Você vive ou sobrevive?

Liberdade e Escolha consciente

Você é movido pelo sistema modus vivência ou sobrevivência?

Viver a vida significa ser bem resolvido, solucionando os dilemas e problemas, típicos da existência humana, sozinho ou com o apoio de outros. Significa liberação emocional e mental para um olhar a vida através de uma lente limpa, clara, real e otimista. Essa lente exige consciência e coragem para sermos imparciais com os próprios pensamentos, no sentido de entender com clareza nossas escolhas e assumirmos responsabilidade pelas nossas decisões e ações. Tomada a decisão de adotá-la, certamente essa nova lente vai lhe propiciar benefícios:

  • sensação de estar no comando da sua vida
  • fazer escolhas mais conscientes e sensatas
  • lidar com situações conflitantes de forma equilibrada
  • olhar a realidade com otimismo
  • sentir a leveza do seu ser
  • coragem para agir sobre as emoções negativas
  • usar do seu direito de se sentir bem e de ser mais feliz

Sobreviver, por outro lado, significa ser dirigido por pensamentos negativos e, olhando ao redor, sentir-se “sem saída”, impotente. Você conclui que a vida é assim mesmo, e isso passa a ser sua referência para guiar sua caminhada pela vida. Ficar sem saída nos dá a nítida sensação de impotência, o que funciona como um bloqueador na busca de soluções para as intempéries do dia a dia. Assim, a confirmação da sua impotência para viver a vida se torna uma verdade para você. E essa verdade passa a ser a lente através da qual você vai perceber a vida e definir suas escolhas.
Escolhas feitas pela lente da impotência fazem da sua existência um fardo, e é comum ouvir das pessoas que assim se expressam:

“A vida é uma eterna luta” – “Cada dia é uma batalha a vencer” – “Não é fácil viver nos dias de hoje” – “Não aguento mais a loucura da vida, quero ir embora para longe de tudo e todos”- “Acho que estou incompetente, não dou conta das cobranças da família e do trabalho, eu sou um só!” “Eu me sinto impotente para resolver minha vida”. Tudo é estressante, tudo se torna cinzento! Esse é o caminho da perda do controle emocional, e da liberação da agressividade. É o caminho das relações mal resolvidas e da depressão emocional. Tudo por causa da sensação da impotência na gestão da própria vida.

Existe solução?

O bom nisso tudo é que, se quisermos, podemos virar o jogo e promover uma comunicação interna entre razão e emoção, entre consciente e inconsciente, ou seja, entre o córtex pré-frontal (razão) e o sistema límbico (emocional), fazendo com que os sistemas nervosos simpático e parassimpático estejam em perfeita harmonia. Assim encontraremos o tão querido, desejado e popularmente conhecido “equilíbrio emocional”.

Sim! É o momento de revisitar seus pensamentos, suas emoções e seu modo de ser e de agir.

 

O Emocional Inteligente

UMA HISTÓRIA DE EMOÇÕES

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Neste livro, Vera Martins conta uma história de emoções e depois aponta os aprendizados que ela nos oferece. Este método é semelhante ao utilizado pelos mestres do zen budismo, conhecido como Koan. Para ilustrar, reproduzo a seguir uma história, aparentemente sem lógica, mas capaz de despertar a verdadeira mente de quem se esforça para isso.

Certa vez, um mestre morava em um pequeno casebre em uma colina, onde avistava o mar, o porto e a pequena vila de pescadores. Era admirado por todos por sua conduta ética e o domínio de suas emoções por meio da prática da meditação. Jamais alguém vira o monge ofender alguém – tampouco a si próprio –, ou lamentar a vida frugal que levava. Vivia de uma pequena horta que plantava e um ou outro peixe que lhe era ofertado em suas andanças pela vila. Ele tinha amplo controle de sua mente e sabia que o ódio, o desejo e a ignorância eram os três venenos que precisavam ser controlados. Seu controle em lidar com situações adversas era admirado por todos, até o dia que uma pequena multidão da vila se concentrou na porta de seu casebre. O chefe do lugarejo começou um discurso hostil assim que o velho mestre apareceu, e acusou-o de ter se relacionado com uma jovem e de ser o pai do bebê que trazia no colo. Enchendo os pulmões, o político gritou que ele teria de cuidar da criança, uma vez que a mãe o acusava de paternidade. O monge olhou para todos e disse: “Ah é…”. A multidão se dispersou e o bebê ficou em sua porta.

O mestre não recebia mais peixes. Comia o que sua horta produzia. Conseguiu uma cabra para dar leite à criança, e levou a vida normalmente. Ele educava o bebê como se fosse mesmo seu filho, mesmo impedido de andar pela vila, uma vez que alegavam que poderia seduzir alguma outra aldeã. Alguns meses depois, novamente, a multidão se aglomerou na porta do casebre do monge. O chefe político pedia em altos brados perdão a ele. A mulher que o apontara como pai mentira e o verdadeiro pai queria se casar com ela e ter o menino de volta. Por isso, o chefe da vila pedia que o monge devolvesse a criança. Ele respondeu: “Ah é…”.

