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Por Vera Martins
Você acaba
de ver sua idéia engavetada!
A possibilidade de alavancar
sua carreira "vai para o ralo",
pelo menos no momento. O sangue flui
para as mãos, esquentando-as,
aceleram-se os batimentos cardíacos
e a adrenalina gera uma energia forte
o suficiente para uma ação
vigorosa. Seu corpo está dando
sinais, avisando-lhe que a raiva o domina,
e se houver falhas na escuta de seu corpo,
você corre sérios riscos
de adquirir problemas de saúde.
A raiva mata? Sim,
porque se mal-administrada pode ocasionar doenças, atingindo
diretamente o cérebro, que comanda a saúde física,
mental e emocional, e também seu jeito de se comportar
e de se relacionar com as pessoas.
Por que você sente
raiva? Simplesmente porque você é um
ser humano, normal e imperfeito, embora sempre em busca da
perfeição. Você sente raiva porque tem
uma individualidade a preservar, expressa através de
vontades, desejos, necessidades e opiniões.
Normalmente, sentimos
raiva no trabalho quando confiamos em alguém e somos traídos
por esse indivíduo, sofremos uma injustiça por
parte da empresa ou do gestor, somos enganados por informações
mentirosas, um colega age de má-fé, não
somos incluídos em alguma atividade profissional importante,
somos tratados com indiferença por colegas ou não
levam a sério nossas ideias e, pior, roubam nossas ideias,
nos tratam com arrogância e ar de superioridade, recebemos
uma crítica forte do gestor ou não somos reconhecidos
por um bom trabalho feito e, finalmente, somos manipulados ou
desconsiderados frente à nossa inteligência. Essas
situações podem ser fontes de sentimentos negativos
no trabalho e gatilhos da raiva, pois são fatores que
ameaçam nossa imagem e competência profissional.
Quando a
raiva é destrutiva? A raiva é maléfica
quando "arrebenta" sua vida, destrói relacionamentos
e controla seus pensamentos, causando problemas para sua saúde
emocional e física.
Quando a
raiva é construtiva? A raiva é benéfica
quando se origina de um motivo justo, é bem-administrada
e fundamentada em um raciocínio sadio. A raiva é boa
quando energiza, liberta tensões, alerta contra ameaças,
dá novos pensamentos e movimenta a pessoa a ser melhor
sempre.
Qual é a conexão entre
a raiva e o cérebro? Quando
agimos tomados pela raiva, nosso comportamento é acionado
pelo sistema límbico (área do
cérebro que é a morada das emoções
humanas), e a razão não é consultada
sobre a validade ou não da raiva. Quando
a ação defensiva atinge seu objetivo,
a pessoa sente o prazer da vingança.
Conduzir a raiva até o nível
do córtex cerebral (área da razão)
e passar por uma avaliação dos
custos e benefícios exige de seu agente
um esforço na promoção
de um diálogo entre a emoção
(sistema límbico) e a razão (córtex
cerebral), o que requer uma escolha consciente.
Esse equilíbrio só é possível
quando a pessoa desenvolve autoconsciência
e autoconhecimento suficientemente satisfatórios
para entender a dinâmica interna de seu
eu e identificar claramente as origens de suas
emoções destrutivas.
Aproprie-se
de suas emoções!
Ao assumir total
responsabilidade por suas emoções, você poderá usar
a raiva a seu favor, transformando-a em ações construtivas
para seus relacionamentos, encarando-a e utilizando o conteúdo
de seu pensamento na primeira pessoa do singular: EU me irrito.
Você ganha
vários benefícios ao administrar eficazmente sua
raiva, sentindo-se seguro, confiante, adequado e firme nas relações
sociais.
E como resultado
de uma ação responsável na administração
da raiva, você ganha saúde, energia, qualidade de
vida, autoestima, satisfação, orgulho de si e,
principalmente, percepção lúcida da realidade,
ponto essencial para tornar sua postura coerente, madura e com
total controle emocional.
Fortaleça
seus conteúdos emocionais para, sozinho, frear o ciclo
da raiva dentro de você de forma a conduzir sua expressão,
respeitando a si e ao outro e impedindo a vulnerabilidade de
seu eu.
Algumas dicas
para acalmar seu emocional:
Faça
atividades que acalmam o cérebro e o coração
e propiciem sensações de prazer, como dançar,
cantar, assistir a bons filmes, ouvir música que faça
bem aos ouvidos, olhar a natureza para registrar cenas bonitas
no cérebro e ler livros interessantes e atuais, que colaboram
para a revisão de valores e crenças.
Você pode
cuidar do cérebro e estimular o bom funcionamento do organismo
fazendo relaxamento físico e mental através da prática
da ioga e meditação.
Exercício
físico, alongamento e caminhada promovem bem-estar em função
da produção de endorfinas que neutraliza as toxinas,
além de acalmar as ondas cerebrais e oxigenar o sangue.
Dar muitas risadas
ativa o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca.
Os vasos se dilatam e a pressão diminui. Quando você ri,
seu cérebro libera endorfinas, substâncias que lhe dão
a sensação de bem-estar. Mais ainda, as contrações
curtas e fortes nos músculos do diafragma e do abdome melhoram
a irrigação dos órgãos internos, além
do sangue ficar mais bem oxigenado.
Boa alimentação:
a alimentação adequada pode ter um efeito calmante.
Reduza o sódio,
que contribui para aumentar a pressão. Coma mais complexo de
carboidratos para ajudar a manter a energia que a raiva esgota. Evite
comer para conter a raiva.
Coma vagarosamente,
num lugar tranquilo, olhando e curtindo o sabor de cada alimento e
não ocupe sua mente com outra atividade simultânea.
Converse com
amigos - a amizade faz bem e promove bem-estar porque o organismo produz
mais o hormônio das relações interpessoais, chamado
oxitocina.
Viva cem por
cento o momento presente para diminuir a ansiedade.
Inspire profundamente, segure por instantes e depois expire bem devagar,
até sentir a calma.
Você encontrará técnicas
para mudar seu modo de pensar no livro Tenha Calma! Como lidar
com a raiva no trabalho e transformá-la em resultados
positivos, autora: Vera Martins, Editora Campus, 2009.
Fonte: Clientesa.com.br
Link: http://www.blogclientesa.clientesa.com.br/blogdabolsa/default.asp?artID=1591
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