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*Sílvio Celestino
De repente surge uma nova palavra no seu dicionário que você nem sabia
que estava lá: coaching. E ainda por cima querem saber se você tem um
coach, se é um coachee e como está seu coaching. Vida dura essa de executivo.
Enquanto você trabalha, outros criam palavras para infernizar.
Mas, felizmente, dessa vez criaram algo para
ajudá-lo. Desde que você não
caia nas mãos desses que se auto-declaram coaches sem nunca terem se
preparado para isso.Vamos resumir o significado de cada uma dessas novas
palavras do "seu" dicionário:
Coaching é o processo de desenvolvimento de competências. Competência é a
capacidade de agir, de realizar ações em direção a um objetivo, metas
e desejos. É um processo de investigação e reflexão. Descoberta pessoal
de fraqueza e qualidades. Aumento da consciêcia de si. Aumento da capacidade
de responsabilizar-se pela própria vida com estrutura e foco. O processo
oferece feedback realista e apoio.
Coach, literalmente "técnico" em inglês, é o profissional especializado
no processo de desenvolvimento. É o coach que conduz o processo, levando
o cliente a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente,
agir em direção a seus objetivos, metas e desejos. Curiosamente, coach
significa também veículo utilizado para transporte de pessoas de um lugar
a outro. De certo modo, o coach transporta seu cliente para seus objetivos.
Coachee é o nome que se dá ao cliente.
Portanto, não é difícil diante de todas esses elementos que compõem o
processo de coaching, entender porque grandes atletas, artistas de cinema
e agora empresários e executivos possuem um coach. Simplesmente porque
os ajudam a chegar lá mais rapidamente. Seja "lá" onde for.
Segundo Rhandy di Stéfano, fundador do Integrated Coaching Institute,
o processo de coaching surgiu devido ao histórico das organizações empresariais.
Em resumo, durante as décadas de 1960 e 70, o empresário podia contar
com a solução dos problemas a partir de experiências sua ou de seus empregados.
A necessidade de crescimento levou-o ao mercado
de ações e este demandou
maiores lucros que justificassem os investimentos. Além do aprimoramento
dos processos internos das empresas, a demissão dos profissionais mais
antigos e de maiores salários contribuiu para o aumento dos lucros. Entretanto,
o efeito colateral foi que a experiência deixou a empresa junto com esses
profissionais e os recém-contratados não tinham como lidar com todos
os desafios que o crescimento permanente exige. A solução foi recontratar
os funcionários antigos, mas como consultores externos.
Todavia, novos mercados significaram maiores
mercados e o crescimento contínuo transformou as organizações numa rede de mini-empresas espalhadas
por todo o planeta. Cada uma demandando essencialmente os mesmos recursos
da empresa-mãe. Entre eles, o mais escasso de todos: liderança.
Consultores trabalham com processos e a liderança exige, além dos processos,
a capacidade de trabalhar com pessoas em todas as suas dimensões, inclusive
com suas emoções. Daí a necessidade de um novo profissional, alguém que
seja capaz de desenvolver líderes: é o coach.
O coach desenvolve todos os aspectos da competência para que o líder
possa executar bem sua tarefa e preferencialmente atinja um desempenho
conhecido como peak performance. Ao contrário dos workaholics, pessoas
viciadas em atividades, a pessoa que trabalha em peak performance é focada
em resultados. O workaholic pode atingir uma fase conhecida como burn-out
- é o esgotamento de caráter físico, intelectual ou emocional.
Já a pessoa em peak performance é capaz de gerar resultados sem comprometer
sua existência humana. O que denota, portanto, que o desenvolvimento
exigido abrange todas as áreas da vida: profissional, financeira, física,
ontológica, social, relacionamento íntimo, intelecto, emocional e lazer.
E é justamente por atingir outros aspectos do ser humano que o coaching
desenvolveu-se para além das competências empresariais.
Hoje, existem basicamente dois tipos de coaching:
O coaching executivo, direcionado para desenvolvimento de competências
de liderança, que foca as habilidades para produzir resultados e a modificação
de comportamentos que reduzam sua efetividade.Pode ser direcionado para
coaching de habilidades, performance, desenvolvimento ou negócios.
O coaching de desenvolvimento pessoal, direcionado
para as competências
em outras áreas além da profissional. Neste sentido, o processo pode
atingir temas como: ser mais decisivo, melhorar a administração do tempo,
valorizar diversidade, desenvolver potenciais, resolver conflitos, aumentar
autoconfiança, comunicar-se com mais eficiência, entre outros.
Todo coaching é de desenvolvimento, não de respostas, entretanto, as
empresas em particular e o mundo estão procurando pessoas hábeis em postos
relevantes. Sendo assim, além do desenvolvimento propiciado pelo coaching, é importante
que as pessoas se sintam inspiradas a ocuparem esses postos de destaque. É neste
contexto que foi criado o coaching em Marketing Pessoal.
Acrescentando ao processo elementos oriundos
do Marketing Estratégico
e trabalhos de autores como Al Ries, Jack Trout, Peter Drucker, Lester
Thurrow, Joseph Campbell entre outros, forma-se um conceito mais amplo
sobre como se atingir o sucesso no mundo repleto de desafios em que vivemos.
O Coaching em Marketing acrescenta aos processos
executivo e de desenvolvimento pessoal as competências necessárias para que o executivo seja catapultado
para uma posição relevante em sua carreira. Deste modo, será capaz de
perceber o mundo como um lugar de grandes oportunidades e compreender
como preenchê-las com responsabilidade e competência.
Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/artigodz2.htm
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