|
*Dieter Kelber
A alta concorrência do
mercado faz com que as empresas tenham de buscar novos modelos
de gestão para se manter competitivas e inovadoras. A última tendência
nesse sentido é a gestão de processos, que vem se transformando
no coração das grandes organizações por coordenar as ações de todas
as suas áreas, desde as vendas até o fornecimento final de produtos
e serviços aos clientes e consumidores finais.
Em outras palavras, cabe à gestão de processos fazer com que áreas como
compras, logística, atendimento ao cliente, recursos humanos, marketing
e finanças trabalhem integradas, em colaboração e sintonia, de modo a
obter elevados índices de resultados, qualidade de atendimento, baixos
custos e alta lucratividade. Ter uma gestão eficiente e eficaz de todos
esses processos é ter um coração de alto desempenho livre de riscos de
enfarte. Não é à toa, portanto, que essa metodologia esteja sendo cada
vez mais adotada em países da Europa e nos Estados Unidos. No Brasil,
podemos citar Telefônica, Daimler-Chrysler, Serasa, Banco Itaú e Unilever
como algumas das companhias que vêm desenvolvendo a gestão de processos,
todas com resultados positivos.
E, conforme as organizações vão tomando consciência de que a redução
de custos e o aumento da eficiência só será alcançado se a administração
hierárquica der lugar à integração das diversas áreas da empresa, começa
a ser valorizado um novo perfil e um novo papel executivo, o “Gestor
de Processos”. Algumas das funções desse novo profissional são: definir
e modelar processos, monitorar indicadores, implementar ações preventivas
e corretivas, motivar e manter motivada a equipe.
Dessa forma, ele terá condições de integrar
as diversas áreas da empresa por meio de times
multidisciplinares e em torno de finalidades
específicas. Como, por exemplo, formar uma
equipe de profissionais de marketing, vendas
e logística visando reduzir problemas e aperfeiçoar
o atendimento ao cliente em termos de produtos,
agilidade nos pedidos e entrega. Ou seja, o
Gestor de Processos tem a responsabilidade
de administrar e criar as condições necessárias
para o aumento dos índices de produtividade
organizacional, incluindo também o relacionamento
com fornecedores e clientes.
O perfil de gestor de processos exige algumas
características essenciais
para que ele exerça o seu papel com competência. Entre elas, estão:
-compreender a ligação entre a estratégia empresarial
e a cadeia de valor da empresa;
-ter o domínio de metodologias, técnicas e
ferramentas para o mapeamento, desenho, melhoria
e redesenho dos processos;
-entender a importância das equipes na execução dos processos, de modo
a preparar o ambiente para uma gestão de pessoas orientada por competências;
-conhecer a influência da tecnologia e sua adaptação como suporte a execução
de processos;
-visão sobre o impacto da introdução de uma gestão
orientada por processos.
Ainda não há no mercado um número suficiente de profissionais preparados
para esse novo papel executivo nas organizações, o que pode ser visto
como uma excelente oportunidade para quem busca novos desafios.
Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/artigosf3.htm
|