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Trabalho de Conclusão de Disciplina de Rosangela Pereira Proença
RESUMO
Este trabalho
tem o objetivo de demonstrar como a assertividade
influencia uma negociação bem sucedida, produzindo
um acordo sensato, buscando atender o interesse
dos dois lados, onde cada um ganha de acordo
com o valor que agregou na negociação.
Palavras-Chave: assertividade, persuasão,
postura ganha-ganha
ABSTRACT
This work has the objective of demonstrating as the assertiveness influences
well in a negotiation happened, producing a wise agreement, looking for
to assist the interest on the two sides, where each one wins in agreement
with the value that joined in the negotiation.
Key-Words: assertiveness, persuasion,
posture win-wins
INTRODUÇÃO
A Negociação é encarada como uma arte, que, neste caso, é entendida como
aquilo que se aprende e se aprimora na prática, sendo formada por três
elementos: a criatividade, a sensibilidade e a intuição. Ela deve ser
considerada como a oportunidade tão almejada para nos desenvolver e fortalecer
os nossos relacionamentos em todos os aspectos da vida.
Em uma negociação existem três posturas de negociação, duas que certamente
levarão ao conflito, pois visam somente a vitória/satisfação de somente
um lado das partes envolvidas, são elas:
ganha-perde
(o negociador só tem o objetivo de ganhar,
sem a preocupação que o outro lado perca, não
existe confiança entre as partes, há o uso
excessivo de poder)
perde-ganha
(postura submissa, o objetivo é não criar problemas,
aceita tudo para agradar o outro, o negociador
não sai plenamente satisfeito porque abriu
mão para que o outro ganhasse)
A postura mais sensata a ser adotada numa negociação é a ganha-ganha,
pois o objetivo do negociador é atingir um resultado sensato, atingindo
de maneira eficiente e amigável. As duas partes encontrarão juntas uma
solução para o problema que os atingem.
Ser assertivo é a expressão de opiniões e sentimentos de maneira direta,
e em um tom moderado, olho no olho, por exemplo. Comportamentos assertivos
podem ser caracterizados como respostas verbais sobre sentimentos ou
opiniões de maneira respeitosa ao ouvinte. É ser claro e conciso em suas
relações evidenciando conscientemente o seu posicionamento. É também
o resultado do equilíbrio entre a individualidade (expressão de suas
idéias, interesses, vontades e seus limites, não permitindo que seu espaço
seja invadido) e a socialização (levar em conta o outro, ouvir o outro,
comportar-se de forma a não invadir o espaço do outro, agir de acordo
com o que a sociedade espera e diz que é correto).
A assertividade é um ingrediente vital da negociação. Antigamente usava-se
o poder da imposição hoje está sendo substituído pelo diálogo. É característica
do diálogo, a habilidade em negociar acordos interessantes que satisfaçam
as partes.
As diferentes formas de negociar
Há certas diferenças importantes na hora
de negociar. Elas podem variar entre homens
e mulheres, ou então, entre os profissionais
das diversas cidades do país.
| SOB O DOMINIO
DA ANSIEDADE |
| Nada é mais prejudicial
do que a ansiedade em uma mesa de negociação. Nessa hora,
a ansiedade age de forma diferente em homens e mulheres.
A ansiedade afeta a personalidade. A melhor forma de administrá-la é evitar
que dê lugar a reações intempestivas. Diferenças no comportamento
deles e delas durante uma negociação: |
| HOMENS |
MULHERES |
| Angustiam-se quando
percebem que estão a ponto de perder um bom acordo |
Se tiverem de partir
para o confronto, ficam aflitas porque valorizam relacionamentos
de longo prazo |
| São mais competitivos
e presos aos aspectos formais e visíveis envolvidos em uma
negociação |
Conseguem identificar
no gestual do interlocutor se ele está mais receptivo ou
não a uma proposta |
| Ficam aflitos quando
surpreendidos por algo que não estava em seu script. Nessa
hora, tendem a ficar mais agressivos ou evasivos |
Ficam aflitos quando
surpreendidos por algo que não estava em seu script. Nessa
hora, tendem a ficar mais agressivos ou evasivos A ansiedade
toma conta delas quando percebem que os sinais do interlocutor
são desencontrados ou se percebem que ele está jogando para
obter vantagem |
Os americanos negociam
assim...
