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São 8 Objetivos, 18 Metas e 48
indicadores:
1- Erradicar a extrema pobreza e a fome
2- Atingir o ensino básico universal
3- Promover a igualdade de gênero e a autonomia
das mulheres
4- Reduzir a mortalidade infantil
5- Melhorar a saúde materna
6- Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
7- Garantir a sustentabilidade ambiental
8- Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
As "8 Metas" serão os parâmetros para que cada brasileiro faça algo na
sua comunidade, no seu espaço de atuação e de vivência, doando-se um
pouco mais num projeto nacional de solidariedade e ajudando a transformar
a sociedade em que vive e melhorar a qualidade de vida de sua região.
QUAL É O SEU JEITO?
É só procurar uma escola, um posto de saúde, uma ONG, que você vai saber qual é o
seu jeito, em que área você pode ajudar.
Acredite, o melhor é que você pode participar aí, no seu bairro, onde
você vive.
Juntos - governos, empresas, organizações sociais e cidadãos como você -
nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, o nosso país. Eu posso,
você pode, nós podemos mudar o mundo.
Participe, discuta, faça!
MAIS INFORMAÇÕES
1- Erradicar a extrema pobreza e a fome Um
bilhão e duzentos milhões
de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a $ 1,00 (PPC -
paridade do poder de compra, que elimina a diferença de preços entre
os países) por dia. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos
43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares
há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de
pessoas que ganham quase nada e que - por falta de emprego e de renda
- não consomem e passam fome. Exemplos de possíveis ações empresariais
e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais
e fornecedores Estímulo à agricultura familiar e comunitária de subsistência;
Combate à fome em regiões metropolitanas e rurais, através de iniciativas
de voluntariado, distribuição e capacitação de mão de obra na elaboração
de alimentos básicos; Programas de apoio à merenda escolar; Apoio a programas
de educação, capacitação e inclusão digital de crianças e jovens para
futura inserção no mercado de trabalho; Programas de redução do analfabetismo
funcional, familiar e da comunidade de interferência; Apoio à geração
alternativa de renda, através de estruturação de cooperativas e aproveitamento
da produção em suas atividades e suporte na comercialização de excedente;
Implementação de políticas de diversidade, com inclusão de minorias étnicas,
portadores de deficiência, outros grupos discriminados, etc...
2- Atingir o ensino básico universal Cento e treze milhões de crianças
estão fora da escola no mundo. Mas há exemplos viáveis de que é possível
diminuir o problema - como na Índia, que se comprometeu a ter 95% das
crianças freqüentando a escola já em 2005. A partir da matrícula dessas
crianças ainda poderá levar algum tempo para aumentar o número de alunos
que completam o ciclo básico, mas o resultado serão adultos alfabetizados
e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público,
ONGs, grupos representativos locais e fornecedores Apoio a programas
de criação de oportunidades e estímulo no acesso ao ensino fundamental,
ou melhoria da qualidade; Envolvimento direto/indireto em ações de prevenção
e erradicação do trabalho infantil, tanto em regiões metropolitanas,
como rurais; Contribuição para a melhoria dos equipamentos das escolas
básicas e fornecimento de material didático e de leitura; Programas de
reciclagem e capacitação de professores do ensino fundamental; programas
de implantação de projetos educacionais complementares, com envolvimento
familiar, visando estimular a permanência do aluno na escola;
3- Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres Dois terços
dos analfabetos do mundo são mulheres, e 80% dos refugiados são mulheres
e crianças. Superar as disparidades gritantes entre meninos e meninas
no acesso à escolarização formal será um alicerce fundamental (entre
outros) para capacitar as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos
tanto no mundo econômico quanto na atividade política em seus países.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público,
ONGs, grupos representativos locais e fornecedores Implantação de programas
de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades
de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas
masculinas; Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas
de diversidade; Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho
feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a auto-sustentação.
4. Reduzir a mortalidade infantil Todos os
anos 11 milhões de bebês morrem
de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde
1980, quando as mortes somavam 15 milhões.Os indicadores de mortalidade
infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de
muitos e variados meios, recursos, políticas e programas - dirigidos
não só às crianças mas a suas famílias e comunidades também. Exemplos
de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs,
grupos representativos locais e fornecedores Apoio a programas de acesso à água
potável para populações carentes, principal causador das doenças infecciosas
infantis; Promoção de campanhas de conscientização no combate a Aids,
visando a prevenção de crianças portadoras do vírus; Suporte a programas
de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras doenças infecciosas,
a medicamentos específicos; Programas educacionais, em comunidades carentes,
de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento materno
e nutrição infantil.
