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*Renata Dolabella Fabrini
Os recentes acordos, como Basiléia II, e leis, como a Sabarnes-Oxley,
têm provocado mudanças nas corporações de todo mundo. O setor financeiro,
principalmente, foi obrigado a sofisticar sua área de risco, após os
encontros da Comunidade da Basiléia.
Já, em decorrência aos escândalos do mercado de derivativos, as instituições
de capital aberto, incluindo aí os bancos, passaram a seguir as determinações
da Sabarnes-Oxley de perto, com total transparência na divulgação de
informações ao mercado. Neste ano, bancos, como Bradesco, Unibanco e
Itaú, juntaram-se a outros estrangeiros que assinaram os Princípios do
Equador, passando a se comprometer em respeitar um conjunto de critérios
socioambientais e de responsabilidade social.
Estes compromissos tendem a se multiplicar
uma vez que a competitividade aumenta e as
sociedades tornam-se mais fiscalizadoras e
cobradoras. Para
liderar estas transformações e entender as novas regras, as empresas
precisam se atualizar e escolher um time de profissionais qualificados
e até especializados.
Como essas funções ganharam importância na corporação, o nível de exigência
também aumentou para o executivo desta área. Em muitas empresas, criou-se
a função de CRO (Chief Risk Officer). A posição de CRO exige uma série
de requisitos que envolvem a integração das análises de riscos de mercado,
de crédito e operacional.
A experiência deste profissional congrega tanto o perfil técnico como
a visão detalhada de cada uma das áreas sob o seu guarda-chuva. Como
gestor, ele deve apresentar uma visão macro - econômica, social e política
- da região e do país onde atua. Nas empresas, que optaram em não ter
um CRO propriamente dito, o Controller, que deve reunir as características
devidas, passou a exercer esta função e ganhou mais importância na estrutura
corporativa.
Para alcançar esta posição nas corporações, este profissional deve ampliar
sua visão para o cenário externo, sem deixar de dar atenção para as estratégias
internas. Desta forma, ao mesmo tempo em que deve olhar a situação macroeconômica
do País, não pode deixar de analisar se o lançamento de um produto, por
exemplo, será em uma região correta com o preço exato e para um público
bem definido.
Isto tudo sem deixar de certificar-se que os
acordos estão sendo respeitados
e registrados conforme determina as regras. Para isto, o CRO ou aquele
que exerce este papel também precisa se cercar de profissionais qualificados.
Estes especialistas têm um papel de agregar conhecimento de outras áreas,
como o jurídico, tecnológico, ambiental ou mesmo das diferentes áreas
financeiras.
Em paralelo à experiência necessária, este profissional deve ter excelente
base conceitual e educacional, fluência em dois ou mais idiomas. Sua
visão deve ser alinhada ao negócio. O perfil introvertido, aquele executivo
que não se expõe e não está atualizado, perde cada vez mais espaço. Ele
precisa estar antenado e pronto para expor sua área, apresentando a sua
parte no negócio final da instituição. Além disto, ele é o representante
da corporação diante do mercado competitivo, dos órgãos públicos, da
sociedade em geral.
Com todas estas qualidades, os profissionais,
principalmente da área
financeira, estão em destaque nas corporações. A ele, caberá a minimização
dos riscos e o aumento da rentabilidade em um cenário diferente, onde
as instituições estão mais vigiadas e o resultado fácil deixa de ser
uma realidade. Além de seguir as exigências do mercado, apresentar uma área
de riscos e gestão de controles com profissionais qualificados significa
ganhar agilidade, transparência de comunicação, otimização de processos,
clareza e precisão e, conseqüentemente, competitividade. As grandes corporações
que se adiantaram a este evento passaram a agregar valor na hora de conquistar
seu cliente.
*Renata Dolabella Fabrini é sócia e VP da FESA Global Recruiters, associada à IIC
Partners
Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/artigodz3.htm
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