Em
ritmo acelerado, analisando um assunto de cada vez
São
neuróticos com cronogramas e prazos
Gostam
de assumir riscos
São
persuadidos mais facilmente com estatísticas,
fatos e números |
Já os brasileiros...
Deixam
que os assuntos se desenvolvam e evitam detalhes
São
mais relaxados e menos influenciados
pelos prazos
Têm
aversão ao risco
São
persuadidos por argumentos com
base no senso comum |
Como convencer, sem aborrecer
1) Escolher
a hora certa de falar. Para aumentar
as chances de ser ouvido com atenção -
, observar se o seu interlocutor está disposto
a conversar. Não adianta nada interpelá-lo
quando ele estiver de mau humor, com pressa
ou muito atarefado.
2) Abaixo o improviso! Antes de
soltar o verbo, elaborar uma estratégia
de ação eficaz. Entrar em campo para ganhar,
mesmo sabendo que o jogo será difícil.
Preparar-se, treinar o discurso e certificar-se
de que não irá esquecer nada importante.
3) Não ir direto ao assunto. Tentar
quebrar o gelo nos primeiros minutos de
conversa, falar sobre generalidades. Mas
não enrolar muito: ninguém tem tempo a
perder.
4) Quando começar a falar, não disparar
a falar sem parar. Isso revela ansiedade
e insegurança. Falar pausadamente e, sobretudo,
acreditar no que está dizendo.
5) Não abrir mão do senso de humor. Isso
gera empatia e torna o clima mais amistoso.
Mas não force a barra. Fazer um comentário
ou uma piada fora de hora ou de contexto
- ou, sobretudo, sem graça - pode ter efeito
contrário, provocando antipatia e desconforto.
Se o negociador não é um sujeito espontâneo
e espirituoso, esquecer esse tipo de recurso.
6) Usar o nome da pessoa no decorrer
da conversa. Isso cria um vínculo mais
pessoal com o interlocutor. Quando é chamada
pelo nome, a pessoa se sente prestigiada
e mais aberta ao diálogo.
7) Usar um amortecedor verbal. Se
a pessoa discordar de suas colocações ou
tiver uma opinião contrária à sua, seja
sutil ao contra-argumentar. Não ataque
com frases do tipo "Não é bem assim", "Você não
entendeu" ou "Você está errado". Diga algo
na linha do "Entendo sua opinião e creio
que, além disso, deveríamos considerar..." A
partir daí, defenda sua posição.
8) Evitar assuntos polêmicos. Durante
a conversa, fugir de temas que levem aos
debates acalorados ou controvérsias, como
política, religião ou o último campeonato
de futebol - especialmente se vocês torcerem
para times diferentes...
9) Iniciar a conversa fazendo perguntas
que exijam um sim como resposta. Uma
seqüência de respostas afirmativas pode
conduzir a mente do interlocutor, aumentando
as chances de conseguir um sim para sua
idéia principal.
Sem confiança, nada feito
Em toda negociação há uma série de
variáveis envolvidas. Sorte e o estilo
de seu interlocutor são duas delas. Mas
existe também uma parte que não muda e
deve sempre ser levada em conta, não importa
quem esteja do outro lado. Ganhar a confiança
dessa pessoa é indispensável para que as
coisas andem bem. "Hoje as empresas e os
executivos buscam parcerias de longo prazo
num ambiente econômico que muda a todo
instante. Sem um nível mínimo de confiança é impossível
chegar a um acordo", diz Deepak Malhotra,
economista e professor de Harvard. Recentemente,
Malhotra escreveu um ensaio que aponta
seis maneiras de estabelecer confiança
em uma negociação. Elas parecem óbvias
-- e são --, mas muitas vezes são justamente
esses cuidados que as pessoas esquecem
quando estão tentando fazer um acordo.
1. Faça concessões - Saber abrir
mão de um interesse em favor do outro pode
ser uma das formas mais eficientes de estabelecer
confiança. Antes de sentar-se à mesa, estabeleça
notas para os pontos que irá negociar.
Esse artifício dá uma boa idéia de quanto
determinado item é importante para você e
quais são aqueles de que pode abrir mão
sem maiores prejuízos.
2. Crie um vínculo de dependência - Você precisa
fazer seu interlocutor entender os benefícios únicos
que ele terá se ficar do seu lado. Ou os
prejuízos, no caso de não adotá-lo como
parceiro.
