Você sabe como dizer NÃO ASSERTIVO?

Aprenda a dizer não sem se sentir culpado?

De Vera Martins

Quando você diz não para alguém você se sente culpado?

Já sei, a resposta é: depende da pessoa.

Se for uma pessoa que mal conheço e não tenho ligação nenhuma, não tenho nenhuma dificuldade. Mas se for alguém que tenho ligação afetiva ou profissional, aí fica difícil dizer um não.

E quando digo, fico me justificando, mostrando ao outro que não sou responsável pelo não, pois a situação me obriga a dizer o não.

Agora, se estou com raiva do outro e me sinto lesada aí o não sai facilmente porém impulsionado pela emoção da raiva e não administrado pela sua vontade. Mais tarde, pode vir o arrependimento e você voltar atrás no seu não.

Na verdade, aprendemos desde pequeno, que a palavra não é uma comunicação violenta que agride as pessoas. E não deixa de ser verdade, pois a palavra NÃO é uma negativa ao outro e que implica na frustração de alguém.

O segredo de dizer um Não para alguém, é entender que o não é para a situação/ coisa e não é uma negativa ao ser humano que é o outro, ou seja:

Diante de um problema que exige o seu Não, você pode e deve ser duro com o problema em si e delicado/educado com a pessoa. Até para dizer algo que você não está gostando e quer dizer o não, você pode dizer calmamente e com educação, porém com firmeza e auto- confiança naquilo que você pensa e sente.

O segredo está em Separar a pessoa do problema, ao dizer o não: “uma coisa é não querer sair hoje com você, outra coisa é, eu não gostar de você.”

Negocie o não: Se o seu NÃO vai atender só o seu problema e vai prejudicar o outro, negocie com ele o seu Não.

 O importante é ser verdadeiro com você mesmo. Não fique se enganando! Não gere conflitos internos desnecessários que o levem a se sentir mal e desconfortável!

Seja bem resolvido, e diga NÃO quando for a melhor resposta que você tem para dar!
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Quadrado Aristotélico: credibilidade

CREDIBILIDADE

O QUE VOCÊ É? VERDADE, MENTIRA, SEGREDO OU FALSIDADE

  O quadrado aristotélico pode nos mostrar as posturas e conseqüências da interação humana, por meio da combinação das variáveis SER e PARECER e NÃO SER e NÃO PARECER.

Vamos considerar que SER refere-se aos conhecimentos, às habilidades e atitudes pertinentes ao contexto da interação entre duas pessoas. Por exemplo, se você está em uma entrevista de emprego, é pertinente vestir-se com roupa formal e falar sobre suas competências. Mas se você está na praia agindo da mesma forma, seu comportamento será visto como não pertinente.

Vamos considerar que PARECER refere-se à interpretação do SER na percepção do outro.

Quanto mais o SER e PARECER estiverem sintonizados e pertinentes ao objetivo do ato comunicacional, tanto maior será a credibilidade do emissor da mensagem.

O quadrado aristotélico sugere quatro combinações possíveis das variáveis, com resultados positivos ou negativos nas relações interpessoais.

Ser e não parecer: você é um segredo

 Muitos profissionais vivem anos a fio trabalhando em empresas, ocultos em suas atividades, sem transformar seu real potencial em competências, seu conhecimento tácito em conhecimento explícito. Não se destacam e não fazem diferença no meio ambiente, limitando seu crescimento pessoal, profissional e, inclusive, financeiro. Guardam seu conhecimento como um SEGREDO, talvez por falta de confiança em si ou, quem sabe, por não conhecerem o próprio potencial.

Mas pode ocorrer o contrário, o profissional NÃO SER realmente competente e vender-se melhor do que é. Vejamos o que acontece.

Parecer e não ser: você é uma mentira

O resultado é a MENTIRA. Relações interpessoais estabelecidas de acordo com essa combinação não conseguem sobreviver por muito tempo. São relações breves que vão se deteriorando pela frustração e expectativas não atendidas. Profissionais conseguem emprego, porém “vendendo” um currículo melhor do que realmente são. Seu interlocutor vai se decepcionando, pois não consegue ver os resultados de seu trabalho. O processo de comunicação torna-se difícil e conflitante. O término da relação é inevitável, chegando-se à seguinte conclusão – “Ele parecia competente e no entanto mostrou-se diferente do que aparentou inicialmente. Foi uma grande mentira”.

 Não parecer e não ser: você é uma falsidade

Existem aquelas pessoas que NÃO PARECEM e NÃO SÃO competentes.

Enquanto a mentira engana por algum tempo, a FALSIDADE, resultado dessa combinação, é denunciada imediatamente.

