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Gazeta Mercantil
Por trás do êxito de um
líder, existe sempre o perigo do ego. Isso se refere às decisões
tomadas por alguns executivos, que não refletem sobre as conseqüências,
pois se sentem amparados por uma trajetória de sucesso que, em
alguns casos, os aliena da realidade. Alguns dos melhores estrategistas
do mundo padeceram do mal da vaidade, como Alexandre Magno e Napoleão
Bonaparte.
O imperador francês se lançou à conquista do Egito, em uma empreitada
gigantesca, mas acabou derrotado pelos britânicos no país africano. O
mesmo ocorreu com Alexandre, o Grande, na Índia. Os dois estrategistas
conseguiram criar gigantescos impérios, mas a ousadia os fez se aventurar
em regiões que desconheciam e que minaram consideravelmente seus recursos
e a estima que detinham por parte de seus respectivos exércitos.
"Mudar é converter grandes idéias em resultados", assegura Antonio Ortega, autor
das obras Alexandre Magno e a Gestão Empresarial, e Roma Antiga, Valores para
o Sucesso Empresarial. Na sua opinião, esses líderes não apenas tinham visão,
mas eram também "grandes implementadores". Alexandre chegou a converter um pequeno
reino macedônio em um império 50 vezes maior e com uma população 20 vezes superior à inicial.
A inovação também é a chave para exercer a liderança. Por exemplo, Alexandre
Magno, para dar vantagem ao seu exército, o dotou de uma lança de 5,5
metros de comprimento, ou seja, um pouco maior que a de seus inimigos.
Como bom estrategista, não titubeava na hora de adaptar a estrutura de
seu exército às novas circunstâncias, detalhe no qual falham muitas empresas,
que terminam seus dias com quadros enormes de funcionários em departamentos
ou áreas que já não são úteis.
Entretanto, "o problema de um líder carismático é a vaidade". Alexandre
Magno cresceu influenciado pela crença de que era filho do deus Zeus,
lenda que se incrementou, graças a seus sucessos militares. Por isso,
quando tomou a decisão de conquistar a Índia, uma região então desconhecida,
seu exército o seguiu, confiando em um líder que não analisara as implicações
dessa gigantesca aventura.
Desacostumado ao fracasso, o rei macedônio começou a tratar mal seu exército,
que acabou se desligando do projeto porque não mais acreditava no chefe.
A empreitada foi um desastre, e Alexandre Magno acabou perdendo a vida,
deixando pendente o problema de sua sucessão, já que o homem para substituí-lo
deveria ser, segundo suas próprias palavras, "o mais digno". No mesmo
dia de sua morte, desmoronou seu império.
A vantagem da liderança carismática é que promove um crescimento corporativo
muito rápido. A principal desvantagem é que, em geral, os grandes líderes
não sabem se retirar de cena a tempo e preparar sua sucessão para que
seu projeto sobreviva.
A liderança compartilhada está baseada "no valor da organização e não
no das pessoas." A idéia era que cada romano soubesse, a todo momento,
o que se esperava dele, e qual deveria ser seu comportamento.
Roma era resultado da fusão de três tribos que se uniram sob critérios
de igualdade, para aproveitar seus recursos e poder concorrer com os
povos vizinhos. Quando Anibal atacou, deram-se conta de que não apenas
tinham capacidade de se defender, mas também de ampliar suas fronteiras.
Nasceu assim um novo enfoque de negócio. Roma soube aproveitar uma crise
e convertê-la em uma oportunidade. A ambição estava em alta, e um romano
tinha como objetivo na vida deixar para seus herdeiros sempre mais do
que recebera de seus pais. Não havia espaço para a autocomplacência.
Nasceu assim um novo enfoque de negócio. Roma soube aproveitar uma crise
e convertê-la em uma oportunidade. A ambição estava em alta, e um romano
tinha como objetivo na vida deixar para seus herdeiros sempre mais do
que recebera de seus pais. Não havia espaço para a autocomplacência.
Fazendo uso do princípio da igualdade entre a população e seus dirigentes,
na época da República foi estabelecido um cursus honorum, ou seja, qualquer
pessoa que demonstrasse possuir as capacidades necessárias poderia fazer
carreira como funcionário público, e crescer profissionalmente. Dessa
forma, os que chegavam ao poder conheciam perfeitamente o funcionamento
interno da organização desde os estágios mais baixos.
Assim, no longo prazo, "a liderança institucional se impõe sobre a carismática,
porque se alimenta de líderes.
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