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*Hermann Santos de Almirante
Opinião: está certo que estamos em crise e há retração no poder
de compra do consumidor. Mas é difícil entender o gerente de marketing
que reluta em aproveitar o momento de mídia barata e pouca competição.
Para quem trabalha com publicidade, seja ela
impressa, falada, escrita, multimídia ou online, a crise que estamos vivendo está sendo
particularmente perversa.
Verbas publicitárias, em tempos de vacas magras, são as primeiras a serem
cortadas e as últimas a se recuperarem. Agências fecham, profissionais
perdem o emprego, produtos deixam de ser anunciados, o consumidor não
diferencia seu produto do concorrente e a guerra de preço começa.
Afinal de contas, no meio de uma crise, com
toda a economia retraída,
quem vai querer anunciar o seu produto ou serviço, não é mesmo?
Aprendi desde pequeno que as melhores oportunidades
aparecem das adversidades. Em uma época onde os veículos estão quase dando os espaços publicitários
e as empresas estão precisando manter volumes de venda como nunca, não
entendo o que passa na cabeça de um empresário que deixa de anunciar
ou pelo menos não mantém uma verba razoável de publicidade.
Será que ele considera uma decisão inteligente conter "gastos" (aprendi
na faculdade que era investimento) no melhor momento para investir? E
anunciar quando a economia estiver aquecida e os espaços publicitários
estiverem com preço "cheio" (sem desconto)?
Onde estão os diretores de marketing, que ao invés de defenderem o seu
peixe, preferem se calar diante desta situação? Minha mãe não é uma grande
executiva de uma multinacional, mas sabe cortar custos como ninguém.
Precisamos urgente de profissionais que tenham criatividade nos momentos
difíceis, mas principalmente coragem e vontade de vencer.
Os publicitários precisam mostrar aos executivos mais resultados e menos
prêmios (não que os prêmios sejam ruins). As empresas precisam perceber
(como diz o comercial) que sem propaganda o consumidor não vai entender
porque ele ganha mais comprando o seu produto do que o concorrente.
Pense bem. Se a propaganda é a alma do negócio e a sua empresa não
tem alma, anuncie!
Os consumidores (ops, os publicitários) agradecem.
Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/artigosm5.htm
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