O menino se foi com os pais e a multidão dispersou. O velho mestre continuou vivendo como sempre, sem ódio, sem pessimismo, sem ira e se deliciando com a bela paisagem da baía que avistava de seu casebre.

Esta é uma história antiga do Emocional Inteligente, tão antiga e tão atual como o livro da Vera Martins.

 

Heródoto Barbeiro é âncora do Jornal de Record News e editor do Blog do Barbeiro.

 

Você sabe como dizer NÃO ASSERTIVO?

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado?

De Vera Martins

Quando você diz não para alguém você se sente culpado?

Já sei, a resposta é: depende da pessoa.

Se for uma pessoa que mal conheço e não tenho ligação nenhuma, não tenho nenhuma dificuldade. Mas se for alguém que tenho ligação afetiva ou profissional, aí fica difícil dizer um não.

E quando digo, fico me justificando, mostrando ao outro que não sou responsável pelo não, pois a situação me obriga a dizer o não.

Agora, se estou com raiva do outro e me sinto lesada aí o não sai facilmente porém impulsionado pela emoção da raiva e não administrado pela sua vontade. Mais tarde, pode vir o arrependimento e você voltar atrás no seu não.

Na verdade, aprendemos desde pequeno, que a palavra não é uma comunicação violenta que agride as pessoas. E não deixa de ser verdade, pois a palavra NÃO é uma negativa ao outro e que implica na frustração de alguém.

O segredo de dizer um Não para alguém, é entender que o não é para a situação/ coisa e não é uma negativa ao ser humano que é o outro, ou seja:

Diante de um problema que exige o seu Não, você pode e deve ser duro com o problema em si e delicado/educado com a pessoa. Até para dizer algo que você não está gostando e quer dizer o não, você pode dizer calmamente e com educação, porém com firmeza e auto- confiança naquilo que você pensa e sente.

O segredo está em Separar a pessoa do problema, ao dizer o não: “uma coisa é não querer sair hoje com você, outra coisa é, eu não gostar de você.”

Negocie o não: Se o seu NÃO vai atender só o seu problema e vai prejudicar o outro, negocie com ele o seu Não.

 O importante é ser verdadeiro com você mesmo. Não fique se enganando! Não gere conflitos internos desnecessários que o levem a se sentir mal e desconfortável!

Seja bem resolvido, e diga NÃO quando for a melhor resposta que você tem para dar!
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Apressado, bom! Ansioso, não!

Você é apressado quando está em atividade? Executa as tarefas com rapidez, precisão e qualidade? Ao mesmo tempo sente um sossego emocional? Desenvolve um relacionamento sadio com as pessoas que te rodeiam e mais, vive o momento presente em todos os seus papéis?

Se você respondeu SIM,  parabéns!!! Você é uma pessoa com energia e resiliência. Você sabe viver bem, administra bem seu tempo e sua vida tem sentido.

Mas se as demandas pessoais e profissionais estiverem atropelando sua vida e lhe causando estresse em demasia a tal ponto de você sentir que pode perder o controle de sua vida, é provável que tenha adquirido a síndrome da pressa. Você é visto como uma pessoa agitada, dinâmica e faz dez coisas ao mesmo tempo. Vive acelerada!!!

A síndrome da pressa não é doença e nem transtorno emocional e mental. É simplesmente um distúrbio comportamental , mas que pode causar sim dois transtornos:

  • a ansiedade generalizada que causa a sensação na pessoa apressada que não terá tempo suficiente para fazer tudo que precisa ser feito, ou seja, o tempo corre demais e vinte quatro horas não são suficientes para dar conta do seu dia a dia.
  • a hiperatividade que causa uma agitação cerebral e a pessoa fica perdida, desbaratinada, provocando a perda do foco e realmente assim, com o passar do tempo, não consegue desenvolver e terminar as múltiplas tarefas que se apresentam no seu dia a dia alimentando a sua ansiedade.

Como você se autodiagnostica? Preste atenção nos seus relacionamentos pessoais e profissionais pois a síndrome da pressa impacta diretamente no seu comportamento social abrangendo sua comunicação e equilíbrio emocional e, principalmente na sua saúde, é claro.

Vamos conferir!

A sua comunicação:

  • Sua escuta ativa, ingrediente primordial para dialogar, compreender pessoas, negociar, administrar conflitos, alinhar expectativas, trocar feedbacks, fica bem comprometida. Você quer evidências? Ao se comunicar, você interrompe e atropela a fala do outro, você seleciona o que quer ouvir, não suporta longas histórias, acredita que perde muito tempo ouvindo coisas que não agregam valor, desvaloriza os sentimentos do outro, não presta atenção às dicas que o ambiente lhe dá sobre o humor das pessoas para melhor conectá-las.
  • Sua expressão verbal e não verbal pode se tornar agressiva, pois na pressa, a impaciência estimula uma linguagem que critica, julga, desaprova e desqualifica o comportamento do outro quando não , apela para a manipulação afim de acelerar as respostas do seu interlocutor. Quer evidências? Você fala rápido e frase curtas, usa mais os verbos no imperativo, dando ordem às pessoas, constrói sua fala com expressões que atacam o outro, normalmente as pessoas ficam agitadas perto de você, as pessoas ficam se desculpando quando não atendem suas expectativas.
  • Você não diz NÃO quando necessário, e normalmente você não tem limites para trabalhar, e nem respeita os limites do seu corpo, chegando à exaustão.

