PARA VOCÊ, Artigos

Artigos Publicados em 2010, 2009.
Clique sobre os títulos abaixo para acessar seu conteúdo:


19/fev/2008 - A Musicoterapia e o Estresse no Trabalho

Paula Martucci *

Não é novidade que a música é um dos estímulos mais tocantes ao ser humano. Seja pelo ar, pelo tato ou pela vibração, a música pode ser ouvida ou sentida pelo homem. O corpo torna-se uma grande caixa de ressonância.

Há tempos já existem estudos que falam sobre a experiência musical por meio da vibro-acústica, assim como já existem estudos de Musicoterapia aplicada em Deficientes Auditivos. Para a música, não existem barreiras físicas que impeçam o ser humano de ouvi-la, seja de que forma for.

É por meio dela que o ser humano pode se comunicar e estabelecer relações sócio-culturais. A transferência de valores de um indivíduo para o outro é que enriquece o "ser" humano. Desde a vida intra-uterina, o som em suas mais diferentes formas, emitidos de diversas fontes, estabelece relações com os seres humanos e conseqüentemente, começa a fazer parte da identidade e da história musical de cada um.

Em 2007 realizei um estudo sobre a influência da Musicoterapia na diminuição dos sintomas de estresse. Foi realizado em uma empresa de segmento comercial, e o foco foi trabalhar com uma equipe de vendas por telemarketing. Esta experiência trouxe benefícios imediatos para este grupo, que trabalhava sob pressão e sofria as conseqüências do acúmulo excessivo de trabalho.

As pessoas que foram submetidas às sessões de Musicoterapia, declararam que a sensação obtida após a experiência com música e eletro-estimulação, trouxe além de conforto físico e mental, a possibilidade de atingir níveis profundos de relaxamento. Os relatos também constataram que após as sessões, a disposição para voltar ao trabalho foi aumentada, devido à sensação de bem estar provocada pelo relaxamento profundo. Estar com a mente descansada ajudou a retomar com mais tranqüilidade a rotina turbulenta de trabalho.

Pude comprovar que a Musicoterapia atuou com eficiência e eficácia na diminuição do desconforto físico e mental causado pelo estresse. Para isso utilizei além de técnicas Musicoterápicas, uma técnica auxiliar que tem como princípio básico a indução a ondas alpha, atuantes no relaxamento muscular. Quanto maior a qualidade no relaxamento, maior é o seu benefício.

Essa condição de bem-estar provocada pela Musicoterapia pode trazer inúmeros benefícios para o funcionário que está acostumado a lidar com situações de pressão e estresse. A diminuição dos sintomas do estresse não quer dizer que a causa foi tratada, e sim, que a manifestação destes sintomas foi minimizada pelos efeitos do relaxamento profundo e de qualidade. Quanto maior a freqüência de sessões, mais duradouros serão os efeitos do relaxamento. É como se o cérebro aprendesse e se reeducasse diante do estímulo musical.

O estresse causa queda na produtividade, insatisfação com o trabalho, desmotivação para liderar e deixa um rastro de negatividade no ar. Assim como qualquer outra ciência terapêutica, a Musicoterapia pode contribuir como agente desestressor e causador de bem-estar, com a vantagem de poder obter resultados expressivos à curto prazo, sem grandes custos para organização, e principalmente, agindo diretamente na satisfação e qualidade de vida do colaborador.

Promover atividades como a Musicoterapia na empresa pode ser uma ferramenta estimulante da satisfação do colaborador, atuando, também, como programa de qualidade de vida inserido em uma estrutura de gestão focada na obtenção de resultados e como incremento da produtividade organizacional. Integrar as áreas operacionais, táticas e gerenciais de uma organização em torno de um projeto deste tipo, traz outros tipos de benefícios além da valorização da qualidade de vida. Por meio da música é possível trabalhar com contextos motivacionais, de integração, liderança e cultura organizacional.

Implantar melhorias no ambiente de trabalho deve ser tarefa constante de todas as áreas envolvidas com o desenvolvimento humano, mas não exclui a participação e colaboração de todos os funcionários. A empresa deve praticar ações que envolvam os colaboradores de todos os níveis e parceiros, desde o projeto até a implantação dos programas. Afinal, todos serão beneficiados.

De maneira geral, a fotografia da cultura organizacional no Brasil, ainda não é fortemente favorável à implementação desse tipo de programa nas empresas, apesar de existir forças para que este cenário mude cada vez mais para melhor. Pode-se aproveitar muito mais desta fonte natural e gratuita que é a musica, como fonte de pesquisa e sua aplicabilidade no aumento da produtividade. Ainda pode-se levar em conta que a música é uma das poucas linguagens universais e está presente em todas as culturas do mundo. É um material muito rico para ser desperdiçado.

Já que a música é um objeto de acesso gratuito, posso concluir que para proporcionar bem-estar a si mesmo, é necessário apenas um pouco de tempo para cuidar de si mesmo e uma boa dose de música.

* Paula Martucci é musicoterapeuta e Pós-Graduada em Gerenciamento Estratégico de Recursos Humanos. Atua no Tratamento e Prevenção do Estresse.

Este artigo é fruto de um estudo de caso publicado em forma de trabalho acadêmico: "A Musicoterapia e o Estresse no Trabalho" sob a orientação da Profª Vera Martins.
E-mail: paulamartucci@hotmail.com
Tel: (11) 9391.5556


Artigos Publicados em 2010, 2009.
[clique aqui para visualizar]
 

Artigos Publicados em 2008, anos anteriores.
[clique aqui para visualizar]
 
home | produtos & serviços | livros | clientes | parceiros | na mídia | para você | contato | blog
Desde 2001, ® Assertiva Consultores Ltda | todos os direitos reservados | política de privacidade