Na relação NÃO PARECER e NÃO SER, o bloqueio da comunicação aparece logo nos primeiros contatos, impedindo a continuidade de um relacionamento duradouro.

Se analisarmos o mercado de trabalho atual, podemos constatar uma incidência de desempregados que se enquadram nesta combinação. Os novos tempos de um mercado globalizado exigem novas competências dos profissionais e aqueles que não percebem a necessidade de mudar e não reagem na mesma velocidade das mudanças, se perdem pelo caminho, despreparados e incompetentes para as novas demandas organizacionais. Perdendo sua credibilidade, não convencem e nem persuadem os empregadores, e o destino certo é a exclusão.

Por último, existem as pessoas que se enquadram na melhor combinação.

SER E PARECER: VOCÊ É UMA VERDADE

É a combinação que resulta na VERDADE. É a mais convincente, pois não só o emissor da mensagem acredita e sabe de suas próprias competências como também é percebido como tal, aos olhos do outro. Sua credibilidade é baseada no SER.

O QUE VOCÊ GANHA EM SER ASSERTIVO

 A comunicação assertiva é o estilo que possibilita SER e PARECER, pois suas características estimulam uma comunicação transparente, honesta, objetiva e de mão dupla.

A pessoa que adota a comunicação assertiva consegue estabelecer as duas direções que flexibilizam e dão equilíbrio à sua relação com o outro: Influenciar e Ser influenciado.

A assertividade possibilita a um profissional ser mais competente, à medida que ele se torna uma pessoa segura e confiante em seu potencial, clara e concisa em suas relações, e:

  • desenvolve relações interpessoais maduras, baseadas no auto-respeito e no respeito aos outros colegas;
  • coloca limites às pessoas agressivas que tentam invadir seu espaço;
  • estimula as pessoas passivas, que se sentem inseguras ao se posicionar;
  • analisa e resolve o problema, sem necessidade de buscar culpados;
  • expressa seus sentimentos e opiniões de concordância e discordância com tranqüilidade;
  • tem a humildade de pedir ajuda;
  • exerce com tranqüilidade a autoridade;
  • defende-se contra os excessos de poder;
  • controla seus medos e aprende a integrar-se ao grupo, sem se deixar manipular ou dominar pelo conformismo da maioria, conservando a riqueza da sua própria individualidade.

No aspecto pessoal, a assertividade traz bem-estar, uma vez que a pessoa tem o controle de sua própria vida, sem necessidade da aprovação de outras pessoas sobre suas escolhas.

Na vida familiar a assertividade ajuda na educação dos filhos, no relacionamento conjugal e afetivo. Portanto, é um fator determinante ao nosso bem-estar, pois, através da afirmação do nosso eu, adquirimos uma auto-estima positiva e ficamos mais seguros para enfrentar os desafios do cotidiano.

Podemos concluir, com segurança, que a comunicação assertiva é realmente uma ferramenta eficaz para promover a qualidade de sua vida pessoal e profissional, dando-lhe credibilidade nos diversos papéis que desempenha, seja no ambiente profissional, familiar ou social.

A assertividade pode, também, contribuir para as relações comerciais, dando um novo rumo ao capitalismo vigente, pois a comunicação assertiva exige dos interlocutores a transparência em sua comunicação e o respeito mútuo.

O comportamento assertivo torna a pessoa capaz de agir a favor de seus próprios interesses, de se afirmar sem ansiedade, de expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou seja, de exercitar seus próprios direitos, incluindo os direitos do outro. Assertividade é o pano de fundo do diálogo.

Este é um grande desafio para a sobrevivência profissional das pessoas, pois quem é assertivo tem mais credibilidade e é mais respeitado, com chances maiores de sucesso profissional. Mesmo correndo o risco de desagradar pessoas não assertivas, acredito valer a pena apostar nessa alternativa.

Vera Martins, autora dos livros Seja Assertivo!, Tenha Calma! e O Emocional Inteligente, ceo da Assertiva Educação Corporativa. www.assertiva.com.br

veramartins@assertiva.com.br

 

Como influenciar positivamente seu chefe

Eu resolvi publicar esta matéria que escrevi porque tenho sido questionada com bastante frequência e com certo desespero dos profissionais, como se relacionar e tratar um chefe difícil, agressivo, inseguro, etc.

Eu não desejo que você seja a inimiga número 1 do seu chefe por conta de não saber lidar com ele. O que mais quero é que você seja craque no processo de influência positiva e que transforme seu chefe em seu parceiro.

Por isso, resolvi escrever as 8 dicas que seguem ou/e você pode assistir ao VIDEO . 

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