3. Use sua reputação - Nas negociações,
sua reputação sempre o precede. Por isso,
introduza um parceiro externo que goze
de prestígio perante a outra parte. Faça
com que essa pessoa interceda a seu favor,
ressaltando suas qualidades. O ideal é que
ela faça isso antes, numa ligação telefônica
ou em um encontro com seu interlocutor.
4. Seja transparente - No início,
seu parceiro vai avaliar da pior forma
possível suas intenções e interesses. Portanto,
seja claro, objetivo e conciso. Prepare
seus argumentos e, se necessário, desenhe
a linha de raciocínio que irá seguir. Gaste
tempo explorando, tentando esgotar todas
as possibilidades. Durante uma reunião,
nunca deixe a outra pessoa com dúvidas.
5. Fale a língua do seu interlocutor
- Esse princípio vai além de entender
o idioma ou os termos técnicos do negócio
que está sendo realizado. É preciso compreender
a história, a cultura e a perspectiva da
outra parte.
6. Maximize os ganhos - O radicalismo
na hora de negociar está ultrapassado.
Na medida do possível, o acordo deve sempre
ser feito na base do ganha-ganha. Afinal,
você certamente terá oportunidade de negociar
com aquela pessoa novamente.
Assertividade
Quando uma pessoa expressa suas próprias
opiniões e sentimentos de maneira direta,
e em um tom moderado, olho no olho, por
exemplo, a chamamos de assertiva. Comportamentos
assertivos podem ser caracterizados como
respostas verbais sobre sentimentos ou
opiniões de maneira respeitosa ao ouvinte.
Respostas assertivas podem ser diretamente
comparadas a respostas agressivas e respostas
passivas.
Uma resposta verbal que expressa a opinião do falante de forma vaga
e indireta é usualmente chamada de passiva. Passividade pode também
ser definida pela baixa freqüência de respostas, ou seja, quando o
indivíduo "fala pouco" ou "se cala". Quando um funcionário é solicitado
a colaborar numa reunião, por exemplo, mas se exime de expor suas idéias,
está exibindo um tipo de comportamento chamado de "passivo". Quando
um supervisor expõe uma idéia ou interpretação sobre um assunto que
o funcionário conhece profundamente e este reconhece as falhas na exposição,
mas não as corrige, dizemos que o funcionário "esteve passivo" na reunião.
Respostas passivas podem também ocorrer através de questões, como por
exemplo: "será que não é melhor conduzirmos o projeto de outra maneira?" Respostas
passivas podem também consistir de frases que eximem o falante de responsabilidade
como, por exemplo "Certas pessoas vão preferir que o projeto seja conduzido
de outra maneira".
No extremo oposto, está o comportamento classificado como agressivo.
Se na reunião, o funcionário expressa sua opinião de forma hostil,
inflexível e em voz alta como, por exemplo: "este projeto não serve" dizemos
que ele "foi agressivo". No exemplo acima, assertividade seria observada
caso o funcionário descrevesse claramente o motivo pelo qual acredita
que sua idéia é mais adequada, como por exemplo: "acredito que é melhor
conduzirmos o projeto de outra maneira porque..." Comportamentos assertivos
incluiriam a expressão dos sentimentos do falante de forma direta e
clara, sem infringir os direitos dos outros.
É comum caracterizarmos alguém como "assertivo", "passivo" ou "agressivo" baseado
na forma como esta pessoa se comporta. Chamamos uma pessoa de agressiva, por
exemplo, quando observamos um conjunto de comportamentos como alto tom de voz,
movimentos bruscos em direção ao ouvinte, palavras ofensivas etc. Quando caracterizarmos
uma pessoa como agressiva, por exemplo, através da observação daquilo que ela
faz, não é incomum usarmos tal característica (agressividade) como explicação
do comportamento de uma forma circular (por exemplo, o sujeito é agressivo porque
fala em voz alta/o sujeito fala em voz alta porque é agressivo). Um dos problemas
associados a essa prática é que perdemos de vista as variáveis importantes e
de fácil acesso que podem estar contribuindo para que a pessoa se comporte de
determinada maneira. Estas variáveis são encontradas em nosso ambiente imediato,
ao nosso redor.
Uma das atividades mais comuns em organizações de todos os portes é o
trabalho em equipe.