O seu equilíbrio emocional:

As seis dimensões do seu estilo emocional (segundo Richard Davidson – obra O Estilo Emocional do Cérebro) podem sofrer com sua síndrome da pressa:

  1. Resiliência – para aguentar as demandas com energia, seu comportamento agressivo exige demais de você e dos outros. Assim você perde no seu fortalecimento e recursos internos para enfrentamentos das situações difíceis, além de ter que lutar para obter o comprometimento das pessoas.
  1. Sensibilidade ao contexto – na pressa para atingir os resultados, você pode não perceber o que se passa ao seu redor, o contexto em que sua demanda está inserida, podendo atropelar os interesses dos que te rodeiam, gerando estresse e mais obstáculos. Evidente que sua resiliência é atingida, aumenta a irritação
  1. Intuição social – sua pressa pode alterar sua percepção das reações emocionais das pessoas, dada sua atenção estar focada somente na urgência da tarefa
  1. Atitude positiva – A impaciência e irritação com as pessoas “lentas” podem torna-lo negativo, não lhe permitindo sentir por um tempo mais longo bem -estar e emoções positivas.
  1. Atenção – Sua hiperatividade gerada pela pressa constante pode prejudicar sua concentração e foco. E sem atenção, as demais dimensões para seu equilíbrio emocional ficam prejudicadas.
  1. Percepção corporal – Quando você resolve ouvir o seu corpo, percebe que sua pressão subiu. Uau!

ALGUMAS DICAS

Se você ainda não desenvolveu transtornos de ansiedade generalizada e nem hiperatividade, é tempo de você mesmo, acalmar sua pressa sem perder rapidez e prazos:

  1. Mude seu olhar para o tempo, pois a síndrome da pressa se desenvolve quando assumimos muitas responsabilidades e acreditamos que o tempo não será suficiente.
  2. Viva o presente e perceba os detalhes do momento presente
  3. Dê a você o direito de não fazer nada, pelo menos por meia hora do dia
  4. Mude sua rotina. Ao organizar sua agenda, coloque em suas prioridades as atividades de distração da mente, tais como: passeios com a família, exercícios de relaxamento e aquilo que lhe der conforto. Quando você focar no trabalho, sua produtividade certamente aumentará e sua paciência também.
  5. Não use sua memória executiva desnecessariamente, faça uma lista das suas pendências e tarefas a fazer e ocupe seu pré-frontal com uma coisa de cada vez. Você vai perceber que dá tempo para fazer tudo.
  6. Divida grandes objetivos em pequenas metas e a cada atingimento de uma meta, comemore e se presenteie com algo que lhe causa prazer. Isso diminui a ansiedade e estimula o circuito da recompensa e motivação com a ativação da dopamina, motivando-o a agir e cumprir as outras metas até chegar no objetivo final, com prazer e paixão.
  7. Para não se irritar com as pessoas, seja assertivo, tenha clareza em sua comunicação, escute as necessidades do outro e finalmente tenha critérios objetivos nas suas negociações de prazos e prioridades.
  8. Relaxe e confie mais nas pessoas que interagem com você.

Desejo-lhe sossego emocional e uma vida tranquila.

Vera Martins

 

Você tem Assertividade Emocional?

Avalie aqui se você realmente é assertivo com suas emoções.

Você tem assertividade emocional? Mas, o que é?

 Assertividade emocional desenvolve um emocional inteligente.

Quem tem um emocional inteligente é porque sabe usar a razão para equilibrar as emoções.

Quem sabe usar a razão para equilibrar suas emoções é porque tem assertividade emocional.

Assertividade Emocional:

  • É escutar o que se passa dentro de você, é ficar atento ao que você sente, o que acontece ao seu redor, quais são as reações corporais que dizem que emoção está lhe movimentando e captando as energias do seu cérebro. Sim, é escuta ativa , aquela escuta que, sem defesas e preconceitos, foca toda a atenção para suas reações físicas e emocionais.
  • É entender a razão dos seus sentimentos e seus significados.
  • É analisar o conteúdo emocional e, isento de enganações, avaliar os custos e benefícios das decisões e pensamentos advindos das emoções sentidas e que levarão a um resultado final
  • É expressar suas emoções demonstrando autocontrole e maturidade, ou seja, de forma clara, objetiva, verdadeira, respeitosa e sem rodeios diz o que Sente.

Sem TítuloEm resumo…

Assertividade emocional é escutar, entender, analisar  e expressar suas emoções,  demonstrando autocontrole e maturidade. 

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