NA MÍDIA, Revistas

Vale a pena investir em você?
Revista Paulus, maio/03

Você é um profissional. Você é um produto. E como tal, o que você oferece à sua empresa como vantagem competitiva? Qual é o seu “Plus”? O que leva alguém a “comprar” você e não o seu concorrente?


A provocação não tem a intenção de acusa-lo de incompetente e sim, de leva-lo a uma reflexão sobre o desenvolvimento de suas competências profissionais, em um cenário globalizado.

Quero ilustrar o tema com uma história de vendas, em uma livraria. Genivaldo é vendedor de uma loja há 2 anos. Procurou seu Gerente e perguntou-lhe: “Por que Luiz, que tinha 6 meses de empresa, tinha sido promovido a Vendedor Sênior e ele não ?”

Gerente, ao invés de responder-lhe, pediu-lhe para atender o cliente que estava a espera, no balcão.

Genivaldo dirigiu-se ao cliente que lhe perguntou: Você tem o livro sobre negociação de William Ury? Genivaldo apenas respondeu:”Sinto muito mas não o temos no momento.” O cliente ia embora, quando Luiz o abordou e perguntou-lhe se poderia ajuda-lo. O cliente disse que não encontrou o livro procurado, sobre negociação. Luiz, rapidamente, mostrou ao cliente, a lista dos livros sobre o tema e discorreu sobre a essência do conteúdo de cada um, com propriedade. O cliente ficou impressionado com o conhecimento do Vendedor e acabou comprando 3 livros de outros autores que atendiam sua necessidade.

Genivaldo assistia tudo junto com o Gerente. Ao final, o Gerente perguntou-lhe: “Entendeu agora porque você não foi promovido?”

O segundo disse com orgulho sobre seus vinte e dois de trabalho na empresa e que havia se inscrito espontaneamente, pois queria se atualizar dentro dos novos paradigmas de gestão.

Qual é a diferença básica entre eles?

Genivaldo deve se atualizar em sua forma de vender e melhorar sua habilidade no relacionamento com seus clientes. Precisava aprender a se interessar honestamente pelo seu cliente. Teve um comportamento reativo.

Luiz sente-se realizado quando consegue resolver o problema do seu cliente. Teve um comportamento proativo.

O reativo reage ao problema depois que ele acontece. Na maioria das vezes, incorre no mesmo erro em outras situações. É fechado às mudanças. O reativo se satisfaz com um trabalho eficiente e não foca a eficácia e efetividade dos resultados.

Sabemos que o ser humano tem como um valor dominante a questão da segurança. E por isso precisa do equilíbrio para viver. Porém, o reativo confunde equilíbrio com inércia,como forma de não correr riscos e não perder o status quo.

Esse é o caminho para desenvolver a incompetência.

Isso explica porque vemos muitos profissionais encostados em cargos de menor importância ou até demitidos. MOTIVO: Inadequação ao cargo. Não se atualizou. Não acompanhou os novos tempos.

Você quer ter sua carreira sempre nos trilhos?

Pois então, escolha a postura proativa, ou seja, aja ao invés de reagir; antecipe o problema e suas conseqüências antes de ele acontecer. Tenha uma visão de futuro de sua vida profissional. Faça empatia, colocando-se no lugar de seus clientes.

A chave para desenvolver suas competências está na disposição para uma mudança contínua e na predisposição pelo aprendizado. Você muda aprendendo coisas novas e relevantes à sua carreira profissional.

O prazer por aprender coisas novas é o mot para gostar e aceitar naturalmente as mudanças necessárias.

Não deixe sua carreira profissional cair na deterioração. Atualize-se continuamente. Conheça bem o produto que você vende aos seus clientes. Faça leituras dirigidas às suas necessidades. Participe de seminários, feiras e congressos. Esteja por dentro das tendências de mercado globalizado. Esteja à frente dos novos paradigmas profissionais.

Ok. Faça um exame de suas competências técnicas e comportamentais.

Depois, responda:

Você compraria você?

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