Durante o trabalho em equipe, funcionários precisam expor idéias, observações
e apontar problemas para que tarefas sejam realizadas da melhor maneira
possível contribuindo para o bem estar da empresa. Os comportamentos
assertivos mais diretamente relacionados à efetividade do trabalho
em equipe incluem apontar erros/problemas, verbalizar soluções, e expressar
e defender as próprias opiniões. Gerentes e supervisores considerados
exemplares são descritos como aqueles que conhecem as tarefas a serem
desempenhadas por seus colegas e subordinados e estão, constantemente,
fazendo comentários detalhados a respeito dessas tarefas junto a eles.
Estudos conduzidos com funcionários de uma empresa aérea, por exemplo,
demonstraram que quando comissários de bordo passaram a apontar com
maior freqüência os erros cometidos por pilotos durante vôos simulados,
o desempenho desses pilotos foi mais preciso. Tal comportamento, ao
ocorrer em contexto real, pode aumentar substancialmente a segurança
em viagens aéreas.
Feedback é o termo utilizado para definir essa prática de fornecer
ao funcionário informações a respeito de seu desempenho. De acordo
com a literatura em psicologia organizacional, esse tipo de informação
permite que o funcionário altere seu próprio comportamento no futuro,
corrigindo seus erros. Sistemas de feedback são uma das formas mais
comuns de se maximizar desempenhos individuais no ambiente de trabalho.
Muitos dos comportamentos chamados de "assertivos" incluem formas de
descrever, especificar, e corrigir o comportamento de outros funcionários.
Pesquisas na área de feedback mostram que tal prática é importante,
se não essencial na manutenção de comportamentos desejados dentro da
empresa. Organizações têm dado ênfase na melhoria da qualidade de seus
produtos e serviços, procurando manter suas posições em um mercado
extremamente competitivo. Para isso, é necessário desenvolver formas
de se corrigir falhas antes que essas atinjam diretamente o mercado
consumidor. Identificar e apontar problemas de desempenho (dar feedback)
durante o processo de produção possibilita que os problemas identificados
possam ser resolvidos de antemão, garantindo uma certa qualidade no
produto ou serviço oferecido pela empresa. Assim, ser assertivo pode
ser relevante quando consideramos a importância do uso de feedback
em organizações.
Conclusão
Existem diversas maneiras de negociação,
e a mais adequada, a que satisfaz os interesses
de quem está envolvido nesse processo é o
método ganha-ganha.
O significado de assertividade tem sido distorcido, promovendo resistências
nas pessoas. Muitos entendem que ser assertivo é ter uma comunicação
sincera e objetiva, sentindo-se com o direito de dizer muitos "Não" e
poucos "Sim" aos outros, doa a quem doer e custe o que custar.
Outra visão distorcida é enxergar o estilo assertivo em uma pessoa
educada, porém teimosa, com dificuldade em ouvir a argumentação do
outro.
A assertividade clarifica as relações, propiciando uma comunicação ética
entre as pessoas. Isso é bom nos dias de hoje quando se dá importância
ao desenvolvimento de parcerias comerciais. Por esse motivo a assertividade
influencia de maneira positiva o processo para que ambos ganhem.
A técnica assertiva aposta na mudança do comportamento passivo ou agressivo
para um comportamento maduro e honesto, adaptado a todos os tipos de
personalidade.
Podemos concluir que uma pessoa assertiva é uma pessoa que tem desenvoltura
e flexibilidade suficientes para se mover entre os comportamentos,
influencia (expressar seus sentimentos, opiniões e ações) e aceita
ser influenciado (ouvir opiniões divergentes, ser empático, pedir ajuda,
dar ajuda, etc) . E é utilizando a postura assertiva que o profissional
da área comercial usará sua comunicação persuasiva junto ao cliente.
Em nossa cultura, as palavras convencimento e persuasão podem ser entendidas
com um sentido negativo de manipulação. É importante destacar que,
de acordo com os conceitos de assertividade, essas palavras têm um
sentido de obter o consentimento do outro e não de vencer o outro.
Referências
http://caiomiguel.org/articles/assertividade.pdf
http://vocesa.abril.uol.com.br/informado/aberto/ar_138065.shtml
http://vocesa.abril.uol.com.br/informado/aberto/ar_139859.shtml
http://vocesa.abril.uol.com.br/informado/aberto/ar_138062.shtml
http://www.assertiva.com.br/imagem/proj_dissertacao.doc
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