidas. Sua humildade o ajuda tanto a potencializar suas fortalezas em prol do time e da organização, como a reconhecer suas fragilidades, promovendo o seu próprio desenvolvimento.

O Lider consciente é maduro nas relações, inspira pessoas, desenvolve relações construtivas e tem um pensamento assertivo, focado na solução do problema e atingimento de resultados.

O líder consciente é imparcial com os próprios pensamentos, no sentido de entender com clareza suas próprias escolhas e assim poder assumir responsabilidade por decisões e ações que venha ter.

O Líder Consciente expande sua mente em prol de um mundo melhor.

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