5. Melhorar a saúde materna Nos países pobres e em desenvolvimento, as
carências no campo da saúde reprodutiva levam a que a cada 48 partos
uma mãe morra. A redução dramática da mortalidade materna é um objetivo
que não será alcançado a não ser no contexto da promoção integral da
saúde das mulheres em idade reprodutiva. A presença de pessoal qualificado
na hora do parto será, portanto, o reflexo do desenvolvimento de sistemas
integrados de saúde pública. Exemplos de possíveis ações empresariais
e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais
e fornecedores Apoio a iniciativas comunitárias de atendimento à gestante
(pré e pós-parto) e melhoria da saúde materna, fixas e ambulantes; Programas
de apoio à saúde da mulher, facilitando acesso a informações sobre planejamento
familiar, DST, prevenção do câncer de mama, gestação de risco, nutrição
da mulher e do bebê;
6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças Em grandes regiões
do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e cerceando qualquer
possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países
como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos
deter a expansão do HIV. Seja no caso da Aids, seja no caso de outras
doenças, como a tuberculose e a malária, que ameaçam acima de tudo as
populações mais pobres e vulneráveis, parar sua expansão e depois reduzir
sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação,
aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação
de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução
das doenças. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Programas de mobilização e informação no combate à Aids e outras doenças
epidêmicas como malária, tuberculose, dengue, febre amarela (nas empresas
e comunidade), tanto nos grandes centros quanto no interior do país;
Programas que facilitem o acesso aos medicamentos necessários aos portadores
de HIV e à prevenção (vacinas) das demais doenças; Programas de doações
e distribuição de remédios às populações de risco e baixa renda; Programas
de prevenção na disseminação de informação sobre saúde sexual e reprodutiva
para jovens e adultos, através de ações de voluntariado.
7- Garantir a sustentabilidade ambiental Um
bilhão de pessoas ainda não
têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o
mesmo número de pessoas ganharam acesso à água bem como ao saneamento
básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para
a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos
naturais que compõem o nosso meio ambiente - florestas, fontes energéticas,
o ar e a biodiversidade - e de cuja proteção dependemos nós e muitas
outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta
meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera
pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva
em grande escala, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações,
poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para
seu próprio entorno. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Apoio a iniciativas na implementação de práticas ambientais sustentáveis
e responsáveis, através da conscientização e disseminação das informações
nas escolas, comunidades, empresas; Programas de mobilização coletiva
para estímulo à reciclagem e reutilização de materiais; Ações de Voluntariado
na comunidade com vistas à educação e sensibilização da população, com
interferência direta nas associações e órgão representativos, escolas,
parques, reservas, etc.; Suporte a projetos de pesquisa e formação na área
ambiental; Promoção de concursos internos ou locais que estimulem o debate
e a conscientização individual sobre o meio ambiente e a importância
da colaboração de cada um; Desenvolvimento de programas parceiros no
tratamento de resíduos procurando reverter o resultado em benefício de
comunidades carentes; Promoção de "econegócios" (negócios sustentáveis),
que preservam gerando ocupação e renda e melhorando a qualidade de vida
das populações.
8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o
Desenvolvimento Muitos países
pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus
problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução
da dívida externa de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os
objetivos levantados para atingir esta meta levam em conta uma série
de fatores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento
- em qualquer sentido que seja - da imensa maioria dos países do sul
do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para
a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas
para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial
e financeiro não apenas para grandes países e empresas, mas para a concorrência
verdadeiramente livre de todos. Exemplos de possíveis ações empresariais
e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locais
e fornecedores Programas de apoio à formação e capacitação técnica profissional
dos jovens menos favorecidos, visando sua inclusão no mercado de trabalho,
que podem ser desenvolvidos nas empresas, associações e comunidade; Mobilização
de voluntários para criarem situações de aprendizagem e gestão em suas áreas
de formação; Apoio a programas de geração de novas oportunidades de absorção
e recrutamento de jovens nas pequenas e médias empresas; Apoio a programas
de parceiras para a inclusão digital da população menos favorecida; Programas
de formação e disseminação das novas tecnologias, em especial, da informação,
que promovam também a inclusão de portadores de deficiência; Doações
de equipamentos novos ou usados a escolas, bibliotecas, instituições
voltadas ao atendimento a menores e jovens carentes; Estímulo a programas
que contemplem o empreendedorismo e auto-sustentação; Ações que promovam
ia inserção das comunidades carentes na cadeia produtiva, através de
financiamento direto de suas atividades, com a disponibilização alternativa
da política de microcrédito.
A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro
de 2000. O Brasil, em conjunto com os países-membros da ONU, assinou
o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade
do Planeta.
Os Objetivos do Milênio são um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem
atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas
dos governos e da sociedade.
São a agenda do Planeta, a agenda da Humanidade. São a agenda do Brasil.
A agenda de cada um de nós.
E-mail:http://www.quatre.com.br/emprego/materia.asp?cod_mat=29
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